Hipogonadismo masculino: o que é e como tratar?

hipogonadismo

O hipogonadismo é uma deficiência na produção do hormônio testosterona. Na puberdade, os meninos se transformam em homens conforme os testículos aumentam a produção de testosterona. Ocorre o aumento do escroto, dos testículos, o alongamento do pênis, das vesículas seminais e da glândula da próstata. Além disso, ocorre o aumento de pelos pubianos, faciais e nas axilas. A ejaculação torna-se possível.

Além de fazer com que os órgãos sexuais masculinos amadureçam, a testosterona também influência nas características próprias do sexo. Isso porque ela afeta as atividades metabólicas, como a produção de células de sangue, formação dos ossos e metabolismo de carboidratos.

O hormônio testosterona é muito importante para a saúde masculina. Entretanto, por volta dos 40 anos ocorre, naturalmente, uma baixa na produção deste hormônio. Isso interfere na manutenção e desenvolvimento das funções reprodutivas masculinas. Os sintomas mais comuns incluem a perda libido, fadiga, dificuldades de ereção, depressão, osteoporose, perda de massa muscular e aumento da gordura abdominal.

Além disso, com o crescimento da gordura abdominal e aumento da resistência à insulina, ocorre também o risco do desenvolvimento de diabetes e de problemas cardiovasculares. Assim, pacientes com hipogonadismo e diabéticos possuem maiores chances de desenvolver aterosclerose.

Tratamentos para hipogonadismo

Para tratar essa condição, é necessário fazer a reposição da testosterona. Contudo, o acompanhamento periódico com o urologista é fundamental, pois torna-se necessário acompanhar o processo que o paciente está vivendo, bem como os seus níveis de testosterona no organismo.

Homens com níveis de testosterona normais não devem fazer uso deste hormônio como forma de aumentar a massa muscular. A reposição de testosterona é feita através de medicamentos orais, gel ou injeções intramusculares. As injeções podem ser de curta duração (repostas a cada duas ou quatro semanas) ou de longa duração (injetadas a cada três meses).

O paciente deve aplicar a testosterona em gel em regiões do corpo que tenham poucos pelos. Mas cuidado! Não aplique diretamente no pênis! A reposição de testosterona, a partir da avaliação médica, é segura e eficaz como tratamento.

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Tipos de hipogonadismo

O hipogonadismo é classificado em 4 tipos. Os tipos primários são causados por insuficiência testicular. Os secundários, por disfunções hipotalâmicas-hipofisárias. Há também o hipogonadismo de início tardio e o que ocorre por causa da sensibilidade dos receptores androgênicos.

Sendo assim, nos tipos primários, o hipogonadismo pode ser de causa congênita, em decorrência de síndrome de Klinefelter, criptorquidismo e anorquia congênita. Quando ele ocorre de forma adquirida pode ser em decorrência de neoplasia maligna testicular, orquite, medicações, doenças sistêmicas ou anorquia adquirida. Todas essas formas estão relacionadas a insuficiência testicular.

Por outro lado, nas formas secundárias, relacionadas às disfunções hipotalâmicas-hipofisárias, o hipogonadismo pode ser causado pela síndrome de Kallmann, tumor hipofisário, medicamentos, doenças sistêmicas, abuso de esteroides anabolizantes, obesidade mórbida e radioterapia.

O hipogonadismo de início tardio está relacionado a senilidade, obesidade, doenças crônicas e ao estado de saúde precário. E por fim, há o hipogonadismo de insensibilidade dos receptores androgênicos.

Diagnóstico

A partir da identificação dos sintomas, o homem deve procurar o atendimento urológico e fazer uma avaliação clínica seguida de exames laboratoriais. Dessa forma, é possível verificar a dosagem dos níveis de testosterona no organismo. Quando há queda na libido, avaliam-se também os níveis de prolactina.

Como autoavaliar-se

Portanto, para ajudá-lo a identificar melhor sobre os sintomas que indicam baixos níveis de testosterona em seu organismo, faça-se os seguintes questionamentos:

Minha libido diminuiu?
Minhas ereções são menos vigorosas?
Houve diminuição das ereções matinais?
Tenho sentido falta de energia?
Perdi força muscular?
Estou sentindo mais sonolência após o jantar?
Meu desempenho profissional caiu?
Tive perda no desempenho esportivo?
Me sinto triste e rabugento?
Se, ao fazer-se essas perguntas, a resposta mais recorrente foi positiva, então procure o atendimento médico especializado. Isso pode ser um indicativo de que a sua testosterona está em níveis baixos. Além disso, lembre-se: apenas o urologista poderá lhe dar o diagnóstico corretamente, pois esses sintomas também podem indicar a presença de outras doenças.

Converse com seu urologista, pois o conhecimento ajuda você a manter a sua saúde em dia. Leia. Informe-se. Por fim, mantenha hábitos saudáveis. A prática regular de atividades físicas ajuda a manter a massa muscular e a saúde do seu corpo como um todo.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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