Dor causada pela doença de Peyronie dura quanto tempo?

Dor causada pela doença de peyronie dura quanto tempo

A dor causada pela doença de Peyronie dura quanto tempo? Essa é uma das perguntas mais frequentes entre homens que acabaram de receber o diagnóstico. O medo de conviver com uma dor permanente no pênis gera angústia, insegurança e, em muitos casos, atraso na busca por avaliação médica. A boa notícia é que a dor peniana associada à Peyronie costuma ter um comportamento previsível e tende a diminuir ao longo dos meses.

Neste artigo, você vai entender por que a dor acontece, em qual fase da doença ela é mais intensa, quanto tempo costuma durar e quais medidas ajudam no controle dos sintomas. Também vai conhecer os sinais que indicam a hora certa de procurar um especialista.

O que causa a dor na doença de Peyronie?

A doença de Peyronie se caracteriza pela formação de placas fibrosas no interior do pênis. De fato, essas placas surgem como resposta do organismo a microtraumas no tecido peniano, geralmente durante atividades sexuais ou acidentes. Por isso, o processo inflamatório que acompanha a formação das placas é justamente o responsável pela dor.

Na prática, a inflamação faz com que o tecido fique sensível e dolorido, principalmente durante a ereção. Conforme a placa se desenvolve, ela puxa o tecido ao redor e cria tensão localizada. Dessa forma, o desconforto pode surgir tanto no pênis ereto quanto, em alguns casos, no estado flácido.

Fatores como diabetes, hipertensão e predisposição genética podem intensificar a resposta inflamatória e, por consequência, agravar a sensação dolorosa nos primeiros meses da doença.

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

A dor causada pela doença de Peyronie dura quanto tempo na fase aguda?

A doença de Peyronie se divide em duas fases: a fase aguda (ou ativa) e a fase crônica. A dor está diretamente ligada à primeira fase.

Na fase aguda, o paciente costuma sentir dor peniana com mais frequência, perceber nódulos palpáveis e notar o início ou a progressão da curvatura. De acordo com estudos publicados no Translational Andrology and Urology, a dor está presente em 35% a 45% dos homens nesse estágio inicial. Ainda assim, em mais de 90% dos casos, a dor desaparece dentro dos primeiros 12 meses após o surgimento dos sintomas.

A fase aguda pode durar entre 3 e 18 meses, conforme aponta a literatura médica internacional. Cada organismo responde de maneira diferente ao processo inflamatório, o que explica a variação nesse intervalo. Alguns pacientes relatam melhora da dor já nos primeiros 3 a 6 meses. Outros levam um pouco mais de tempo.

O ponto mais relevante para quem está vivendo esse momento: a dor da Peyronie não é permanente. Ela faz parte de uma fase inflamatória que tende a regredir com o tempo, mesmo sem intervenção cirúrgica.

O que acontece com a dor na fase crônica?

Quando a doença entra na fase crônica, geralmente após 6 a 12 meses do início dos sintomas, o quadro muda de forma significativa. A curvatura se estabiliza, a placa para de progredir e a dor costuma diminuir ou desaparecer por completo.

Na fase crônica, o principal problema deixa de ser a dor e passa a ser a deformidade peniana em si, que pode dificultar ou impedir a relação sexual. Por essa razão, o acompanhamento médico contínuo é tão importante, já que a transição entre as fases nem sempre é clara para o paciente.

Além disso, embora a maioria dos homens experimente alívio da dor na fase crônica, uma parcela menor pode continuar com algum grau de desconforto. Nesse sentido, o urologista avalia a necessidade de tratamentos específicos.

Quais fatores podem influenciar a duração da dor?

