Quero ser pai de novo, mas fiz vasectomia. O que fazer?
A decisão de fazer uma vasectomia é, em muitos casos, tomada em um momento de segurança familiar. No entanto, a vida pode mudar com o tempo, e alguns homens passam a desejar uma nova paternidade. Quando isso acontece, surge a dúvida: “Fiz vasectomia e quero ser pai de novo, o que fazer?”
A boa notícia é que existem alternativas seguras e eficazes para restaurar a fertilidade. A reversão da vasectomia e as técnicas de reprodução assistida oferecem novas possibilidades, desde que passem por avaliação de um especialista em urologia e andrologia. Assim, é possível planejar uma gestação de forma consciente e segura.
Como a vasectomia funciona ?
A vasectomia é um procedimento cirúrgico simples e definitivo para o controle reprodutivo masculino. Durante a cirurgia, os canais deferentes, aqueles responsáveis por transportar os espermatozoides dos testículos até o sêmen, acabam sofrendo interrupção. Dessa maneira, o homem continua ejaculando normalmente, mas sem a presença de espermatozoides no líquido seminal.
Embora a vasectomia tenha por característica ser permanente, parte dos homens que realizaram o procedimento acaba mudando de ideia anos depois. Essa decisão pode ocorrer devido a um novo relacionamento, à perda de um filho ou à vontade de aumentar a família. Por isso, entender as opções de reversão é o primeiro passo para buscar uma solução que se adeque ao contexto.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Quero ser pai de novo mas fiz vasectomia: é possível reverter?
Sim, é possível reverter a vasectomia. A cirurgia de reversão, chamada reanastomose dos canais deferentes, reconecta as extremidades que foram seccionadas, permitindo novamente a passagem dos espermatozoides.
O sucesso do procedimento depende de diversos fatores, como o tempo desde a vasectomia, as condições dos canais deferentes, a produção de espermatozoides e a técnica utilizada.
Embora muitos acreditem que a idade seja decisiva, ela não é um fator determinante. Outros aspectos têm impacto muito maior, como:
– qualidade da cicatrização;
– preservação dos canais deferentes;
– presença e produção de espermatozoides;
– experiência do cirurgião;
– técnica de microcirurgia empregada.
Por isso, não existe idade limite para reverter a vasectomia.
O que realmente faz diferença é o intervalo entre a vasectomia e a reversão. As chances médias de gravidez após o procedimento são:
• Vasectomia há menos de 3 anos → 76%
• Entre 3 e 8 anos → 53%
• Entre 9 e 14 anos → 44%
• Mais de 15 anos → 30%
Esses números mostram que, quanto menor o intervalo, maiores são as chances de sucesso.
Alternativas para quem quer ser pai de novo mas fez vasectomia
Em alguns casos, a reversão da vasectomia pode não ser a melhor opção, seja por tempo cirúrgico maior, obstruções complexas ou fatores inerentes à fertilidade da parceira. Nessas situações, é possível recorrer à reprodução assistida, uma alternativa moderna e eficaz para homens que fizeram vasectomia e querem ser pais de novo.
O método que mais se aplica é a aspiração ou extração de espermatozoides diretamente dos testículos ou epidídimos. Após o procedimento, os gametas passam por aplicação em técnicas de fertilização in vitro, permitindo a gestação sem a necessidade de nova cirurgia. Essa opção é especial para casais que desejam resultados mais eficientes ou que apresentam outras condições que tem associação com o caso.
Como é feita a avaliação médica após a vasectomia ?
Antes de decidir o tratamento, é indispensável realizar uma avaliação em detalhes com o urologista. O médico analisa o histórico cirúrgico, o tempo da vasectomia, os exames laboratoriais e o estado geral da saúde reprodutiva. Além disso, avalia-se o sêmen e a produção de espermatozoides nos testículos para determinar a viabilidade do procedimento.
Essa etapa é essencial para definir se o paciente é candidato à reversão ou se há necessidade de considerar a reprodução assistida. Assim, as expectativas passam a ter um alinhamento e o casal recebe orientações sobre as chances reais de gravidez.
Quando procurar ajuda médica depois de fazer vasectomia e desejar ser pai novamente ?
O momento ideal para procurar o urologista é assim que surgir o desejo de uma nova paternidade. A avaliação precoce evita frustrações e permite traçar um plano de ação realista. Além disso, entender as opções disponíveis ajuda a tomar uma decisão consciente sobre o procedimento ideal.
Buscar orientação médica é o primeiro passo para quem fez vasectomia e quer ser pai de novo. Com o acompanhamento especializado, o paciente recebe explicações claras sobre as chances, os riscos e as alternativas de tratamento, seja por reversão ou reprodução assistida.
Buscar ajuda especializada é importante
A decisão de retomar a fertilidade exige informação e orientação médica. Cada caso é único, e apenas uma avaliação detalhada pode indicar a melhor estratégia. Por isso, buscar ajuda especializada é importante para garantir segurança, previsibilidade e tranquilidade em todas as etapas do processo.
Com planejamento adequado e acompanhamento urológico, é possível realizar o sonho de ser pai novamente, de forma segura e orientada.
Dr. Tiago Mierzwa, Urologista e Andrologista, referência em reversão de vasectomia e fertilidade masculina em Curitiba
O Dr. Tiago Mierzwa, Urologista e Andrologista, referência em Curitiba e região, atua no diagnóstico e tratamento da fertilidade masculina, com especial foco em reversão de vasectomia e reprodução assistida. Seu trabalho é pautado em precisão cirúrgica, segurança e atenção às necessidades individuais.
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Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845



