Prevenção da nefrolitíase (pedras nos rins)

Pedras nos rins

Pedras nos rins são exatamente o que parecem: pequenas pedras que se formam dentro dos rins. Eles se formam quando os sais e minerais que normalmente estão na urina se acumulam e endurecem.

As pedras nos rins geralmente são carregadas para fora do corpo quando você urina. Mas, às vezes, eles podem ficar presos no caminho de saída. Se isso acontecer, as pedras podem causar:

●Dor nas laterais ou na parte inferior da barriga;

●Sangue na urina (que pode tornar a urina rosa ou vermelha);

●Náusea ou vômito;

●Dor ao urinar;

●A necessidade de urinar com pressa.

Depois de ter tido uma pedra nos rins, é mais provável que tenha outra no futuro. Seu médico irá avaliar se você pode ter certos problemas de saúde que aumentam o risco de pedras nos rins. Isso pode incluir:

●Análise de cálculos eliminados – Se você eliminou e guardou um ou mais cálculos, eles devem ser analisados ​​para determinar a composição (por exemplo, oxalato de cálcio, ácido úrico, etc.).

●Exames de urina – Seu médico pode solicitar que você faça uma coleta de urina de 24 horas; isso envolve guardar toda a urina que você produz ao longo de um período de 24 horas.

●Outros exames – Seu médico também pode recomendar exames adicionais (por exemplo, exames de sangue ou de imagem) se houver suspeita de uma condição subjacente.

Como evitar possíveis pedras nos rins?

Dependendo do que seu médico pensa que pode ter causado sua pedra nos rins, ele pode sugerir fazer um ou mais dos seguintes procedimentos para diminuir o risco de ter outra pedra no futuro:

●Aumentar a ingestão de líquidos: beber mais líquidos pode ajudar a diminuir o risco de pedras nos rins. O objetivo é aumentar a quantidade de urina que flui pelos rins e também diminuir as concentrações de substâncias que promovem a formação de cálculos. Embora você possa variar os tipos de bebidas que bebe, as bebidas adoçadas com açúcar (como refrigerantes e bebidas esportivas) na verdade parecem aumentar o risco de pedras nos rins; eles também têm outros efeitos negativos para a saúde;

●Mudando sua dieta: você pode ser aconselhado a fazer mudanças em sua dieta; isso dependerá do tipo de cálculo renal que você tem e dos resultados dos exames de coleta de urina de 24 horas;

●Medicamento preventivo: você pode ser aconselhado a tomar um medicamento para reduzir o risco de pedras no futuro.

Algumas alterações dietéticas, também, podem ser realizadas. Confira algumas orientações:

Cálcio: O cálcio ingerido é absorvido nos intestinos e posteriormente excretado na urina; a proporção absorvida é maior em pacientes com hipercalciúria. Embora isso sugira que uma dieta rica em cálcio pode promover a doença de cálculo, o efeito oposto é visto, pois o risco de formação de cálculo parece ser reduzido em homens e mulheres. Em contraste, os suplementos de cálcio podem aumentar ligeiramente a propensão para formar pedras, pelo menos em mulheres mais velhas.

Potássio: uma maior ingestão de potássio na dieta foi associada a um risco substancialmente reduzido de formação de cálculos incidentes em homens e mulheres. Uma possível explicação é que a ingestão elevada de potássio pode reduzir o risco de formação de cálculos, reduzindo a excreção urinária de cálcio;

Proteína: diferentes tipos de proteína dietética podem ter efeitos diferentes no risco de pedras nos rins. Como exemplo, uma alta ingestão de proteína animal foi associada a uma incidência ligeiramente maior de pedra, pelo menos em homens; em contraste, a ingestão de proteína vegetal não foi associada ao risco de cálculos.

Você previne a formação de novos cálculos renais? Converse sempre com o seu urologista.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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