Muitos homens têm dúvidas sobre se o pênis curvo é normal. Um pouco de curvatura é comum e, na maioria dos casos, não há motivo para preocupação. No entanto, quando a curvatura é excessiva, dolorosa ou interfere na função sexual, pode ser um sinal de um problema subjacente, como a doença de Peyronie.
O pênis curvo é normal quando a curvatura é leve e não causa desconforto ou dificuldades durante as relações sexuais. A maioria dos homens tem uma pequena curvatura natural, que pode ser mais visível em algumas situações, mas isso geralmente não é motivo de alarme. A curvatura normal não afeta a ereção ou a capacidade de manter uma vida sexual satisfatória.
No entanto, quando a curvatura começa a se tornar maior, acompanhada de dor, dificuldade para ter ou manter uma ereção, ou impacto na satisfação sexual, é importante procurar um especialista para uma avaliação mais aprofundada. Uma condição comum que pode causar esse tipo de curvatura excessiva é a doença de Peyronie, que veremos a seguir.
Pênis curvo é normal? Quando a doença de Peyronie pode ser a causa
A doença de Peyronie é uma condição que causa o endurecimento anormal do tecido dentro do pênis, formando placas fibrosas que resultam em uma curvatura mais acentuada. Essa doença pode surgir de forma gradual e agravar-se por lesões frequentes ou trauma na área genital, muitas vezes durante a relação sexual ou atividades físicas.
Quando a curvatura do pênis é causada pela doença de Peyronie, o paciente pode também sentir dor, especialmente durante a ereção, além de dificuldades para ter relações sexuais ou até mesmo a perda da função erétil. A doença de Peyronie afeta cerca de 5% dos homens, principalmente aqueles com mais de 40 anos, mas também pode ocorrer em homens mais jovens. O pênis curvo é normal até certo ponto, mas quando essa curvatura resulta de placas internas rígidas, isso precisa de tratamento.
Dessa forma, se o paciente não tratar, a doença de Peyronie pode evoluir e piorar, afetando a qualidade de vida do paciente. Felizmente, existem várias opções de tratamento disponíveis para controlar a doença e, em casos mais graves, a cirurgia pode ser necessária para corrigir a curvatura e restaurar a função sexual.
Os sinais de alerta para a doença de Peyronie incluem:
Curvatura acentuada do pênis durante a ereção;
Dor no pênis, especialmente durante a ereção;
Dificuldade para manter ou obter ereção;
Presença de nódulos ou áreas endurecidas na pele do pênis;
Alterações na rigidez da ereção.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Como tratar a doença de Peyronie
Se você notou que o seu pênis se curva de forma excessiva ou está sentindo dor durante as ereções, é essencial procurar um especialista. Afinal, o urologista pode realizar uma avaliação atenta para verificar se a curvatura se deve à doença de Peyronie ou se é apenas uma curvatura natural e sem problemas. O tratamento da doença de Peyronie varia de acordo com a gravidade do caso. Em muitos casos, o médico pode recomendar medicamentos para reduzir a dor e a inflamação.
Nos casos mais graves, onde a curvatura e afeta a função sexual, a cirurgia pode ser necessária. Uma opção comum é a prótese peniana, que o médico pode implantar para restaurar a função erétil e corrigir a curvatura. Outra opção é a **incisão/excisão com enxerto **, onde o médico remove o tecido cicatricial e o substitui por um enxerto.
O tratamento da doença de Peyronie é importante não apenas para melhorar a função sexual, mas também para a saúde emocional e psicológica do paciente, já que as alterações na aparência e funcionalidade do pênis podem causar insegurança e ansiedade. Por isso, é essencial procurar ajuda médica assim que os sintomas se manifestarem.
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Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845