Cada caso de Peyronie se comporta de maneira individual. No entanto, alguns fatores podem influenciar tanto a intensidade quanto a duração da dor:

  • Grau de inflamação inicial: quanto mais intensa a resposta inflamatória, maior tende a ser o desconforto nos primeiros meses
  • Presença de doenças associadas: condições como disfunção erétil, diabetes e doença de Dupuytren podem complicar o quadro
  • Momento do diagnóstico: homens que procuram avaliação precocemente tendem a ter acesso mais rápido a estratégias de controle da dor
  • Adesão ao acompanhamento médico: seguir as orientações do especialista contribui para o alívio mais rápido dos sintomas

Como é feito o controle da dor durante a fase aguda?

O tratamento da dor na fase aguda tem como objetivo aliviar o desconforto e acompanhar a evolução da doença até a estabilização. As opções mais comuns incluem:

O uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) costuma ser a primeira medida para controlar a dor durante as ereções. O médico pode recomendar medicamentos por via oral para reduzir a inflamação e o desconforto local.

Em alguns casos, a terapia com ondas de choque de baixa intensidade pode ser indicada especificamente para pacientes com dor persistente. Embora essa abordagem não altere a curvatura, estudos indicam que pode ajudar no alívio do sintoma doloroso em homens que não respondem ao tratamento inicial.

Assim sendo, o acompanhamento periódico também permite ao especialista monitorar se a doença está progredindo ou se já está caminhando para a fase crônica. Essa distinção é muito importante, pois o tratamento cirúrgico só é considerado quando a deformidade está estabilizada.

A dor na Peyronie pode voltar depois que desaparece?

Essa é uma dúvida comum. Na maioria dos casos, quando a dor desaparece ao final da fase aguda, ela não retorna. A fase crônica se caracteriza justamente pela estabilização da doença e pelo alívio do sintoma doloroso.

Porém, homens que apresentam o subtipo recidivante da doença podem experimentar episódios de reativação. Nesse caso, a dor pode retornar temporariamente junto com alterações na curvatura. Por essa razão, manter o acompanhamento urológico mesmo após o desaparecimento da dor é uma decisão prudente.

Quando procurar um urologista por causa da dor?

A recomendação é clara: qualquer homem que perceba dor no pênis durante a ereção, nódulos palpáveis ou mudança na curvatura deve procurar um urologista o mais rápido possível. O diagnóstico precoce permite iniciar o acompanhamento ainda na fase aguda, quando as opções de manejo conservador são mais efetivas.

Esperar “para ver se passa sozinho” pode significar perder uma janela de oportunidade para tratamentos que ajudam a controlar a progressão da doença. Além disso, a dor e a curvatura peniana podem causar impacto psicológico significativo, e o suporte médico adequado faz diferença nesse aspecto.

Para entender melhor os fatores de risco para a doença de Peyronie e as opções de tratamento disponíveis, confira os artigos completos no site.

O Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista com atuação em saúde sexual masculina e tratamento da doença de Peyronie em Curitiba

Conviver com a dor causada pela Peyronie exige informação, paciência e acompanhamento com um profissional que conheça a fundo essa condição. Uma consulta presencial permite avaliar em que fase a doença se encontra, definir a melhor estratégia de controle da dor e planejar os próximos passos do tratamento.

O Dr. Tiago Mierzwa, Urologista e Andrologista, é referência no tratamento da doença de Peyronie em Curitiba. Seu atendimento é realizado na Urocentro, localizada na Rua Portugal 307, bairro São Francisco, próximo ao Colégio Militar de Curitiba.

Agende sua consulta e dê o próximo passo para cuidar da sua saúde com segurança.


Referências científicas:

Ziegelmann MJ, et al. All about Peyronie’s disease. Translational Andrology and Urology. 2017;6(6):1174-1184. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5730743/

Nehra A, et al. Peyronie’s Disease: AUA Guideline. American Urological Association. 2015. Disponível em: https://www.auanet.org/guidelines-and-quality/guidelines/peyronies-disease-guideline

National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK). Penile Curvature (Peyronie’s Disease). Disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/urologic-diseases/penile-curvature-peyronies-disease

Autor

  • – Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

    – Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

    – Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

    – Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

    – ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

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