A varicocele é uma condição que está presente em 15 a 20% dos homens após a puberdade, ela é conhecida, popularmente, como pequenos vasinhos na região escrotal. Essa manifestação é causada pela dilatação do plexo pampiniforme das veias espermática. Ela ocorre, geralmente, do lado esquerdo, pode aparecer pela primeira vez na puberdade e pode aumentar com o tempo.
Sintomas e diagnóstico
Essa complicação é diagnosticada por seus achados físicos característicos no escroto que são as veias dilatadas. A varicocele pode, assim, ser graduada em três graus de acordo com o tamanho. A varicocele pode ser assintomática ou apresentar qualquer um ou todos os seguintes:
●Dor escrotal, geralmente do lado esquerdo, perceptível quando em pé e aliviada por estar deitado;
●Atrofia do testículo esquerdo;
●Fertilidade diminuída.
Manifestação
Em geral, essa condição se manifesta em apenas um escroto, no entanto varicoceles bilaterais ocorrem em 33% dos pacientes. Em geral, esses vasos tendem a reduzir de tamanho quando o paciente está deitado. Entretanto, caso isso não ocorra, pode indicar uma obstrução local por um trombo ou massas extrínsecas como uma lesão tumoral, por exemplo.
Por isso, o acompanhamento médico regular e a realização de exames de imagem como tomografia computadorizada ou ultrassom podem ser bastante úteis para avaliar o que está acontecendo. As varicoceles são frequentemente identificadas em homens com fertilidade reduzida ou ausente. 40% dos homens possuem a infertilidade como consequência primária das varizes, já em 75 a 81% desse grupo é infértil como uma consequência secundária ao problema dos vasos.
Muitos mecanismos diferentes foram propostos para explicar a ligação entre as varicoceles e a espermatogênese prejudicada. A causa envolve muitos fatores, desde o aumento da temperatura testicular por refluxo de sangue, estresse oxidativo, refluxo de catecolaminas adrenais e privação de andrógenos.
Tratamento
A maioria das varicoceles não requer intervenção. Adolescentes e homens jovens com esse problema nos testículos reduzidos, podem receber reparo cirúrgico. As opções terapêuticas incluem ligadura cirúrgica ou embolização venosa percutânea, as quais são caracterizadas por serem microcirurgias com baixas taxas de recorrência e complicações do que abordagens não microcirúrgicas.
Tratamentos específicos
●Crianças: Não há diretrizes claras estabelecidas para o tratamento de uma varicocele na infância. O encaminhamento a um urologista é indicado para pacientes com dor, tamanho reduzido do testículo ou grande varicocele. A maioria das varicoceles em adolescentes é tratada de forma conservadora com observação. Quando um tratamento mais agressivo é necessário, as varicoceles são reparadas por meio de ligadura cirúrgica ou embolização da veia testicular;
●Homens jovens (21 anos ou menos): devem ser avaliados para atrofia testicular no exame físico, e aqueles que estão na pós-puberdade devem ser submetidos a uma análise de sêmen, se aceitável para o paciente. A conduta adicional depende desses resultados:
•Se houver evidência de atrofia testicular ou parâmetros de sêmen anormais, geralmente, é sugerido ligadura cirúrgica ou embolização venosa percutânea. Em alguns casos, a intervenção cirúrgica pode ser necessária;
•Se os parâmetros do sêmen forem normais: É indicado a realização da análise desse sêmen a cada dois anos.
●Homens mais velhos: É feita a monitorização dos pacientes mais velhos que desejam manter a fertilidade com uma análise de sêmen a cada dois anos. Para aqueles nos quais a fertilidade não é mais uma prioridade, o tratamento com medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) pode ser suficiente.
Na presença desse quadro, busque ajuda médica.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845



