Entenda como se prevenir da recorrência de cálculos renais

A prevalência de cálculos renais está aumentando com a diminuição da proporção de homens para mulheres. Os cálculos estão associados à doença renal crônica, síndrome metabólica, hipertensão, doença arterial coronariana e redução da densidade mineral óssea. Os pacientes devem entender as pedras como marcadores de desequilíbrio metabólico, pressagiando outras comorbidades.

Portanto, a prevenção da recorrência de cálculos oferece uma oportunidade para evitar episódios de cálculos dolorosos e caros, enquanto melhora a saúde geral por meio de intervenções dietéticas e farmacológicas.

A maioria das pedras é composta de oxalato de cálcio e fosfato de cálcio. Fatores ambientais e genéticos contribuem para sua formação. Os médicos devem buscar os fenótipos dos distúrbios raros, monogênicos e autossômicos recessivos. Uma história de dieta, ocupações, uso de antibióticos, suplementos e atividades atléticas deve ser obtida. As mulheres, especialmente os indivíduos mais jovens, têm mais pedras de fosfato de cálcio do que os homens.

Enfoque no tratamento

Envolvemo-nos na tomada de decisão compartilhada com os pacientes. Eles podem considerar os cálculos renais um inconveniente raro ou o pior tipo de sofrimento, afetando suas escolhas de aumentar a ingestão de líquidos, alterar sua dieta e tomar medicamentos, potencialmente para o resto de suas vidas.

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Terapia empírica versus terapia direcionada

Aumentar a ingestão de líquidos como terapia empírica é sempre apropriado. É seguro, barato, eficaz e comprovado por especialistas. A maioria deve ser água, mas não café ou álcool, nem refrigerantes. Muitos pacientes não conseguem atingir essas doses ou ter ocupações, como motoristas de táxi e cirurgiões, que evitam a ingestão elevada de líquidos ou o acesso a banheiros. Nesses casos, é necessária mais atenção à manipulação da dieta ou medicamentos.

Outra terapia empírica é a manipulação dietética após a avaliação da dieta típica do paciente. Existem várias opções, mas os princípios são semelhantes. Muitos pacientes ainda são informados incorretamente, ou intuem erroneamente, que a ingestão de cálcio mais baixa é obrigatória.

É recomendado aumentar frutas e vegetais, que contêm citrato; menos proteína animal na dieta e sódio; e eliminação de suplementos de cálcio e vitamina C. Os vegetarianos podem ter pedras de oxalato de cálcio coincidindo com maior consumo de espinafre, soja, feijão e nozes, sem ingestão de laticínios para reduzir a absorção intestinal de oxalato. A excreção urinária de oxalato pode normalizar se a ingestão de oxalato for reduzida e a ingestão concomitante de laticínios for encorajada. A água também deve acompanhar os itens contendo mais oxalato.

Dessa forma, a abordagem para pacientes com cálculos recorrentes de cálcio é avaliar o risco de recorrência. A prescrição empírica de líquidos e dieta pode ser altamente eficaz. Para formadores de cálculo pela primeira vez motivados, pacientes com mais de um episódio, ou maior risco, recomendamos uma coleta de urina de 24 horas e uma prevenção alimentar e farmacológica de cálculo mais direcionada. Ressalto, ainda, que uma conversa construtiva entre o médico e o paciente leva a uma efetiva tomada de decisão compartilhada.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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