A implantação de prótese peniana pode ser indicada em algumas situações. A mais comum é a disfunção erétil, já comentada aqui no blog. Essa condição pode ser decorrente de inúmeros fatores como disfunções sexuais e tratamento na região dos órgão genitais como câncer da próstata e de testículo, uma vez que o pênis pode ser lesado e comprometer o desempenho sexual do indivíduo, afetando, assim, a saúde sexual do casal. Vale lembrar que o tipo inflável é o que mais se assemelha ao pênis natural.
No entanto, uma insegurança muito comum entre os pacientes é se essa prótese irá ser benéfica para ele quanto à resolução desse problema. Algumas pessoas ainda possuem um pouco de preconceito em relação à essa operação. O blog de hoje vai esclarecer algumas dúvidas importantes da grande maioria dos pacientes sobre o procedimento.
Sensibilidade e orgasmo
A prótese não é apenas um dispositivo para satisfazer o seu ou sua parceiro (a). Ela permite que o homem tenha uma sensibilidade normal, uma vez que a operação passa longe dos nervos dorsais da glande e do plexo simpático responsável pela ejaculação, preservando, assim, essas funções. A principal diferença é que o paciente que tinha a impotência e tomava medicamento para isso, agora terá um dispositivo que permitirá a ereção normal.
Urina
A urina vai ser normal, sem demais alterações, já que o canal da uretra é totalmente preservado na grande maioria dos procedimentos.
Atividades físicas
Após o período de convalescência, o indivíduo pode realizar qualquer atividade que deseja como andar a cavalo, de bicicleta, fazer crossfit ou qualquer outra prática extenuante sem contraindicações.
Pós operatório de prótese peniana
A pergunta mais frequente no consultório é de como será o pós-operatório da cirurgia. Pensando nisso, separei as principais orientações mais indicadas para esse grupo de pacientes.
Tempo de cirurgia: O procedimento costuma durar em torno de 50 minutos a 1 hora e logo após a operação, o pênis do paciente já fica inflado em sua capacidade média de 70% podendo variar de pessoa para pessoa. A cicatriz costuma ser escrotal e tem um aspecto bastante discreto. O paciente costuma sair com uma sonda para urinar e com um dreno que fica dentro do saco escrotal, a fim de evitar hematomas e acúmulo de líquidos nessa região.
Após a intervenção, ele permanece uma hora na Sala de Recuperação e depois vai para o quarto. Após 6 horas, a sonda costuma ser retirada e o pênis é desinflado. Depois de 24 horas do procedimento o paciente recebe alta.
Orientações e recomendações para casa
Repouso de 48 horas para evitar hematomas e acúmulos de líquidos, até esse período não precisa retirar o curativo colocado na cirurgia. A troca vai se dar após esse tempo, sendo realizada todos os dia, com uma pomada anti-microbiana, gaze e micropore. O paciente fica proibido de dirigir, andar de moto e de bicicleta, além de evitar o trabalho extenuante. Atividades físicas devem ser impedidas também. Essas restrições maiores permanecem por um período de uma semana.
Após essa semana, ele esta apto a realizar atividades leves e ir retornando, gradualmente, ao trabalho. Depois de 3 a 4 semanas, o paciente vai ter um exercício diário de insuflar e desinflar a prótese para que ele se acostume a essa nova função e que a vascularização na região seja estimulada. É preciso fazer isso 1 a 2 vezes por dia, por um período de 1 a 2 horas.
45 a 60 dias após a cirurgia, o paciente está apto a retornar à sua vida normal e está liberado para ter relações sexuais.
Importante manter o contato com o seu urologista e relatar qualquer intercorrências.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845



