Infertilidade Masculina

Infertilidade é definida como a incapacidade de engravidar após 12 meses de relações sexuais frequentes e sem uso de métodos contraceptivos. Após esse período o casal deve procurar um médico para investigação e tratamento adequado. Em algumas situações, a busca por ajuda deve iniciar após 6 meses.
Cerca de 15% dos casais não conseguem engravidar, nessa situação a avaliação do homem é extremamente importante, pois em cerca de 50% dos casos, o homem é a causa ou um fator de piora do problema. Nos últimos anos tem ocorrido uma diminuição da fecundidade em todo o mundo por diversos motivos, sendo extremamente importante realizar uma avaliação andrológica em casais que estão tentando engravidar.

Avaliação clínica

A história clínica é de extrema importância, deve ser detalhada e buscar condições que possam afetar a fertilidade masculina. O exame físico com inspeção e palpação cuidadosa dos órgãos sexuais masculinos também será importante, permitindo verificar volume e consistência dos testículos, presença dos ductos deferentes e presença de varicocele.

Espermograma

O espermograma é o principal exame, pois avalia a produção de espermatozoides pelo testículo. Nele iremos avaliar os três principais parâmetros do sêmen, concentração, motilidade e morfologia. Esse exame pode ter grandes variações, devendo sua interpretação deve ser cautelosa por um profissional especializado. Por ser um exame artesanal e minucioso, há diferença considerável de qualidade entre os laboratórios, de maneira que centros especializados em avaliações de fertilidade devem ser preferidos.

Exames laboratoriais

Diversos exames podem auxiliar na identificação de fatores associados a produção de espermatozoides. Com isso, a avaliação do eixo hormonal é importante, sendo a testosterona um dos principais hormônios nesses casos. Outros exames que avaliam órgãos e glândulas associadas a fertilidade também podem ser realizados, como LH, FSH, estradiol e prolactina.

Exames de imagem

O exame de ultrassom dos testículos auxilia na avaliação interna de todo o tecido testicular, sendo capaz de identificar nódulos ou tumores testiculares que não são palpáveis. No contexto da varicocele pode ajudar identificar veias dilatadas em pacientes de difícil palpação como pacientes obesos e/ou submetidos a cirurgias escrotais prévias. Exames de ultrassom trans retal de próstata e glândulas seminais e a ressonância magnética podem ser uteis na avaliação de determinados pacientes.

Outros exames complementares

Exames genéticos: devem ser realizados em pacientes com alterações significativas do espermograma e abortos de repetição. Tais exames tem o potencial de apontar para as possíveis causas do problema, bem como servir para definir as chances de sucesso do tratamento e necessidade de aconselhamento genético antes de iniciar o tratamento de reprodução assistida.

Teste de fragmentação do DNA espermático: este exame é realizado pela coleta de sêmen para casos selecionados. Elevados índices de fragmentação podem indicar uma anomalia intrínseca da qualidade do espermatozoide e dificultar a gravidez seja de forma natural ou com tratamentos de reprodução assistida.

Como melhorar a fertilidade

Inicialmente devemos tratar ou melhorar todas as condições diagnosticadas com essa avaliação. Porém, mesmo após toda investigação em cerca de 30 a 40% dos pacientes não identificamos um fator masculino específico para justificar as alterações seminais. Independente da causa da infertilidade, algumas medidas podem auxiliar na melhora do potencial reprodutivo, tais como:
– Melhora alimentar – dietas riscas em frutas, verduras, vegetais, grãos e peixes
– Redução de peso e realização de exercícios físicos regulares de moderada intensidade
– Cessar tabagismo ou uso de drogas

Diante de um casal infértil, sempre devemos avaliar o fator masculino, pois diversas condições podem ser melhoradas ou curadas, aumentado as chances de gravidez ou melhorando os resultados dos tratamentos de reprodução assistida.

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