A vasectomia é o método mais eficaz de contracepção masculina permanente e o único método amplamente disponível. O procedimento envolve a interrupção ou oclusão de cada canal deferente, sendo uma intervenção simples e sem maiores intercorrências. Mas, para homens que mudaram de ideia após uma vasectomia, é possível fazer a reversão.
Reversão da vasectomia
Homens que buscam fertilidade após esterilização eletiva podem receber tratamento com uma ampla gama de intervenções. Entretanto, a reconstrução do trato reprodutivo continua sendo o padrão ouro e a opção mais econômica para o candidato apropriadamente selecionado.
Embora a vasectomia deva ser realizada apenas para pacientes que desejam esterilidade permanente, as decisões relativas à fertilidade podem mudar ao longo dos anos reprodutivos. Para esses casos, pode-se reverter a vasectomia com técnicas microcirúrgicas. O procedimento envolve reanastomose (vasovasostomia) dos canais deferentes, idealmente no local da ligadura anterior. Aliás, estudos mostram o sucesso desse procedimento de religação em 50 a 70% dos homens. No entanto, as taxas tendem a diminuir com o aumento do tempo entre a vasectomia e a reversão.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Qual o perfil de homem para reverter a vasectomia?
Vários estudos examinaram a relação entre as características do paciente e a probabilidade de uma futura solicitação de reversão da vasectomia. O fator preditivo mais forte é uma mudança no estado civil. Homens com mais de 30 anos no momento da vasectomia eram menos propensos a solicitar uma reversão no futuro. Além disso, não houve correlação entre a religião de um paciente, número de casamentos ou ocupação e a probabilidade de um futuro pedido de reversão.
Taxas de sucesso da reversão
Um grande estudo retrospectivo encontrou taxas de permeabilidade (espermatozoides presentes na ejaculação) de >95% e uma taxa de gravidez de aproximadamente 75% para homens submetidos à vasectomia menos de três anos antes da reversão. Ambas as taxas diminuíram de forma linear com o aumento da duração da obstrução. Relatou-se uma taxa de permeabilidade de 71% e taxa de gravidez de 30% para homens submetidos à vasovasostomia (nome técnico da reversão da vasectomia) 15 anos após a vasectomia. Quer saber mais sobre este procedimento? Então entre em contato com seu urologista e marque uma consulta.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845



