Cálculos renais: sintomas, fatores de risco e tratamentos

Cálculos renais

Os cálculos renais (também chamados de nefrolitíase ou urolitíase) se desenvolvem quando uma coleção de minerais ou outro material forma uma pequena pedra no interior dos rins que pode migrar para o ureter, bexiga e uretra. A pedra pode causar dor, bloquear o fluxo de urina e, raramente, pode causar problemas renais de longo prazo se não for reconhecida e tratada imediatamente. As substâncias formam cristais, que ficam ancorados no rim e aumentam gradualmente de tamanho, formando uma pedra nos rins. Pedras muito pequenas (menos de 5 milímetros) geralmente podem passar sozinhas, enquanto pedras maiores geralmente requerem tratamento.

Incidência em adultos

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, essa condição acomete mais de 12% da população brasileira, sendo mais frequente em homens.

Principais sintomas

Os sintomas mais comuns de pedras nos rins incluem:

Dor na região abdominal ou nas costas: a dor é o sintoma mais comum ao eliminar uma pedra nos rins. Na maioria das vezes, a dor ocorre apenas com obstrução, que é quando uma pedra bloqueia ou impede a passagem da urina do rim para a bexiga. Normalmente, a intensidade da dor varia, mas não desaparece completamente sem tratamento;
Sangue na urina: A maioria das pessoas com cálculos renais terá sangue na urina, o termo médico para isso é hematúria. A urina pode parecer rosa ou avermelhada, ou o sangue pode não ser visível até que uma amostra de urina seja examinada ao microscópio. Se notar sangue na urina, informe seu médico;
Cascalho: Alguns pacientes podem deixar passar cascalho ou areia, que são várias pedras pequenas em sua urina;
Náusea ou vômito;
Urgência para urinar.
Principais fatores de risco

Certos fatores podem aumentar o risco de uma criança desenvolver cálculos renais, como:

História de cálculos renais na família;
Não tomar líquidos o suficiente: A quantidade de líquidos que uma pessoa bebe afeta diretamente a quantidade de urina que o corpo produz. Beber uma pequena quantidade de líquidos significa que os rins produzem uma pequena quantidade de urina, o que aumenta a concentração de substâncias formadoras de cálculos na urina. Beber mais líquidos pode reduzir o risco de cálculos recorrentes;
Dieta cetogênica: Dietas que incluem uma quantidade muito pequena de carboidratos, chamadas dietas cetogênicas, podem aumentar o risco de desenvolver cálculos renais. Essa alimentação, às vezes, é usada para tratar distúrbios convulsivos;
Medicamentos: Alguns medicamentos aumentam o risco de formação de cristais na urina.

Tratamentos indicados

O tratamento de uma pedra nos rim que está causando obstrução depende do tamanho e da localização da pedra, bem como do nível de dor e da capacidade de reter líquidos. Dessa forma, se sua pedra for pequena o suficiente para passar, sua dor for tolerável e você conseguir comer e beber, provavelmente, será indicado o tratamento em casa.

Nos casos em que o paciente sente dor ou náuseas intensas, o tratamento é feito com medicamentos mais fortes e fluidos intravenosos, sendo realizado no hospital. Caso o paciente tenha febre, também precisará de tratamento no hospital o mais rápido possível, pois isso pode indicar uma infecção potencialmente grave.

Tratamento em casa: tratar as pedras nos rins em casa envolve diminuir a dor e, conforme necessário, tomar medicamentos (se o seu médico recomendar) que ajudem a pedra a passar mais rapidamente pelo canal urinário. Dessa forma, é possível filtrar a urina recolhendo a pedra para teste;

Se a pedra não passar – pedras maiores que 9 ou 10 milímetros raramente passam sozinhas e geralmente requerem um procedimento para quebrar ou remover a pedra. Algumas pedras menores também não passam. Vários procedimentos estão disponíveis se sua pedra não passar sozinha. O médico urologista avaliará o melhor tratamento para cada caso.

Como prevenir pedras futuras?

Depois que você teve uma pedra nos rim, é mais provável que tenha outra no futuro. O profissional irá avaliar se você pode ter certos problemas de saúde que aumentam o risco de pedras nos rins, isso pode incluir:

Outros exames: Seu médico também pode recomendar exames adicionais (por exemplo, exames de sangue ou de imagem) se houver suspeita de uma condição subjacente;

Outras medidas de mudança comportamentais podem ser adotadas:

Aumentar a ingestão de líquidos: Beber mais líquidos pode ajudar a diminuir o risco de pedras nos rins. O objetivo é aumentar a quantidade de urina que flui pelos rins e também diminuir as concentrações de substâncias que promovem a formação de cálculos. Embora você possa variar os tipos de bebidas que bebe, as bebidas adoçadas com açúcar (como refrigerantes e bebidas esportivas) na verdade parecem aumentar o risco de pedras nos rins. Além disso, há outros efeitos negativos para a saúde, evite-os.

Mudando sua dieta: o urologista indicará mudanças em sua dieta; isso dependerá do tipo de cálculo renal que você tem e dos resultados dos exames de coleta de urina de 24 horas que indicará a composição dessas pedras e o que pode ter causado o seu acúmulo;

Medicamento preventivo: o médico indicará um medicamento para reduzir o risco de pedras no futuro.

Enfim, para mais informações converse com um urologista e mantenha o seu check up em dia.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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