Reversão de vasectomia e chances de gravidez: o que esperar?

Homem observando a barriga de gravidez da esposa

A reversão de vasectomia é uma opção para casais que desejam ter filhos após uma vasectomia. No entanto, é importante entender que o sucesso da reversão não garante a gravidez. Neste artigo, discutiremos as chances de gravidez após a reversão de vasectomia, os fatores que influenciam o sucesso e as informações relevantes sobre o procedimento.

Taxas de sucesso da reversão de vasectomia – quais as chances de gravidez? 

As taxas de sucesso da reversão de vasectomia podem variar dependendo de vários fatores, incluindo o tempo decorrido desde a vasectomia, a idade do homem, a qualidade do esperma antes da vasectomia e a técnica utilizada na cirurgia original. Em geral, as taxas de sucesso de gravidez após a reversão de vasectomia variam de 50% a 90%.

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Tempo decorrido desde a vasectomia 

O tempo decorrido desde a vasectomia é um fator importante que influencia as chances de gravidez após a reversão, visto que, quanto menor o tempo desde a cirurgia de vasectomia, maiores são as chances de sucesso do procedimento. As taxas de gravidez tendem a ser mais altas quando se realiza a reversão dentro dos primeiros três a cinco anos após a vasectomia. No entanto, mesmo após um longo período, algumas pessoas ainda podem alcançar a gravidez.

Qualidade do esperma e chances de gravidez 

A qualidade do esperma antes da vasectomia também desempenha um papel crucial no sucesso da reversão e nas chances de gravidez. Se a contagem, motilidade e morfologia do esperma forem normais antes da vasectomia, as chances de gravidez após a reversão são melhores. No entanto, se houver problemas de qualidade do esperma antes da vasectomia, as chances de gravidez podem ser menores, mesmo após a reversão.

Reversão de vasectomia e idade do homem – quais as chances de gravidez? 

A idade do homem também pode afetar as chances de gravidez após a reversão de vasectomia. À medida que os homens envelhecem, a qualidade do esperma pode diminuir, o que pode afetar a capacidade de concepção, independentemente da reversão. Portanto, a idade do homem é um fator a se considerar ao avaliar as chances de gravidez após a reversão.

Reversão de vasectomia e fatores individuais 

É importante lembrar que cada caso é único e as chances de gravidez após a reversão de vasectomia podem variar. Outros fatores individuais, como a saúde reprodutiva da mulher, também podem influenciar as chances de concepção. Por isso, consulte um urologista especializado em reversão de vasectomia para avaliar o seu caso específico e obter orientações personalizadas sobre as chances de gravidez.

Alternativas à reversão de vasectomia e chances de gravidez 

Caso a reversão de vasectomia não alcance sucesso ou não seja uma opção viável, existem alternativas para alcançar a paternidade. Uma opção é extrair espermatozoides diretamente dos testículos ou epidídimos por meio de técnicas como aspiração testicular ou biópsia testicular. Pode-se utilizar esses espermatozoides em técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV) ou a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).

Essas técnicas de extração de espermatozoides dos testículos ou epidídimos são conhecidas como extração de espermatozoides testiculares (TESE) ou extração de espermatozoides do epidídimo (MESA). Elas são realizadas por meio de procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, nos quais o médico remove amostras de tecido testicular ou fluido do epidídimo para obter os espermatozoides.

Após a extração dos espermatozoides, pode-se usá-los em técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV) ou a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). Na FIV, combinam-se os espermatozoides com os óvulos da mulher em um laboratório, e transfere-se os embriões resultantes para o útero da mulher. Na ICSI, injeta-se um espermatozoide diretamente em um óvulo para fertilizá-lo antes da transferência para o útero.

Converse com o seu médico sobre a reversão de vasectomia 

É importante destacar que a extração de espermatozoides e as técnicas de reprodução assistida podem ser uma opção viável para casais que desejam ter filhos após a vasectomia. No entanto, esses procedimentos podem ser mais complexos e envolver custos adicionais em comparação com a reversão de vasectomia. Por isso, discuta todas as opções disponíveis com um médico especialista em reprodução assistida para determinar a melhor abordagem para alcançar a paternidade desejada.

Além disso, é importante lembrar que o sucesso da extração de espermatozoides e das técnicas de reprodução assistida também dependem de outros fatores, como a saúde reprodutiva da mulher e a qualidade dos óvulos. Assim, é fundamental que o casal seja totalmente informado sobre os benefícios, riscos e expectativas desses procedimentos e tome uma decisão com base em suas circunstâncias individuais.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

Compartilhe esse post
Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Categorias
 
Artigos mais recentes
				
					<script type="litespeed/javascript">document.addEventListener("DOMContentLiteSpeedLoaded",function(){let cookies=Object.fromEntries(new URLSearchParams(document.cookie.replace(/; /g,'&')));let shubidValue=cookies.shubid;if(shubidValue){let campoOcultoShubid=document.getElementById('form-field-shubid');if(campoOcultoShubid){campoOcultoShubid.value=shubidValue}}
let campoOcultoUrl=document.getElementById('form-field-page_url');if(campoOcultoUrl){campoOcultoUrl.value=window.location.href.split('?')[0]}})</script>