A vasectomia é um procedimento contraceptivo comum entre os homens que desejam evitar a gravidez. Mas muitos homens que passaram por uma vasectomia podem reconsiderar essa decisão posteriormente, desejando a reversão do procedimento. No entanto, existem vários mitos e verdades em torno da reversão da vasectomia. Neste artigo, vamos explorar esses mitos e verdades para fornecer informações precisas e confiáveis sobre o assunto.
Mitos e verdades sobre a reversão de vasectomia
1. Mito: a reversão de vasectomia é sempre bem-sucedida
Verdade: embora a reversão de vasectomia tenha uma alta taxa de sucesso, não é garantido que todos os homens serão capazes de conceber após o procedimento. Vários fatores, como a idade do homem, a qualidade do esperma antes da vasectomia e o tempo decorrido desde a vasectomia, podem afetar a probabilidade de sucesso da reversão.
2. Mito: a reversão de vasectomia é um procedimento simples e rápido
Verdade: a reversão de vasectomia é um procedimento cirúrgico que envolve a ligação dos canais deferentes previamente cortados ou obstruídos durante a vasectomia. A cirurgia, chamada vasovasostomia, pode levar várias horas e requer habilidades cirúrgicas especializadas. A recuperação também pode levar algumas semanas, durante as quais é necessário evitar atividades físicas intensas.
3. Mito: a reversão de vasectomia garante a concepção imediata
Verdade: após a reversão de vasectomia, leva algum tempo para que a fertilidade seja restaurada e a concepção seja possível. Embora alguns casais possam engravidar nos primeiros meses após a reversão, outros podem levar mais tempo. É importante ter paciência e entender que cada caso é único.
4. Mito: a reversão de vasectomia é a única opção para conceber após a vasectomia
Verdade: além da reversão de vasectomia, existem outras opções para casais que desejam conceber após a vasectomia. A fertilização in vitro (FIV) e a inseminação artificial com esperma doado são alternativas viáveis. Recomenda-se que o casal consulte um especialista em fertilidade para discutir todas as opções disponíveis e escolher a mais adequada às suas necessidades.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Os mitos e verdades não param por aí…
5. Mito: a reversão de vasectomia é irreversível
Verdade: embora a reversão de vasectomia seja um procedimento cirúrgico, é possível realizar uma nova vasectomia, se necessário. No entanto, é importante considerar a reversão como um procedimento permanente e tomar uma decisão cuidadosa antes de realizá-la.
6. Mito: a reversão de vasectomia é dolorosa e arriscada
Verdade: realiza-se a reversão de vasectomia sob sedação, garantindo que o paciente esteja confortável e sem dor durante o procedimento. Embora toda cirurgia tenha seus riscos, considera-se a reversão de vasectomia uma intervenção segura, desde que seja realizada por um cirurgião experiente.
7. Mito: a idade do homem não afeta a reversão de vasectomia
Verdade: a idade do homem pode influenciar a taxa de sucesso da reversão de vasectomia. Estudos mostram que homens mais jovens têm maior probabilidade de recuperar a fertilidade após a reversão. À medida que a idade avança, a qualidade do esperma pode diminuir, o que pode afetar a capacidade de concepção.
8. Mito: a reversão de vasectomia é muito cara
Verdade: o custo da reversão de vasectomia pode variar dependendo do local, do médico e de outros fatores. No entanto, em muitos casos, a reversão de vasectomia pode ser muito mais econômica do que outras opções, como a fertilização in vitro. Recomenda-se que o casal pesquise e obtenha informações sobre os custos envolvidos antes de tomar uma decisão.
E ainda é importante lembrar…
9. Mito: a reversão de vasectomia afeta a função sexual
Verdade: a reversão de vasectomia não deve afetar a função sexual do homem. No entanto, é possível ocorrerem complicações após a cirurgia, como infecção ou dor persistente, que podem afetar temporariamente a função sexual. Relate qualquer preocupação ao médico para obter orientações adequadas.
Em resumo, a reversão de vasectomia pode ser uma opção viável para casais que desejam conceber após a vasectomia. No entanto, é importante estar ciente dos mitos e verdades em torno desse procedimento. Consultar um especialista em fertilidade é essencial para obter informações precisas e tomar decisões informadas. Cada caso é único, e o médico poderá avaliar a situação individualmente e fornecer orientações personalizadas.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845


