Você sabia que as mulheres também consultam com o urologista?

Mulher e urologista parecem não combinar, não é mesmo? A verdade, no entanto, é não, uma vez que essa especialidade, também, é responsável pelos cuidados com a saúde urinária feminina.

A ginecologia e obstetrícia se dedicam ao cuidado com questões ligadas ao aparelho reprodutor feminino (fertilidade, mamas, parto, útero). Mas é importante destacar que o ginecologista é visto pela sociedade como o “médico da mulher”. Com isso, o sexo feminino muitas vezes não se dá conta de que várias doenças do aparelho urinário são do escopo dos urologistas e não dos ginecologistas, o que pode retardar um diagnóstico mais preciso.

Quando procurar ajuda?

Algumas condições presentes na mulher indicam a necessidade de buscar uma ajuda especializada:

Infecções urinárias e cistites;
Incontinência urinária;
Bexiga hiperativa;
Cálculos renais;
Disfunções sexuais;
Dores pélvicas;
Prolapsos de órgãos pélvicos (“útero caído”);
Malformações genitais e urinárias;
Doenças de transmissão sexual;
Gestantes com fetos com doenças urológicas;

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Quando as mulheres devem ir ao urologista?

Comumente, o público feminino frequenta o médico para exames preventivos e rotina ginecológica. Essas atitudes conferem um efeito protetor e um acesso mais rápido aos profissionais de saúde específicos como o urologista. O que observo é que é mais comum vermos homens com diagnósticos tardios do que mulheres. Assim, vale ressaltar que as mulheres devem ir ao urologista em casos de infecções urinárias de repetição (acima de duas por ano), em casos de cálculos (pedras nos rins), de incontinência urinária ou se apresentarem sintomas relacionados ao trato genital urinário.

O que se faz em uma consulta com o urologista?

Ao procurar o urologista, além do exame físico inicial durante a consulta, pode ser necessário que a mulher se submeta, em casos selecionados por alguma queixa ou suspeição do médico em se tratar de algo mais grave, ao exame genital. Contudo, os exames complementares podem depender da suspeita clínica, mas geralmente costumam abranger tanto laboratório clínico (com exames de urina e de sangue) quanto de imagem (como USG e outros).

Principal queixa da mulher em consultório

A procura para tratamento da incontinência urinária. Constrangedora, a perda involuntária de urina é negligenciada em inúmeras consultas médicas. Os estudos populacionais indicam claramente que 4 em cada 10 mulheres com idade acima de 45 anos têm perdas urinárias, mas somente uma menciona a condição ao seu médico. Portanto, parte desse cenário vem da dificuldade das mulheres entenderem que as perdas urinárias involuntárias são mais comuns com a idade, mas não são parte inexorável do envelhecimento. Em conclusão, o tratamento avançou muito nas últimas décadas – e muitas podem controlar o quadro apenas com orientação especializada e mudança de hábitos.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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