Torção de testículo: uma emergência urológica. Saiba mais!

A torção dos testículos é uma das emergências urológicas mais comuns. Acontece mais com neonatos e meninos do que em adultos. Embora ocorra em qualquer idade.

Como ocorre?

A torção testicular resulta da fixação inadequada do testículo com a pele do paciente, na região vaginal masculina. Se a fixação estiver ausente, o testículo pode torcer, potencialmente produzindo isquemia devido à redução do fluxo sanguíneo e obstrução do fluxo venoso. Essa condição, ainda, pode ocorrer após um evento estimulante (por exemplo, trauma, atividade física vigorosa) ou espontaneamente.

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Quando se preocupar?

Em geral, acredita-se que o testículo sofre danos irreversíveis após oito horas de falta de suprimento sanguíneo por torção testicular, podendo ocorrer até infertilidade.

Quadro clínico

As características clínicas da torção testicular incluem o início agudo de dor testicular moderada a severa com sensibilidade profunda, além de inchaço na região. Os sintomas geralmente ocorrem várias horas após uma atividade física vigorosa ou um pequeno trauma nos testículos. Os pacientes podem apresentar inicialmente dor abdominal inferior, náuseas e vômitos sem que a dor seja propriamente na região escrotal. Dessa forma, todos os pacientes com esses sintomas devem ser submetidos a um exame escrotal completo.

O achado clássico é um testículo assimetricamente alto. O inchaço e a vermelhidão podem surgir de 12 a 24 horas após o início dos sintomas. Frequentemente, é possível distorcer um testículo durante o exame, girando suavemente para longe da linha média. O alívio da dor com distorção indica provável torção testicular.

Diagnóstico

Pacientes com suspeita clínica de torção testicular devem ser encaminhados imediatamente a um urologista ou uma emergência para avaliação. Assim, o exame de ultrassom será solicitado.

Ultrassom: muitos casos de torção testicular não requerem imagens para confirmar o diagnóstico se a história e o exame físico forem compatíveis. No entanto, em casos duvidosos, a ultrassonografia Doppler colorida deve ser obtida com urgência. Dessa forma, é possível observar se há fluxo sanguíneo passando normalmente pela região suspeita, ou não.

Tratamento

O tratamento da suspeita de torção testicular é o encaminhamento para a cirurgia exploradora. O atraso na distorção de algumas horas pode levar a taxas progressivamente mais altas de inviabilidade testicular. Caso a intervenção cirúrgica não seja possível de maneira imediata, a distorção manual será realizada.

●Cirurgia: a região será fixada novamente na pele.

●Distorção manual: se a cirurgia não estiver disponível dentro de duas horas, uma tentativa de distorcer o testículo manualmente é garantida.

●Geralmente o testículo gira durante a torção. Mas, ele pode ser distorcido girando-o para fora em direção à coxa. No entanto, esse procedimento deve ser realizado apenas por médicos.

Quando esse procedimento ocorre bem, o paciente apresenta:

●Alívio da dor;
●Conversão da posição transversal do testículo em uma orientação longitudinal;
●Posição inferior do testículo no escroto;
●Retorno das pulsações arteriais normais no ultrassom Doppler colorido.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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