Tratamento cirúrgico para pedras nos rins: quando a cirurgia é necessária?

pedras nos rins

Pedras nos rins, também chamadas de nefrolitíase ou urolitíase, afetam uma parcela significativa da população brasileira, com maior incidência entre homens.

Embora muitos cálculos pequenos passem de forma espontânea, existem situações em que o tratamento cirúrgico para pedras nos rins se torna indispensável.

Neste artigo, vamos explicar como as pedras se formam, quais sintomas provocam e por que o tratamento cirúrgico para pedras nos rins pode ser a melhor opção para preservar a saúde renal.

Dr. Tiago Mierzwa, Urologista e Andrologista em Curitiba

O Dr. Tiago Mierzwa é médico urologista em Curitiba – Paraná, com atuação especializada em andrologia, medicina sexual masculina e cirurgias urológicas de alta complexidade, oferecendo atendimento focado em segurança, ciência e resultados.

Ele possui grande experiência em tratamentos de medicina sexual e reprodutiva do homem, como por exemplo:

  • Implante de prótese peniana maleável e inflável – técnica minimamente invasiva
  • Reversão de vasectomia (técnica microcirúrgica)
  • Tratamento de Doença de Peyronie (curvatura peniana)
  • Varicocele – Correção microcirúrgica com uso de doppler microvascular.
  • Engrossamento peniano com ácido hialurônico

Para conhecer todos os tratamentos realizados pelo Dr. Tiago, clique aqui. 

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Como se forma uma pedra nos rins?

Uma pedra nos rins começa a se formar quando certas substâncias presentes na urina atingem concentrações elevadas.

Cálcio, oxalato, cistina e ácido úrico são as mais comuns.

Assim, esses compostos podem se cristalizar e se fixar no interior do rim, aumentando de tamanho gradualmente até formarem um cálculo.

Mesmo quando essas substâncias estão em níveis normais, a formação de pedras é possível se a produção de urina for baixa. Ou seja, beber pouco líquido concentra a urina e favorece a cristalização.

Por essa razão, a hidratação adequada é um dos principais fatores de proteção contra a nefrolitíase.

Na maioria dos casos, a pedra se desloca pelo trato urinário e acaba sendo eliminada naturalmente pela urina. No entanto, cálculos maiores podem ficar presos no trajeto, bloqueando o fluxo de urina e provocando dor intensa.

Quais são os sintomas das pedras nos rins?

Às vezes, uma pedra nos rins não provoca nenhum sintoma. Nesses casos, o médico costuma identificar o cálculo de forma acidental, durante exames de imagem solicitados por outro motivo. Contudo, quando o cálculo se move dos rins para o trato urinário, os sintomas podem ser intensos.

Dor (cólica renal)

A dor é o sintoma mais comum. Geralmente, ela ocorre quando o cálculo obstrui o ureter, impedindo a passagem da urina do rim para a bexiga. A intensidade pode variar de um desconforto leve até uma cólica renal intensa, com ondas de dor que duram entre 20 e 60 minutos.

Dessa forma, a dor pode surgir no flanco (entre as costelas e o quadril) ou na parte inferior do abdômen, e em muitos casos se irradia em direção à virilha. Se a dor for forte e não ceder, o atendimento de emergência é indicado.

Sangue na urina (hematúria)

A maioria das pessoas com cálculos renais apresenta sangue na urina. A urina pode ficar rosa ou avermelhada, embora em alguns casos apenas o exame laboratorial consiga detectar a presença de sangue. Por isso, qualquer alteração na cor da urina merece investigação médica.

Outros sinais

Além disso, náuseas, vômitos, dor ao urinar e urgência miccional (vontade súbita de urinar) também podem estar presentes. Esses sintomas acompanham o quadro de obstrução e costumam melhorar com o tratamento adequado.

Quando o tratamento cirúrgico para pedras nos rins é indicado?

