Doença de Peyronie: Descubra o que é e como tratar em Curitiba.

Se você notou uma curvatura, dor ou dificuldade na relação sexual, saiba que essa condição tem tratamento. Muitos homens convivem com a doença de peyronie por anos sem buscar ajuda, mas sentem que a curvatura afeta a autoestima e dificulta a relação sexual.

O que é

O que é a doença de Peyronie?

A doença de Peyronie é uma condição em que placas fibrosas se formam no interior do pênis. Assim, essas placas comprometem a elasticidade do tecido peniano e provocam deformidades visíveis durante a ereção.

O resultado costuma ser uma curvatura anormal do órgão, frequentemente acompanhada de encurtamento, afinamento ou dor.

Antes de tudo, saiba que essa condição pode ser tratada, o que vamos explicar ao longo desta página.

Embora algum grau de curvatura peniana possa ocorrer de forma natural e congênita, a doença de Peyronie se diferencia pela formação de placas rígidas na túnica albugínea, camada que reveste os corpos cavernosos.

Quando essas placas se consolidam, o pênis tende a dobrar na direção da placa durante a ereção, o que pode dificultar ou até impossibilitar a relação sexual.

A condição afeta principalmente homens acima dos 40 anos, porém pode surgir em qualquer faixa etária. Estudos estimam que entre 3% e 9% dos homens convivem com essa condição em algum grau.

Além disso, muitos não procuram ajuda por vergonha ou por desconhecimento, o que leva a uma subnotificação relevante dos casos.

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Ilustração da doença de Peyronie mostrando curvatura peniana causada por placa fibrosa

Como se formam as placas fibrosas no pênis?

O processo de formação das placas costuma ter início após lesões ou microtraumas no tecido peniano. Essas lesões podem ocorrer durante relações sexuais vigorosas, atividades esportivas ou mesmo sem causa identificável.

Sendo assim, em resposta ao trauma, o organismo desencadeia um processo inflamatório. Em homens predispostos, essa inflamação resulta em deposição excessiva de colágeno, com fragmentação das fibras elásticas e formação de uma placa fibrosa rígida.

Com o tempo, essa placa pode calcificar e tornar-se permanente, limitando a expansão natural dos corpos cavernosos durante a ereção. Assim, o tecido ao redor se expande normalmente, enquanto a região afetada permanece rígida, o que cria a curvatura característica.

Quais são as causas da doença de Peyronie?

Homem com doença de Peyronie

A causa exata dessa condição ainda não está completamente definida pela medicina. Contudo, a teoria mais aceita envolve microtraumas repetitivos no pênis durante a atividade sexual, especialmente em situações em que o órgão escapa e sofre impacto contra o períneo ou o púbis da parceira.

Nem todo homem que sofre esse tipo de trauma desenvolve a doença. Fatores genéticos parecem ter participação relevante. De fato, homens com histórico familiar de Peyronie ou de contratura de Dupuytren apresentam risco aumentado.

Fatores de risco associados

Alguns fatores podem predispor ao desenvolvimento da condição. Por exemplo, a idade avançada compromete a elasticidade do tecido peniano, facilitando a formação de cicatrizes anormais. Da mesma forma, condições como diabetes mellitus, hipertensão arterial e hipercolesterolemia afetam a saúde vascular e podem acelerar a deposição de colágeno na túnica albugínea.

A disfunção erétil preexistente também aparece como fator de risco. Afinal, ereções mais fracas aumentam a chance de trauma durante a penetração, por conta da instabilidade do pênis. Além disso, tabagismo e consumo excessivo de álcool são fatores adicionais apontados pela literatura médica. Igualmente, pacientes submetidos a prostatectomia radical podem desenvolver a condição no pós-operatório.

Saiba mais sobre a disfunção erétil e suas opções de tratamento

Homem com hipertensão

Quais são os sintomas da doença de Peyronie?

Os sintomas variam conforme a fase em que a condição se encontra. De modo geral, a doença evolui em duas fases distintas, e reconhecer cada uma delas ajuda a definir o momento e o tipo de tratamento adequado.

Fase aguda: quando a doença está ativa

A fase aguda costuma ser o primeiro estágio. Nesse período, o paciente pode perceber o surgimento ou a progressão de uma curvatura peniana, acompanhada de dor durante a ereção ou mesmo em repouso. Nódulos ou placas palpáveis na haste do pênis são sinais comuns. Ainda mais, pode haver encurtamento, afinamento localizado e dificuldade crescente para a relação sexual. Geralmente, a fase aguda dura entre 6 e 18 meses.

