Reversão de Vasectomia

Atualmente, até 6% dos pacientes vasectomizados desejam fazer a reversão de vasectomia, geralmente decorrentes de novos relacionamentos. Porém, diferente da baixa complexidade da vasectomia, a sua reversão é um procedimento extremamente delicado, que necessita de técnicas microcirúrgicas e profissionais habilitados em microcirurgia, com matérias especiais e fios extremamente finos (mais finos que o fio de cabelo).

Como é feita?

É realizada com anestesia raquidiana e sedação, através de duas incisões com cerca de 3 a 4 cm em cada lado da bolsa escrotal, identifica-se as duas extremidades do ducto deferente (cortadas na vasectomia), posteriormente é realizado alguns testes para verificar se esses ductos estão pérvios, para só então, reconectá-los. Em caso mais complexos, onde o ducto esteja obstruído, é necessário a conexão do ducto proximal diretamente com o epidídimo. O procedimento dura cerca de 2 horas e o paciente recebe alta no mesmo dia.

Todos podem realizar?

Sempre devemos avaliamos detalhadamente cada caso, obter as informações tanto no paciente quanto da parceira são importantes para prover os melhores resultados da reversão. É muito importante salientar, que as taxas de sucesso para a reversão microcirúrgica da vasectomia têm relação direta com o tempo de vasectomia, embora seja possível reconstruir ductos há mais de 15 anos de procedimento, intervalos menores de tempo tem melhores resultados.

Qual a taxa de sucesso?

Quando feita após curto da vasectomia, a reversão microcirúrgica tem uma chance de sucesso de mais de 90%, com uma chance de levar a gravidez acima de 70%. Mesmo após uma falha na reversão da vasectomia, é possível realizar uma nova tentativa, porém devido a diversos fatores, as segundas operações podem ser bem mais complexas e exigir mais tempo para sua realização, além de terem piores resultados quando comparados a primeira cirurgia feita adequadamente.

Quais os cuidados após reversão?

Assim como a cirurgia, os cuidados pós operatório são extremamente importantes para o sucesso do procedimento. Após a alta hospitalar, o paciente irá utilizar um suspensório de bolsa escrotal ou cueca justa, para dar suporte a região operada, realizará compressas de gelo local e fará uso de algumas medicações. A primeira semana é muito importante, onde deve ser feito repouso relativo. Após 30 dias pode retornar as atividades normais. Também nos primeiros 30 dias não deve ter relação sexual e nem ejaculação, pois os ductos ainda se encontram em período de cicatrização.

Como saber se deu certo?

Após 30 dias será realizado um espermograma, para avaliar a presença de espermatozoides no ejaculado, porém alguns casos o reaparecimento desses espermatozoides pode levar mais tempo, sendo necessário repetir mais algumas vezes.

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