Reposição hormonal para homens

testosterona

Entendendo o contexto da necessidade de reposição hormonal masculina

Conforme os homens envelhecem, suas concentrações séricas de testosterona diminuem. Este declínio é gradual, não acontecendo de maneira abrupta, e é semelhante ao hipogonadismo de vido a doenças conhecidas.

testosterona: Alterações hormonais de acordo com a idade

Vários estudos mostram um declínio da concentração de testosterona com o aumento da idade. Em um deles, o European Male Aging Study (EMAS), a concentração sérica desse hormônio total caiu 0,4% ao ano. Em um segundo estudo, um declínio gradual na concentração de testosterona foi visto após os 35 anos, com um declínio mais acentuado após os 80 anos.

Outras questões associadas com o declínio da testosterona

Efeitos da obesidade e condições de comorbidade: os níveis de testosterona total em homens obesos são menores do que aqueles em homens de peso normal da mesma idade. Os níveis de testosterona total e livre são mais baixos em homens que têm uma ou mais comorbidades do que os que são da mesma idade e que não têm nenhuma.

Mudança nas gonadotrofinas: à medida que os homens envelhecem, as concentrações séricas de gonadotrofinas aumentam, com hormônio folículo-estimulante (FSH) maior do que LH (hormônio luteinizante), mas o aumento não é tão grande como seria de se esperar da queda da testosterona, podendo, também, ter relação com essa queda.

Quem é candidato à hormonioterapia?

É controverso se homens mais velhos que têm baixa testosterona por nenhuma razão discernível além da idade se beneficiarão com o tratamento com testosterona. No entanto, há um consenso geral de que homens mais velhos com testosterona inequivocamente baixa devido a doença hipotálamo-hipofisária ou testicular devem ser tratados com testosterona como homens mais jovens.

No entanto, outros grupos de especialistas argumentam que pode haver um papel para a terapia com testosterona em pacientes selecionados. A abordagem da Endocrine Society para terapia com testosterona em homens adultos com deficiência de testosterona foi atualizada em 2018. Con
fira!

●Sugere-se oferecer testosterona em uma base individualizada para homens mais velhos que têm sintomas e condições sugestivas de deficiência de testosterona e que têm níveis séricos de testosterona consistentemente baixos após uma discussão explícita dos riscos e benefícios potenciais;

●Em contraste, não se recomenda a prescrição rotineira de testosterona para homens mais velhos com baixos níveis desse hormônio na ausência de sintomas e condições de deficiência de androgênio (ou sintomas sem níveis inequivocamente baixos de testosterona).

●Tal como acontece com o hipogonadismo devido a doença conhecida, o tratamento com testosterona não deve ser iniciado até avaliação adicional se o paciente tiver um nódulo da próstata.

Caso o tratamento com testosterona seja iniciado, é recomendado monitorar o nível de testosterona sérica durante o tratamento.

O que essa terapia traz de benefícios ao homem e em que áreas ela pode atuar?

●Função sexual – A terapia com testosterona foi associada a uma melhora moderada na função sexual, incluindo atividade sexual, desejo sexual (libido) e, em menor grau, função erétil;

●Função física – A testosterona pode melhorar a resistência física;

●A vitalidade – Melhora de humor e menor gravidade dos sintomas depressivos;

●Anemia – Este efeito da reposição de testosterona é consistente com o conhecido efeito estimulador da testosterona na eritropoiese (processo de formação de novas hemácias);

●Densidade óssea – Melhora da densidade mineral e da resistência óssea, evitando, assim, a progressão da osteoporose, por exemplo.

Procure um especialista na presença de sintomas como perda da libido e da vitalidade, cansaço, anemia e outros fatores para falar sobre uma possível reposição hormonal.

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Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida