A doença de Peyronie, que também recebe o nome de fibrose cavernosa, é uma condição que afeta a saúde sexual masculina. Ela caracteriza-se pelo surgimento de uma placa de tecido cicatricial no pênis, que pode levar à curvatura ou deformidade do órgão erétil. A doença pode afetar homens de todas as idades, mas é mais comum em homens entre 40 e 70 anos.
Sintomas
O principal sintoma da doença de Peyronie é a curvatura do pênis durante a ereção. Além disso, alguns homens podem sentir dor ou desconforto durante a relação sexual. Em alguns casos, a placa de tecido cicatricial pode levar a uma deformidade grave do pênis, o que pode afetar a capacidade do homem de manter uma ereção ou ter relações sexuais satisfatórias.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Causas da doença de Peyronie
Ainda não conhecemos as causas exatas da doença de Peyronie, mas acredita-se que ela possa ser consequência de uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Alguns dos fatores de risco incluem:
- Lesão ou trauma no pênis;
- Condições autoimunes;
- Doenças que afetam o fluxo sanguíneo, como diabetes e hipertensão;
- Uso de certos medicamentos, como betabloqueadores e anticoagulantes.
Tratamento
Existem várias opções de tratamento disponíveis para a doença de Peyronie, dependendo da gravidade da condição e dos sintomas do paciente, geralmente em fase aguda utilizamos medicamentos para melhora da dor e em fase crônica realizamos a correção cirúrgica, quando necessário.
– Cirurgia: a cirurgia pode ser necessária em casos graves de Peyronie, especialmente se a curvatura do pênis está causando dor ou dificultando a relação sexual. Durante a cirurgia, remove-se a placa de tecido cicatricial e o pênis é endireitado.
Prevenção da doença de Peyronie
Como as causas exatas da doença de Peyronie são desconhecidas, não há uma maneira garantida de prevenir a condição. No entanto, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver a doença, como evitar lesões ou traumas no pênis, manter um estilo de vida saudável e controlar condições médicas, como diabetes e hipertensão.
Além disso, é importante lembrar que muitos homens com a doença de Peyronie podem se sentir desconfortáveis ou envergonhados em discutir seus sintomas com um médico. No entanto, é importante superar essas barreiras e buscar ajuda médica, pois a doença de Peyronie pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e na saúde sexual.
O médico pode realizar um exame físico para avaliar o pênis e determinar a extensão da placa de tecido cicatricial. Ele também pode pedir exames de imagem, como ultrassom ou ressonância magnética, para obter uma imagem mais detalhada do pênis.
Com base no diagnóstico, o médico pode recomendar uma variedade de opções de tratamento para a doença de Peyronie. É importante discutir com o médico os prós e contras de cada opção de tratamento e escolher uma que seja adequada para suas necessidades individuais.
Em resumo, a doença de Peyronie é uma condição que pode afetar a saúde sexual masculina, mas existem opções de tratamento disponíveis. Se você está enfrentando sintomas de Peyronie, não hesite em consultar um médico para obter um diagnóstico preciso e discutir as opções de tratamento disponíveis. Com o tratamento adequado, muitos homens com doença de Peyronie são capazes de recuperar a função sexual normal e ter uma vida sexual satisfatória.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845


