Postectomia com grampeador deixa cicatriz? Entenda o resultado estético

postectomia com grampeador deixa cicatriz?

A postectomia com grampeador deixa cicatriz? Essa é uma das principais preocupações de homens que precisam tratar a fimose mas temem o resultado visual do procedimento. A resposta curta é: toda cirurgia que envolve corte na pele gera algum tipo de cicatriz. No entanto, a técnica com grampeador produz uma marca significativamente mais discreta e regular do que a cirurgia convencional.

Neste artigo, você vai entender como o grampeador cirúrgico funciona, por que ele favorece um resultado estético superior, o que esperar da cicatrização e quais cuidados ajudam a obter o melhor aspecto final.

Como funciona a postectomia com grampeador?

A postectomia é a cirurgia de remoção do prepúcio, indicada para homens com fimose, infecções recorrentes ou excesso de pele que dificulta a higiene. Na técnica com grampeador, o cirurgião utiliza um dispositivo que realiza o corte e a sutura de forma simultânea.

Na prática, isso significa que o grampeador remove a pele excedente e, ao mesmo tempo, aplica grampos metálicos que fecham a borda do tecido de maneira uniforme. Por essa razão, o corte fica mais reto e a linha de sutura mais regular em comparação com a técnica convencional, onde a sutura é feita manualmente ponto a ponto.

O procedimento é ambulatorial, dura cerca de 20 a 30 minutos e o paciente recebe alta no mesmo dia.

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

A postectomia com grampeador deixa cicatriz visível?

Sim, toda postectomia produz uma cicatriz. Afinal, a pele foi cortada e precisa cicatrizar. Porém, existe uma diferença considerável entre os tipos de marca que cada técnica deixa.

Na técnica convencional, o cirurgião faz o corte com bisturi e sutura manualmente com pontos. Dessa forma, a cicatriz pode apresentar pequenas irregularidades ao longo da linha de corte, já que a precisão depende inteiramente da habilidade manual durante a sutura.

Com o grampeador, o corte é padronizado por um dispositivo mecânico. Assim sendo, a linha de remoção do tecido fica uniforme em toda a circunferência do pênis. Os grampos distribuem a tensão de maneira igual ao longo da borda, o que resulta em uma cicatriz mais fina, mais reta e menos perceptível após a cicatrização completa.

Em resumo, a postectomia com grampeador deixa cicatriz, mas o aspecto final costuma ser mais discreto e esteticamente satisfatório do que o da técnica tradicional.

Como evolui a cicatrização após a postectomia com grampeador?

A cicatrização após a postectomia com grampeador segue algumas etapas previsíveis. Conhecer cada fase ajuda a reduzir a ansiedade sobre o resultado final.

Nos primeiros dias, é normal que a região fique inchada e com leve arroxeamento. Os grampos metálicos ficam visíveis nessa fase, mas costumam cair sozinhos entre 7 e 14 dias após a cirurgia. Enquanto isso, o paciente deve manter os curativos limpos conforme orientação médica.

Entre a segunda e a quarta semana, o inchaço diminui progressivamente e a pele começa a se acomodar ao novo formato. Nesse período, a cicatriz pode apresentar uma coloração rosada ou avermelhada, o que é parte natural do processo de reparação tecidual.

Após 4 a 6 semanas, a maioria dos pacientes já está liberada para atividade sexual e percebe uma melhora significativa no aspecto da cicatriz. No entanto, a maturação completa da cicatriz pode levar de 3 a 6 meses. Com o tempo, a marca tende a ficar cada vez mais clara e menos perceptível.

Quais fatores influenciam o aspecto da cicatriz?

Embora o grampeador favoreça um resultado estético melhor, alguns fatores individuais também interferem no aspecto final da cicatriz:

  • Tipo de pele: homens com pele mais clara tendem a ter cicatrizes menos visíveis, enquanto peles mais escuras podem desenvolver cicatrizes com pigmentação diferente da região ao redor
  • Tendência a queloide: pacientes com histórico de cicatrizes hipertróficas ou queloides devem informar o cirurgião antes do procedimento, pois podem necessitar de cuidados adicionais
  • Cuidados no pós-operatório: seguir corretamente as orientações de higiene, repouso e troca de curativos contribui diretamente para uma cicatrização mais uniforme
  • Exposição solar: proteger a região operada do sol nos primeiros meses evita o escurecimento da cicatriz

Quais são as vantagens estéticas do grampeador em relação à técnica convencional?

A técnica com grampeador oferece benefícios que vão além da estética, mas do ponto de vista visual, algumas vantagens merecem destaque.

O corte padronizado garante que a remoção do prepúcio seja simétrica em toda a circunferência. Por conseguinte, a linha cicatricial fica mais regular e com menos pontos de irregularidade. Além disso, como os grampos distribuem a tensão de forma uniforme, há menor risco de abertura parcial da sutura (deiscência), que é uma das causas de cicatrizes irregulares na cirurgia de fimose convencional.

O menor manuseio dos tecidos durante o procedimento também contribui para menos edema e menos sangramento, o que favorece uma cicatrização mais limpa.

Quando procurar um urologista para avaliar a postectomia?

A consulta com um urologista é o primeiro passo para quem deseja resolver a fimose e, ao mesmo tempo, obter o melhor resultado estético possível. Na avaliação presencial, o especialista analisa o grau da fimose, o tipo de pele do paciente e define qual técnica cirúrgica é mais indicada para cada caso.

Homens que apresentam dificuldade para retrair o prepúcio, infecções recorrentes como candidíase ou desconforto durante a relação sexual devem buscar avaliação sem adiar. Quanto mais cedo o problema for tratado, menor o risco de complicações associadas.

Dr. Tiago Mierzwa, urologista e andrologista referência no procedimento de postectomia com grampeador em Curitiba.

Agende sua consulta com o Dr. Tiago Mierzwa e tire suas dúvidas com um especialista.

A decisão pela postectomia envolve informação, confiança no profissional e a escolha de uma técnica adequada ao seu caso.

Uma consulta permite esclarecer todas as dúvidas sobre o procedimento, a cicatrização e o resultado esperado.

Dr. Tiago Mierzwa é Urologista e Andrologista. Realiza a postectomia com grampeador cirúrgico em Curitiba, na Urocentro, localizada na Rua Portugal 307, bairro São Francisco, próximo ao Colégio Militar de Curitiba.


Referências científicas:

Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Fimose e postectomia. Disponível em: https://portaldaurologia.org.br/

Wang J, et al. Stapler circumcision versus conventional circumcision: a systematic review and meta-analysis. Journal of Pediatric Urology. 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31744791/

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

Compartilhe esse post
Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Categorias
 
Artigos mais recentes
				
					<script type="litespeed/javascript">document.addEventListener("DOMContentLiteSpeedLoaded",function(){let cookies=Object.fromEntries(new URLSearchParams(document.cookie.replace(/; /g,'&')));let shubidValue=cookies.shubid;if(shubidValue){let campoOcultoShubid=document.getElementById('form-field-shubid');if(campoOcultoShubid){campoOcultoShubid.value=shubidValue}}
let campoOcultoUrl=document.getElementById('form-field-page_url');if(campoOcultoUrl){campoOcultoUrl.value=window.location.href.split('?')[0]}})</script>