Reversão da Vasectomia: Recupere a Fertilidade Masculina

Espermatozoide

A reversão da vasectomia pode ser um tratamento viável para que o homem recupere a fertilidade. Por isso, neste artigo, abordaremos a reversão da vasectomia como tratamento para infertilidade masculina, explorando os procedimentos envolvidos, as taxas de sucesso e as considerações a serem feitas.

Reversão da Vasectomia: Recupere a Fertilidade 

A vasectomia é um procedimento cirúrgico realizado em homens como método contraceptivo permanente. Consiste em cortar ou bloquear os ductos deferentes, que são os tubos que transportam os espermatozoides. No entanto, muitos homens podem mudar de ideia no futuro e desejarem recuperar a fertilidade.

A reversão da vasectomia é um procedimento que visa a restabelecer o fluxo de espermatozoides no sêmen ejaculado. Sendo assim, faz-se uma cirurgia para reconectar os ductos deferentes previamente cortados ou ligados. Geralmente, realiza-se essa cirurgia sob anestesia geral ou local e é necessária a experiência de um urologista especializado em procedimentos de reversão.

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Procedimentos e Taxas de Sucesso da Reversão da Vasectomia 

Existem dois tipos principais de procedimentos de reversão de vasectomia: vasovasostomia e epididimovasostomia.

1. Vasovasostomia: é o procedimento mais comum e envolve reconectar os ductos deferentes. O cirurgião faz pequenas incisões nos testículos ou na região escrotal para acessar os ductos e suturá-los novamente. A vasovasostomia é possível quando há espermatozoides suficientes no epidídimo, a estrutura que armazena os espermatozoides. Assim, a taxa de sucesso da vasovasostomia pode chegar a 95%, dependendo de vários fatores, como o tempo desde a vasectomia e a técnica cirúrgica utilizada.

2. Epididimovasostomia: é um procedimento mais complexo, que envolve a conexão direta do ducto deferente ao epidídimo. Isso é necessário quando há um bloqueio ou obstrução no epidídimo, impedindo o fluxo de espermatozoides. Realiza-se a epididimovasostomia quando a vasovasostomia não é viável. Embora tenha uma taxa de sucesso um pouco menor – entre 30% e 70% -, ainda pode devolver a fertilidade.

Além disso, antes de decidir pela reversão da vasectomia, é importante considerar alguns aspectos:

1. Tempo decorrido desde a vasectomia: geralmente, quanto mais recente a vasectomia, maiores são as chances de sucesso na reversão.

2. Idade do casal: a idade da mulher também é um fator a ser considerado, pois a fertilidade feminina diminui com o avanço da idade.

Após a vasectomia, é possível que a produção de espermatozoides seja reduzida e que sua qualidade também seja afetada.

Tratamento para infertilidade e Espermograma 

O exame de esperma, também conhecido como espermograma, avalia diversos parâmetros, como a quantidade de espermatozoides, a motilidade (capacidade de se moverem adequadamente) e a morfologia (forma e estrutura dos espermatozoides). Esse exame será realizado após a reversão da vasectomia.

É importante destacar ainda que deve-se basear a decisão de realizar a reversão de vasectomia ou explorar outras opções de tratamento em uma avaliação completa da saúde reprodutiva do casal, levando em consideração fatores como idade, condições médicas individuais e a qualidade dos espermatozoides.

No entanto, em alguns casos, a reversão de vasectomia pode não ser a opção mais adequada. Além disso, podemos considerar outras opções, como a fertilização in vitro, dependendo da situação específica.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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