Terapia de Ondas de Choque para Tratar a Doença de Peyronie

Homem deitado na maca fazendo terapia de ondas de choque

A doença de Peyronie é uma condição que causa o desenvolvimento de tecido cicatricial no pênis, resultando em curvatura peniana anormal e problemas de ereção. Para muitos homens, essa condição pode afetar a qualidade de vida e o bem-estar emocional. Felizmente, a terapia de ondas de choque emerge como uma opção efetiva e não invasiva para tratar a doença de Peyronie. Por isso, exploraremos os benefícios e resultados desse tratamento.

O que é a Doença de Peyronie?

A doença de Peyronie é uma condição na qual ocorre a formação de placas de tecido cicatricial no tecido erétil do pênis. Essas placas podem causar encurvamento, deformidade e dor durante a ereção. Embora ainda não conheçamos bem as causas dessa condição, acredita-se que traumas no pênis, predisposição genética e distúrbios do sistema imunológico possam contribuir para o desenvolvimento da doença.

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Terapia de Ondas de Choque para a Doença de Peyronie

A terapia de ondas de choque extracorpóreas (ESWT, do inglês Extracorporeal Shockwave Therapy) tem se mostrado uma opção promissora para o tratamento da dor ocasionada doença de Peyronie. Essa terapia utiliza ondas sonoras de baixa intensidade e alta frequência para estimular a cura e reduzir o tecido cicatricial.

Durante o tratamento, as ondas sonoras são aplicadas diretamente na área afetada do pênis.

Benefícios da Terapia de Ondas de Choque para a Doença de Peyronie

Esse tratamento apresenta uma série de benefícios no tratamento da doença de Peyronie. Isso porque, além de ser uma opção não invasiva, possui um baixo risco de efeitos colaterais e não requer cirurgia ou medicamentos.

A terapia de ondas de choque não está claramente associada a melhora efetiva na redução da curvatura peniana. Estudos clínicos têm demonstrado resultados encorajadores, com muitos pacientes relatando uma diminuição significativa da curvatura e um aumento na qualidade da ereção, mas ainda sem grandes estudos comprovando.

Além disso, a terapia de ondas de choque pode aliviar a dor associada à doença de Peyronie, proporcionando um alívio significativo aos pacientes.

Desse modo, a terapia de ondas de choque é um procedimento ambulatorial, o que significa que não requer internação hospitalar. Os pacientes podem realizar as sessões de tratamento no consultório médico e retornar às suas atividades normais imediatamente após a sessão.

Contudo, é importante ressaltar que cada paciente é único e os resultados podem variar. O número de sessões necessárias pode depender da gravidade da doença de Peyronie e da resposta individual ao tratamento. Além disso, siga sempre as recomendações do médico e compareça às sessões de tratamento conforme o planejado.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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