Reversão da vasectomia: é possível?

vasectomia

Conhecendo a vasectomia

A vasectomia é um método seguro, eficaz e permanente de controle de natalidade para homens. Além disso, é, também, a forma mais econômica de prevenção, custando a metade do preço de uma laqueadura tubária, o procedimento que é realizado em mulheres para impedir a concepção. Para entendermos melhor o procedimento é necessário entender alguns pontos antes.

Os espermatozoides são produzidos nos testículos e depois se movem para o epidídimo, que fica na superfície superior de cada testículo. Os espermatozoides são armazenados nessa região, onde amadurecem e se tornam capazes de fertilização. No momento da ejaculação, o fluido seminal e essas células movem-se do epidídimo através dos canais deferentes e, em seguida, são expelidos do pênis. Os canais deferentes são tubos longos e finos que começam no escroto e seguem atrás da bexiga e depois retornam para esvaziar na uretra dentro da próstata, a uretra, por sua vez, é o tubo dentro do pênis que transporta a urina e o sêmen.

Quando uma vasectomia é realizada, cada canal deferente é cortado para evitar que os espermatozoides saiam do epidídimo. Dessa forma, nenhum esperma é expelido do pênis no momento da ejaculação. E, assim, há o impedimento de uma possível fecundação.

Taxa de sucesso do procedimento

A vasectomia é bem-sucedida em mais de 99% dos homens. Um segundo método de controle de natalidade é necessário até que o teste seja feito para confirmar que não há espermatozoides no sêmen.

A contagem de espermatozoides é verificada, geralmente, três meses após o procedimento para garantir que nenhum esperma permaneça na ejaculação. Se a verificação de acompanhamento mostrar que os espermatozoides não se movem, há uma pequena chance de a parceira engravidar. Outro método de contracepção deve ser continuado até que o médico autorize novamente.

Reversão da vasectomia

Alguns pacientes, no entanto, podem decidir reverter o procedimento por desejo de ter mais filhos. Esse procedimento, no entanto, é muito mais trabalhoso do que a vasectomia em si. Essa intervenção é chamada de vasovasostomia. Esta é uma técnica microcirúrgica que reconecta os canais deferentes. A taxa de sucesso desse procedimento depende da condição dos vasos. À medida que mais tempo passa desde o momento da vasectomia, a vasovasostomia tem menos probabilidade de ser bem-sucedida. Em um estudo, esse procedimento resultou em gravidez cerca de 76% das vezes quando realizada em três anos ou menos a partir do momento da vasectomia.

Vários estudos examinaram a relação entre as características do paciente e a probabilidade de uma futura solicitação de reversão da vasectomia. O fator preditivo mais forte para uma reversão de vasectomia é uma mudança no estado civil. Homens sem filhos e homens com mais de 30 anos na época da vasectomia eram menos propensos a solicitar uma reversão no futuro.

Não esqueça que cada caso é um caso. Procure sempre a orientação de um profissional da sua confiança.

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Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida