Diabetes e prótese peniana: quais os riscos do implante?

Diabetes e prótese peniana

Entre os problemas sexuais mais temidos pelos homens, certamente a disfunção erétil ocupa o primeiro lugar. Na verdade, qualquer homem pode apresentar problemas nessa área em alguma fase da vida. No entanto, os diabéticos têm uma propensão maior a desenvolvê-la. Embora muitos pensem que as duas doenças não têm ligação alguma, cerca de 50% dos homens diabéticos desenvolvem disfunção erétil. Um dos tratamentos para essa disfunção é o implante peniano. Assim, veremos neste artigo a relação entre diabetes e prótese peniana.

Por que a diabetes torna o homem mais propenso à disfunção erétil?

Há três fatores de risco principais, que aumentam as chances do diabético ter problemas sexuais:

• Piora da Aterosclerose: para que ocorra uma ereção, o pênis se enche de sangue, enquanto as veias (que levam o sangue de volta para o coração) se comprimem, retendo o sangue no órgão. Ou seja, dificuldades circulatórias, como a aterosclerose, podem prejudicar e muito a capacidade erétil do homem;
• Neuropatias: muitos de nós confundimos o termo “neuro”, associando-o à cabeça ou ao cérebro. Na verdade, essa palavra se refere aos nervos. E danos no nervo peniano podem dificultar o recebimento de estímulos sexuais;
• Altas taxas de glicemia: elas podem prejudicar a produção do óxido nítrico, o que pode comprometer diversos tecidos vasculares.
Outros problemas de saúde como hipertensão, obesidade, aumento de triglicerídeos e colesterol alto, frequentes nos diabéticos, também podem causar problemas de ereção. Sendo assim, a diabetes está entre as principais causas de disfunção erétil.

E o que vem a ser a prótese peniana?

Para entendermos a relação entre diabetes e prótese peniana, olhemos agora para os dois tipos de implantes penianos disponíveis no mercado:

A prótese mais simples chama-se maleável ou semirrígida. Composta por duas hastes metálicas revestidas por uma camada de silicone, ela é implantada nos corpos cavernosos do pênis, deixando o órgão em estado de ereção permanente. Não se trata, na verdade, de uma rigidez plena, mas, sim, de uma semirrigidez. Já a prótese inflável é composta por um mecanismo mais complexo. Dois cilindros de silicone são implantados nos corpos cavernosos; um reservatório de soro fisiológico é posto ao lado da bexiga; e uma bomba de acionamento fica sob a bolsa escrotal. Usando essa prótese, quando deseja ter uma ereção, o homem aciona o dispositivo, que faz o soro descer para os cilindros e enchê-los, promovendo a ereção. Após a relação sexual, o paciente aciona novamente o dispositivo, que envia o soro de volta para o reservatório, fazendo com que o pênis recupere a flacidez.

As regiões onde se fazem esses implantes são delicadas, e uma infecção pós-operatória nunca é uma boa ideia. Além disso, pacientes que tratam a diabetes sofrem com um risco maior de infecções subcutâneas no pênis. Desse modo, é essencial um trabalho mais atento por parte do cirurgião urologista, visando a evitar ao máximo as possibilidades de alguma reação infecciosa após a cirurgia. Por isso, antes de proceder com o implante peniano, certifique-se de escolher um profissional habilitado e experiente nessa área. Converse com o seu urologista sobre diabetes e prótese peniana.

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