Nefrolitíase: Entenda o que é, sintomas e como prevenir
Pedra no rim, também chamada de nefrolitíase, é uma condição comum que afeta homens e mulheres.
De 2008 a 2018, essa complicação atingiu mais de 788.100 brasileiros, sendo, assim, bastante preocupante. Por isso, é importante conscientizar a população da necessidade de cuidados preventivos.
Uma pedra no rim pode se formar quando níveis elevados de certas substâncias (cálcio, oxalato, cistina ou ácido úrico) estão presentes na urina. Também podem se formar pedras quando essas substâncias estão em níveis normais, especialmente se você não estiver urinando muito (por exemplo, não beber líquidos suficientes). As substâncias formam cristais minúsculos, que ficam ancorados nos rins e aumentam gradualmente de tamanho, formando uma pedra no rim.
Essa estrutura pode permanecer no rim por anos ou décadas sem causar nenhum sintoma ou dano ao rim. Normalmente, a pedra eventualmente se moverá através do trato urinário e é eliminado do corpo na urina. Uma pedra pode causar dor se ficar presa e bloquear o fluxo de urina. Cálculos grandes nem sempre passam por si próprios e às vezes requerem um procedimento minimamente invasivo para removê-los.
Fatores de risco
Certas doenças, hábitos alimentares ou medicamentos podem aumentar o risco de desenvolver cálculos renais, como ingerir pouco líquido, dieta rica em sódio, obesidade, diabetes mellitus, entre outras condições.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Sintomas gerais
Às vezes, uma pedra no rim não causa nenhum sintoma e só é encontrada quando os exames de imagem são feitos por outro motivo. Os cálculos podem permanecer nos rins por anos sem nunca causar sintomas. No entanto, alguns podem complicar a acabar obstruindo o ducto deferente.
A dor é o sintoma mais comum ao eliminar uma pedra no rim. Na maioria das vezes, a dor ocorre apenas com obstrução, que é quando uma pedra bloqueia ou impede a passagem da urina do rim para a bexiga;
Sangue na urina: A maioria das pessoas com cálculos renais terá sangue na urina, esta, por sua vez, pode parecer rosa ou avermelhada, ou o sangue pode não ser visível até que uma amostra de urina seja examinada ao microscópio;
Cascalho: Alguns pacientes descrevem como se tivesse cascalho ou areia passando pela uretra ao urinar;
Outros sintomas podem incluir náuseas ou vômitos, dor ao urinar e uma necessidade urgente de urinar.
Diagnóstico
As pedras nos rins são geralmente diagnosticadas com base em seus sintomas, exame físico e exames de imagem.
Tomografia computadorizada (TC): Esse exame costuma ser bastante indicado nos casos de suspeita de nefrolitíase;
Ultrassom: Também pode ser usado para detectar cálculos renais, embora possam não ser detectados pequenos cálculos ou cálculos nos ureteres (os tubos que conectam o rim à bexiga). O ultrassom é o procedimento diagnóstico preferido para pessoas que devem evitar a exposição à radiação, incluindo mulheres grávidas e crianças.
Tratamentos recomendados
O tratamento de uma pedra no rim que causa obstrução varia conforme o tamanho e a localização do cálculo, além da intensidade da dor e da sua capacidade de manter a hidratação.
Se a pedra for pequena, a dor estiver controlada e você conseguir comer e beber, o médico costuma orientar tratamento domiciliar para que o cálculo passe naturalmente.
Quando você sente dores intensas ou náuseas, o médico indica analgésicos mais potentes e hidratação intravenosa, geralmente no ambiente hospitalar. Se você apresentar febre, deve procurar atendimento imediato, já que isso pode sinalizar uma infecção grave.
Pedras maiores que 9 ou 10 milímetros quase nunca passam sozinhas, e o médico normalmente recomenda um procedimento para quebrá-las ou removê-las. Algumas pedras menores também podem ficar presas e exigir intervenção. Entre as opções disponíveis estão:
Ureteroscopia: O médico introduz um telescópio fino pela uretra e pela bexiga até o ureter ou rim. Assim, ele visualiza a pedra e pode removê-la ou fragmentá-la em pedaços menores para facilitar a eliminação. Esse método é muito usado quando o cálculo bloqueia o ureter ou quando há pequenas pedras nos rins.
Nefrolitotomia percutânea (PNL): O médico realiza um pequeno acesso pela pele das costas até o rim para inserir um telescópio direto no órgão e remover o cálculo. Trata-se de um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, indicado principalmente para pedras grandes.
O que fazer para prevenir essa complicação?
Depois que você tem uma pedra no rim, aumenta muito a chance de desenvolver outra no futuro. Para evitar ou retardar esse problema, vale adotar algumas medidas:
Aumente a ingestão de líquidos: Beber mais água ajuda a reduzir o risco de novos cálculos, porque aumenta o volume de urina e diminui a concentração das substâncias que formam as pedras. Você pode variar as bebidas, mas evite opções adoçadas com açúcar, como refrigerantes e isotônicos, pois elas elevam o risco de cálculos e ainda trazem outros prejuízos à saúde.
Ajuste sua dieta: O médico pode orientar mudanças específicas na alimentação, de acordo com o tipo de cálculo que você já teve e com os resultados da coleta de urina de 24 horas. Essas adaptações ajudam a controlar melhor os fatores que favorecem a formação de novas pedras.
Busque sempre orientação médica
Diante do diagnóstico ou da suspeita de pedra nos rins, contar com avaliação médica especializada é fundamental. Cada paciente apresenta um histórico, sintomas e fatores de risco específicos, e somente uma análise detalhada pode indicar o tratamento mais seguro e eficaz seja acompanhamento domiciliar, uso de medicamentos ou necessidade de intervenção minimamente invasiva.
Dr. Tiago Mierzwa, Urologista e Andrologista, referência em reversão de vasectomia e fertilidade masculina em Curitiba
O Dr. Tiago Mierzwa, Urologista e Andrologista, referência em Curitiba e região, atua no diagnóstico e tratamento da fertilidade masculina, com especial foco em reversão de vasectomia e reprodução assistida. Seu trabalho é pautado em precisão cirúrgica, segurança e atenção às necessidades individuais.
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Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845



