Disfunção erétil e diabetes: uma relação preocupante e perigosa

Pessoa realizando teste de diabetes

A disfunção erétil (DE) é um problema de saúde muito comum entre os homens de todo o mundo. De acordo com estudos, esse problema pode estar associado a várias doenças, incluindo a diabetes mellitus tipo 2. Portanto, continue a leitura para entender qual a relação entre a diabetes e a disfunção erétil.

O que é diabetes?

A diabetes é uma doença crônica que afeta a maneira como o corpo usa a glicose, um açúcar que é uma fonte importante de energia. Quando o corpo não pode produzir ou usar insulina adequadamente, a glicose se acumula no sangue, o que pode levar a várias complicações, incluindo a disfunção erétil.

A DE é definida como a incapacidade de alcançar ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória. A disfunção erétil pode ser um sinal precoce de diabetes em homens, mesmo antes de outros sintomas aparecerem. Na verdade, um estudo mostrou que 50% dos homens com diabetes tipo 2 têm disfunção erétil.

A diabetes pode danificar os nervos e os vasos sanguíneos que fornecem sangue ao pênis, o que pode levar a problemas de ereção. Além disso, a diabetes pode causar danos aos tecidos do pênis, tornando-o menos sensível ao estímulo sexual. Os níveis elevados de açúcar no sangue também podem prejudicar a produção de óxido nítrico. Essa substância que ajuda a relaxar os músculos do pênis e permite a entrada de sangue para causar uma ereção.

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Tipos de tratamentos para a disfunção erétil associada à diabetes

Existem diversos tratamentos eficazes disponíveis para homens que sofrem de disfunção erétil relacionada à diabetes. Assim, os tratamentos mais comuns incluem medicamentos que ajudam a aumentar o fluxo sanguíneo para o pênis, permitindo que os homens atinjam e mantenham uma ereção. Também existem opções de tratamento não medicamentosas, como terapia de reposição hormonal, terapia psicológica e mudanças no estilo de vida, incluindo exercícios físicos regulares e dieta saudável.

Por que e como prevenir?

No entanto, é importante lembrar que a prevenção é a melhor maneira de evitar a disfunção erétil relacionada à diabetes. Por isso, controlar os níveis de açúcar no sangue e manter um estilo de vida saudável, incluindo uma dieta equilibrada e exercícios físicos regulares, pode ajudar a prevenir complicações diabéticas, incluindo a disfunção erétil.

Por fim, lembre-se de que os homens com diabetes e disfunção erétil não podem ignorar esse problema. A disfunção erétil pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e pode ser um sinal de outros problemas de saúde subjacentes. Por isso, homens que sofrem de diabetes devem falar com o médico sobre qualquer dificuldade em ter ou manter uma ereção, além de manter um acompanhamento clínico frequente.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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