As cirurgias para remoção de cânceres na região pélvica – próstata, bexiga e reto – podem causar problemas na vida sexual masculina. Um dos principais exemplos é a prostatectomia radical, pois este procedimento causa grandes impactos na qualidade das ereções. Dessa forma, a reabilitação sexual após o câncer pélvico é extremamente necessária. Além de tratar as dificuldades relacionadas às ereções, a reabilitação sexual ajuda no tratamento de outras disfunções como queda da libido, incontinência urinária durante a relação sexual, encurtamento peniano e outras.
Reabilitação sexual
Chamamos de reabilitação sexual alguns procedimentos para estimular as ereções. Essas intervenções junto ao paciente ocorrem de maneira a provocar ereções ao menos duas vezes por semana, mesmo que não ocorram relações sexuais. O objetivo é promover a circulação sanguínea na região peniana, oxigenando os corpos cavernosos do pênis.
A reabilitação sexual é realizada através do uso de medicamentos via oral, dispositivos a vácuo, reposição de testosterona e injeções penianas. Assim, cada paciente é avaliado de forma particular, além de priorizados os seus objetivos pessoais para que, dessa maneira, a intervenção correta seja aplicada a cada um.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Não fazer a reabilitação sexual causa problemas?
Naturalmente, o pênis saudável tem ereções involuntárias ao longo do dia. Isso ocorre para que os tecidos penianos sejam oxigenados. Entretanto, as cirurgias para remoção de tumores na região pélvica provocam lesões nervosas, prejudicando a irrigação peniana. Essas lesões geram danos temporários que podem durar até dois anos. O problema é que se o pênis não tiver ereções nesse período, ele pode chegar a um dano irreversível do tecido erétil.
A falta de ereções em um período prolongado pode provocar inflamações, além de pequenas cicatrizes conhecidas como fibroses. Por isso, a reabilitação sexual, também chamada de reabilitação peniana, é tão importante no período pós-cirúrgico. Quanto mais cedo a reabilitação começar, mais rápida será a recuperação da função sexual. A reabilitação ajuda a manter a vida sexual saudável como um todo.
Eficácia das injeções penianas
Muitos pacientes recusam em um primeiro momento o uso de injeções penianas no processo de reabilitação. Porém, após os primeiros testes eles tendem a aderir. As injeções são praticamente indolores e apresentam uma grande eficácia. Os pacientes que optam por esse recurso tendem a retornar mais rapidamente às suas relações sexuais.
Conforme ocorre o processo de ereção de forma natural, as intervenções são gradualmente diminuídas e apenas uma pequena parcela de pacientes terá a necessidade de utilizar as próteses penianas.
Radioterapia também prejudica a ereção
Outro tratamento para o câncer pélvico que atinge a ereção é a radioterapia. Quanto maiores forem as doses aplicadas de radiação, maior será a chance de problemas na ereção. A radiação causa lesões nas artérias, prejudicando assim a irrigação sanguínea na região do pênis. Ao cicatrizar, os vasos sanguíneos perdem a sua capacidade de elasticidade, e esse dano não permite que os vasos se expandam o suficiente para que uma ereção satisfatória aconteça.
Além disso, a radioterapia também favorece o processo de arteriosclerose e até a obstrução das artérias pélvicas. O paciente sente essas alterações ao longo do processo de tratamento, ocorrendo de maneira lenta. E mesmo com ereções completas, é possível que o homen não consiga mantê-las até o momento de um orgasmo satisfatório.
Auxílio médico especializado na reabilitação sexual
No processo de reabilitação sexual, é essencial que o paciente converse com seu médico, tire suas dúvidas e não tenha receio de expor seus medos em relação à recuperação. Dessa forma, nessa relação de confiança, além de receber o atendimento clínico para promover novamente ereções satisfatórias, médico e paciente debaterão sobre a necessidade de buscar uma terapia para auxiliar nesse processo.
Os profissionais da saúde trabalham em conjunto para promover os benefícios necessários ao paciente que passa por problemas sexuais. É necessário compreendermos que junto ao diagnóstico de câncer pélvico, vem o estresse, medos, ansiedade e também a depressão. Muitos homens não conseguem lidar com esse diagnóstico, assim o tratamento com um terapeuta torna-se muito importante.
É um processo desafiador e que precisa de tempo para ser compreendido e aceito, tanto pelo paciente, quanto pelos que estão ao seu redor. Por isso, o acompanhamento com um profissional de sua confiança é necessário. Dessa forma, o paciente consegue expressar suas emoções e encontra um médico especializado para sanar suas dúvidas. Além de manter uma relação de segurança, o que é muito significativo nesse período.
Enfim, você já marcou o seu check up com seu urologista de confiança? Ainda não? Então não perca tempo! Agende logo a sua consulta e faça seus exames. Lembre-se: toda doença detectada precocemente possui maiores chances de cura e melhor recuperação. Além disso, acesse os conteúdos aqui do site e fique por dentro do que há de mais recente no tratamento urológico. Quer saber mais sobre próteses penianas? Clique aqui e conheça as principais indicações e benefícios deste tratamento para disfunção erétil.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845