Fase crônica: quando a deformidade se estabiliza

Na fase crônica, a placa fibrosa se consolida e a curvatura peniana deixa de progredir. A dor geralmente diminui ou desaparece, porém a deformidade persiste. Além disso, o encurtamento do pênis pode tornar-se definitivo. Nessa fase, menos de 10% dos pacientes apresentam melhora espontânea. A maioria enfrenta estabilização ou piora associada à calcificação da placa. Assim sendo, a disfunção erétil tende a se manifestar ou agravar neste período, e o impacto psicológico costuma ser significativo.

Diagnóstico

Como é feito o diagnóstico da doença de Peyronie?

O diagnóstico se baseia na história clínica detalhada e no exame físico. Durante a consulta, o urologista investiga o tempo de evolução dos sintomas, a presença de dor, a percepção da curvatura e o impacto na função sexual. Dessa forma, no exame físico o profissional consegue palpar as placas endurecidas na haste do pênis.

Para avaliar com precisão o grau e a direção da curvatura, o médico pode solicitar um teste de farmacoereção induzida no consultório. Esse exame consiste na aplicação de uma substância que provoca ereção artificial, permitindo documentar e medir a deformidade. Em seguida, a ultrassonografia peniana com Doppler complementa a avaliação ao identificar calcificações, dimensionar a placa e avaliar o fluxo sanguíneo nos corpos cavernosos.

Quais são os tratamentos para a doença de Peyronie?

Ilustração da doença de Peyronie mostrando curvatura peniana causada por placa fibrosa

O tratamento depende da fase da doença, da gravidade da deformidade e do impacto funcional na vida do paciente. Casos leves, sem dor e sem comprometimento da relação sexual, podem receber acompanhamento clínico, sem necessidade de intervenção. Já nas situações em que a curvatura dificulta ou impede a penetração, existem abordagens específicas para cada fase.

Tratamento na fase aguda

Na fase aguda, o objetivo principal consiste em controlar a inflamação e tentar reduzir a progressão da deformidade. Algumas medicações orais já foram testadas para esse fim, como vitamina E, tadalafila, colchicina e pentoxifilina. Contudo, nenhuma delas apresenta evidência robusta de eficácia, e os resultados tendem a ser limitados.

A terapia por ondas de choque extracorpórea pode ajudar no controle da dor durante essa fase, embora não atue na redução da placa ou na correção da curvatura. Igualmente, injeções intraplacas com algumas substâncias já foram estudadas, porém os resultados são modestos. Por outro lado, a tração peniana com dispositivos específicos pode contribuir para evitar o encurtamento durante a fase ativa.

Tratamento cirúrgico na fase crônica

A cirurgia costuma ser indicada na fase crônica, quando a deformidade se estabilizou por pelo menos 3 meses e o paciente enfrenta dificuldade significativa para a relação sexual. Antes de qualquer procedimento, o médico realiza uma avaliação detalhada com teste de farmacoereção para mapear com precisão a curvatura, a extensão da placa e a qualidade da ereção. Portanto, cada caso recebe tratamento individualizado, e a técnica cirúrgica mais adequada depende do grau de curvatura, do comprimento peniano, da presença de disfunção erétil e das expectativas do paciente.

Conheça mais sobre as opções de tratamento cirúrgico para Peyronie

Quais são as técnicas cirúrgicas para a doença de Peyronie?

Existem três grupos principais de técnicas cirúrgicas utilizadas para tratar essa condição. A escolha entre elas depende de fatores como o grau da curvatura, a presença de disfunção erétil, o comprimento do pênis e as expectativas individuais de cada paciente.

Ilustração da doença de Peyronie mostrando curvatura peniana causada por placa fibrosa

Plicatura peniana

A plicatura peniana consiste na colocação de pontos cirúrgicos no lado oposto à curvatura, encurtando o tecido naquela região para retificar o eixo do pênis. Em geral, a técnica serve para curvaturas de até 60 graus em pacientes com função erétil preservada. Sua principal vantagem é a simplicidade e a preservação da ereção natural. Como contrapartida, pode ocorrer algum encurtamento do pênis. Assim, a recuperação costuma ser rápida, com retorno às atividades cotidianas em poucos dias.

Incisão ou excisão da placa com enxerto

Em curvaturas mais acentuadas, deformidades complexas ou encurtamento significativo, o médico pode indicar a técnica de incisão ou excisão da placa seguida de colocação de enxerto. O procedimento envolve cortar ou remover a placa fibrosa e preencher o espaço com material biológico, como pericárdio bovino ou mucosa suína. Dessa forma, essa abordagem permite recuperar comprimento e calibre peniano. Todavia, ela exige que o paciente possua ereção natural preservada, já que existe um risco de comprometimento da função erétil após a manipulação da área. O retorno às atividades leves ocorre em cerca de 5 a 7 dias, com relações sexuais liberadas após 6 semanas.
Ilustração da doença de Peyronie mostrando curvatura peniana causada por placa fibrosa

Implante de prótese peniana com reconstrução

Em casos de Peyronie associada a disfunção erétil que não responde a medicações orais ou injetáveis, o implante de prótese peniana representa a solução mais indicada. O procedimento coloca uma prótese inflável ou semirrígida nos corpos cavernosos, permitindo ao paciente controlar a ereção. Além disso, durante o mesmo procedimento, técnicas complementares de reconstrução corrigem a curvatura, recuperam o comprimento e o calibre peniano. Assim, a prótese peniana inflável permite que o pênis fique em estado flácido quando desativada e com rigidez adequada quando ativada, oferecendo uma solução funcional para o paciente.

Saiba mais sobre o implante de prótese peniana.

A doença de Peyronie tem cura?

Quando se fala em cura para essa condição, é preciso compreender sua complexidade. Embora o objetivo não seja erradicar completamente as placas fibrosas, a abordagem atual foca na reabilitação funcional do paciente. Ou seja, o foco consiste em corrigir a deformidade, aliviar a dor e restaurar a capacidade de ter relações sexuais satisfatórias.

Com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes consegue recuperar a função sexual e retomar a vida íntima com conforto. De fato, as taxas de satisfação após os procedimentos cirúrgicos costumam ser elevadas, especialmente quando o tratamento conta com um profissional experiente nessa área. Portanto, o acompanhamento contínuo e a escolha da técnica mais apropriada para cada caso são fatores determinantes para um resultado favorável.

FAQ

Perguntas frequentes sobre a doença de Peyronie

Na maioria dos casos, a condição não regride de forma espontânea. Menos de 10% dos pacientes apresentam melhora sem tratamento. Assim, a tendência é de estabilização ou progressão da curvatura ao longo dos meses.
A curvatura congênita está presente desde o nascimento e costuma aparecer na adolescência, sem presença de placa fibrosa. Por outro lado, a Peyronie é uma condição adquirida que surge na vida adulta, associada à formação de placas no interior do pênis e frequentemente acompanhada de dor.
A disfunção erétil pode ser uma consequência dessa condição. Isso acontece por fibrose do tecido cavernoso que compromete o fluxo sanguíneo, por alterações no mecanismo veno-oclusivo ou pelo impacto psicológico que a condição gera. Conforme estimativas, entre 20% e 50% dos pacientes apresentam algum grau de comprometimento da ereção.
Algumas técnicas cirúrgicas, como a plicatura, podem resultar em discreto encurtamento. Já as técnicas de incisão com enxerto e o implante de prótese peniana com reconstrução buscam preservar ou mesmo recuperar o comprimento perdido. Portanto, a escolha da técnica leva em conta o cenário individual de cada paciente.
Se perceber curvatura progressiva no pênis durante a ereção, presença de nódulos palpáveis na haste, dor peniana, encurtamento ou dificuldade para a relação sexual, então buscar avaliação de um urologista experiente é o caminho recomendável. Afinal, o diagnóstico precoce permite um acompanhamento mais eficaz.
Dispositivos de tração peniana e exercícios específicos podem funcionar como complemento ao tratamento, especialmente na fase aguda, para tentar minimizar o encurtamento. Contudo, os resultados variam e dependem da orientação médica adequada. Assim, esses métodos não substituem o tratamento cirúrgico nos casos em que a curvatura compromete a função sexual.
A cobertura varia conforme a operadora e o plano contratado. De modo geral, consultas, exames diagnósticos e determinados procedimentos cirúrgicos podem receber cobertura. Por isso, a recomendação é verificar diretamente com a operadora as condições aplicáveis ao seu caso.

Depoimentos

O que os pacientes dizem sobre o atendimento do Dr. Tiago Mierzwa?

Urologista e Andrologista referência em medicina sexual e fertilidade masculina em Curitiba-PR.

Dr. Tiago Mierzwa - Urologista e Andrologista em Curitiba, referência em implante de prótese peniana
Dr. Tiago Mierzwa, urologista e andrologista em Curitiba, em seu consultório na Urocentro, referência em implante de prótese peniana

Sobre

Agende sua consulta com o Dr. Tiago Mierzwa, Urologista e Andrologista referência no tratamento da Doença de Peyronie em Curitiba

consulta, o paciente pode esclarecer dúvidas sobre a fase da doença, o grau da curvatura e as opções terapêuticas mais indicadas para cada situação.

O Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista, mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná e coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e do Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba. Com treinamento em Medicina Sexual na Rush University (Chicago, EUA) e experiência em técnicas de correção de curvatura peniana, incluindo plicatura, incisão com enxerto e implante de prótese peniana para casos de Peyronie, atua com foco na reabilitação funcional e na individualização do tratamento para cada paciente.

Todos os pacientes possuem contato direto e atendimento 24 horas pela equipe.

CRM-PR 32299 | RQE 24845
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Telefone: (41) 3074-7496

As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional habilitado.

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