O tratamento cirúrgico é indicado quando o cálculo não consegue ser eliminado de forma espontânea ou quando existem complicações associadas. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), as principais situações que requerem intervenção cirúrgica são:

Indicações de emergência

O urologista precisa realizar a descompressão urgente do sistema urinário nos seguintes cenários clínicos:

  • Pacientes com cálculos obstrutivos acompanhados de infecção urinária confirmada ou suspeita
  • Obstrução bilateral dos ureteres com comprometimento da função renal
  • Obstrução em rim único funcional com lesão renal aguda

Essas situações exigem atendimento imediato, porque o risco de complicações graves aumenta rapidamente sem intervenção.

Indicações de cirurgia eletiva

Para pacientes sem urgência, o urologista pode programar o tratamento cirúrgico nas seguintes condições:

  • Cálculos ureterais maiores que 7 mm, que dificilmente o organismo elimina de forma espontânea
  • Pedras renais sintomáticas quando não há outra causa identificável para a dor
  • Obstrução renal persistente relacionada a cálculos
  • Infecções urinárias recorrentes associadas a cálculos
  • Pacientes que viajam com frequência ou mulheres que planejam engravidar, mesmo com cálculos assintomáticos

Quais são as opções de cirurgia para pedras nos rins?

Atualmente, a maioria dos procedimentos para tratamento de cálculos urinários é minimamente invasiva. Desse modo, a recuperação tende a ser rápida e a alta hospitalar pode ocorrer no mesmo dia em muitos casos.

Ureteroscopia com laser

A ureteroscopia é o procedimento mais utilizado. O cirurgião introduz um endoscópio fino pela uretra e pela bexiga até o ureter ou o rim. Assim, uma vez que o cálculo é localizado, o cirurgião utiliza energia a laser para fragmentá-lo em pedaços menores, que são então removidos ou eliminados naturalmente.

Litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO)

Nesse procedimento, o aparelho aplica ondas de choque de fora do corpo para fragmentar o cálculo em pedaços pequenos. Dessa forma, os fragmentos podem ser eliminados pela urina ao longo dos dias seguintes. Os médicos costumam indicar a LECO principalmente para cálculos renais de tamanho moderado.

Nefrolitotomia percutânea

Para cálculos maiores ou mais complexos, o urologista pode indicar a nefrolitotomia percutânea. Nesse caso, o cirurgião cria um pequeno acesso através da pele das costas até o rim, permitindo a remoção direta do cálculo. Embora seja um procedimento mais invasivo, seus resultados são bastante eficazes para cálculos volumosos.

Como prevenir novas pedras nos rins?

Após o tratamento, a prevenção de novos episódios é parte importante do acompanhamento. Conforme orientação da SBU, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de recorrência:

  • Aumentar a ingestão de líquidos (a meta é produzir pelo menos 2 litros de urina por dia)
  • Reduzir o consumo de alimentos ricos em sódio e proteína animal em excesso
  • Manter uma alimentação rica em frutas, vegetais e fibras
  • Evitar suplementos de cálcio sem orientação médica
  • Realizar acompanhamento com exames periódicos conforme indicação do urologista

O urologista é o profissional mais indicado para avaliar cada caso, definir a composição do cálculo e orientar as mudanças necessárias na dieta e no estilo de vida.

O tratamento de pedras nos rins exige avaliação individualizada para definir a melhor abordagem, por isso, sempre recomendamos que você agende uma consulta com seu médico de confiança para investigar a causa dos cálculos e planejar o tratamento mais seguro.

Dr. Tiago Mierzwa, Urologista e Andrologista
CRM-PR 32299 – RQE 24845
Endereço do Consultório: Urocentro | Rua Portugal 307, São Francisco, Curitiba – PR

As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional habilitado.

Referências:

  1. Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Litíase Urinária. Disponível em: https://portaldaurologia.org.br/
  2. Ziemba, J. B. & Matlaga, B. R. Epidemiology and economics of nephrolithiasis. Investigative and Clinical Urology, 2017. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29124236/

Autor

  • – Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

    – Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

    – Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

    – Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

    – ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

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