A doença de Peyronie é uma condição que afeta a saúde sexual masculina, levando à curvatura ou deformidade do pênis durante a ereção. Embora a doença possa ser desconfortável e afetar a autoestima do paciente, existem várias opções de tratamento disponíveis. Neste artigo, vamos discutir algumas das opções mais eficazes de tratamento para a doença de Peyronie.
Terapia com ondas de choque
A terapia com ondas de choque é uma opção de tratamento não invasiva que pode ser eficaz para homens com sintomas de dor peniana persistente, porem não modifica a curvatura do pênis. Geralmente, administra-se essa terapia em sessões semanais ao longo de várias semanas.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Tratamento para Peyronie com Injeções de colagenase
A colagenase é uma enzima que ajuda a quebrar o tecido cicatricial. Administram-se as injeções de colagenase diretamente na placa de tecido cicatricial no pênis, ajudando a reduzir a curvatura do órgão erétil.
De acordo com um estudo publicado na revista BJU International, as injeções de colagenase foram eficazes no tratamento para Peyronie, pois reduzem a curvatura do pênis em até 34%. Geralmente, administram-se as injeções em uma série de sessões, mas esse tratamento ainda não está disponível no Brasil.
Cirurgia para Peyronie
Em casos graves de Peyronie, na fase estável da doença, a cirurgia pode ser necessária para endireitar o pênis e remover a placa de tecido cicatricial. Existem várias técnicas cirúrgicas diferentes disponíveis, incluindo a técnica de Nesbit e plicaturas, a técnica de incisão e enxerto e implantes de próteses.
Cada técnica tem suas próprias vantagens e desvantagens, e o médico pode ajudar a determinar a melhor opção de tratamento para o paciente. É importante notar que a cirurgia pode levar a complicações, como infecção, perda de sensibilidade e disfunção erétil.
Dispositivos de tração
Os dispositivos de tração são outra opção de tratamento para a doença de Peyronie. Eles são projetados para aplicar uma força suave e constante no pênis, ajudando a esticar o tecido cicatricial e endireitar desse modo o órgão erétil.
De acordo com um estudo publicado na revista European Urology, os dispositivos de tração podem ser eficazes para reduzir a curvatura do pênis em até 33% em homens com doença de Peyronie. No entanto, o uso de dispositivos de tração pode ser desconfortável e exigir um comprometimento a longo prazo para obter resultados, devido a isso são pouco utilizados no dia a dia.
Tratamento Medicamentoso para Peyronie
Embora não exista um medicamento específico para tratar a doença de Peyronie, pode-se prescrever alguns medicamentos para ajudar a aliviar os sintomas. Por exemplo, a vitamina E pode ajudar a reduzir a dor e o desconforto associados à doença, enquanto os medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem ajudar a reduzir as dores no pênis.
Outro medicamento recomendável para a doença de Peyronie é a pentoxifilina, que ajuda a melhorar o fluxo sanguíneo e reduzir a inflamação. No entanto, é importante notar que os medicamentos não são tratamentos primários comprovadamente eficazes, devendo o paciente sempre passar por uma avaliação do especialista.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845


