Próteses Penianas

Disfunção Erétil é a incapacidade persistente em obter e manter uma ereção suficiente para permitir uma relação sexual satisfatória. Essa condição pode afetar gravemente a saúde física e psicológica do paciente, influenciando na qualidade de vida tanto do paciente quanto da parceira.

O médico especializado é responsável por avaliar e identificar o tratamento adequado para cada paciente. Após uma avaliação de tratamento de causas base, normalmente iniciam-se melhoras de hábitos de vida e tratamentos não medicamentosos, aliados a medicações orais ou injetáveis. Entretanto, quando esses tratamentos não são efetivos, ou são contraindicados para o paciente, devemos nos preparar para outras linhas de tratamento.

Primeiramente, a cirurgia de colocação de prótese peniana é um tratamento para disfunção erétil e/ou doença de Peyronie com deformidades graves, quando as outras opções não são mais indicadas, seja por falha, contraindicação ou desejo de tratamento definitivo. Quando bem indicado, o tratamento possibilita que o paciente retome a sua vida sexual, mesmo em casos graves de disfunção erétil.

Além disso, é um procedimento seguro e eficiente que apresenta altas taxas de satisfação, tanto dos pacientes quanto das parceiras.

Quais os tipos de próteses?

Atualmente, no Brasil, os dois principais modelos de próteses penianas são as maleáveis ou semirrígidas e as infláveis. Cada uma apresenta suas peculiaridades, riscos e benefícios.

Próteses penianas infláveis

Esse modelo é o que permite um pênis mais próximo do natural, além de ser a prótese menos perceptível de todas, não ficando nada aparente. Atualmente, o modelo mais utilizado dessa prótese é a de 3 volumes, composta por dois cilindros penianos conectados a uma “bombinha” e um reservatório.

 

Os cilindros de silicone são posicionados no interior do pênis e conectados ao “pump” ou “bombinha”, que será posicionada na bolsa escrotal, e o reservatório é alocado na região suprapúbica, próximo da bexiga para não ficar perceptível. Para fazer uso da prótese, o paciente irá comprimir o “pump”, deslocando em poucos segundos o soro que está no reservatório para o interior dos cilindros. Logo após a relação, o paciente deixará o pênis flácido novamente apertando uma única vez o botão do “pump’, que provoca o deslocamento do soro para o reservatório, permitindo uma flacidez completa.

Próteses penianas maleáveis (semirrígidas)

Essa prótese consiste em duas hastes metálicas revestidas com silicone e permite uma rigidez adequada para as relações sexuais, assim como uma boa maleabilidade para ocultar a prótese nos períodos em que não deseja utilizá-la.

Esse modelo permite que pacientes com menor habilidade manual façam uso sem dificuldades. Além disso, possuem um custo mais baixo do que o das infláveis.

Como é realizado?

Para que o paciente não sinta dor durante o procedimento, o médico aplica a anestesia raquidiana ou geral, isso depende da situação de cada paciente. Logo após, o médico realiza uma pequena incisão na base do pênis ou na região suprapúbica para implantar os cilindros penianos e, no caso de próteses de 3 volumes, os demais componentes. Além disso, o procedimento dura cerca de 1 hora e 30 minutos e o paciente recebe alta entre 12 e 24 horas.

Como é o pós-operatório?

A recuperação é rápida e permite o retorno às atividades normais, em geral, após três dias, exceto a prática de atividades físicas, que deve ser evitada por um mês. Os pacientes fazem uso de medicações por alguns dias, para controle da dor e redução das chance de infecção.
O tempo para a retomada da vida sexual é de cerca de 4 a 6 semanas, conforme a tolerância e treinamento do paciente.

O que mais devo saber?

As próteses são tratamentos definitivos que promovem a rigidez peniana para relação sexual, porém seu aspecto é funcional, não resulta em aumento ou engrossamento peniano. Além disso, não irão influenciar no desejo sexual, ejaculação, orgasmo, prazer ou fluxo da urina.

Esse procedimento apresenta baixos índices de complicações, porém podem ocorrer: edema, equimose, hematoma, erosão, infecção e falha mecânica.
Todos os tratamentos de disfunção erétil apresentam riscos, benefícios e complicações. Portanto, o médico urologista avalia todos os pacientes de forma individualizada para entender o problema e definir o melhor tratamento.

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