A doença de Peyronie é uma condição que afeta a saúde sexual masculina, causando a curvatura anormal do pênis durante a ereção. Por isso, lidar com essa condição não é apenas um desafio físico, mas também emocional. Além disso, falar sobre a doença de Peyronie com a parceira é um passo importante para fortalecer o relacionamento e para que o casal enfrente juntos as dificuldades. Neste artigo, apresentaremos algumas dicas para abordar essa conversa de forma aberta e saudável.
Escolha o momento adequado para falar com a parceira
Escolher o momento adequado para falar sobre a doença de Peyronie é essencial. Portanto, procure um momento em que ambos estejam relaxados e em um ambiente privado. Evite iniciar a conversa durante um momento íntimo ou quando estiverem distraídos por outras atividades. Ademais, permita-se tempo suficiente para uma conversa tranquila e sem pressa.
Antes de iniciar a conversa, eduque-se sobre a doença de Peyronie. Compreender os sintomas, as causas e as opções de tratamento pode ajudar a transmitir informações precisas à parceira. Assim, procure fontes confiáveis, como sites médicos e literatura especializada, para obter conhecimento atualizado e embasado.
Ao falar sobre a doença de Peyronie, seja honesto e aberto com sua parceira. Explique a condição de forma clara e direta, evitando termos técnicos complicados. Compartilhe seus sentimentos e preocupações, destacando como a doença afeta sua vida e autoestima. Isso porque a sinceridade cria um espaço de confiança para que ambos possam expressar seus pensamentos e emoções.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Ouça com empatia ao falar com sua parceira
A comunicação é uma via de mão dupla. Ao falar sobre a doença de Peyronie, dê espaço para que sua parceira também possa expressar seus sentimentos e opiniões. Ouça atentamente, demonstre empatia e valide as emoções dela. Lembre-se de que ela pode estar processando suas próprias preocupações e questões, e estar aberto para ouvi-la fortalece o vínculo e a compreensão mútua.
É natural que a parceira tenha dúvidas sobre a doença de Peyronie. Por isso, esteja aberto para responder a todas as perguntas de forma honesta e respeitosa. Se necessário, busquem informações juntos, consultem um médico especialista ou participem de sessões de aconselhamento para casais. Essa disposição para enfrentar as incertezas juntos fortalece o relacionamento entre o casal.
Durante a conversa, enfatize para a parceira que a doença de Peyronie não afeta o amor e a intimidade compartilhados entre vocês. Explique que a curvatura peniana não muda os sentimentos que você tem por ela e que o afeto e o prazer mútuos continuam presentes. Além disso, reforce a importância do apoio mútuo e da busca de soluções juntos.
Fale com sua parceira sobre as opções de tratamento para a doença de Peyronie
Conversem sobre as opções de tratamento disponíveis para a doença de Peyronie. Explique as terapias médicas, dispositivos de tração ou outras alternativas que você tenha considerado. Lembre-se de que a decisão sobre o tratamento deve ser tomada em conjunto, levando em consideração as opiniões e preocupações de ambos e a orientação médica.
Se necessário, considerem buscar apoio profissional para lidar com a doença de Peyronie. O médico especialista, terapeuta sexual podem oferecer orientações e estratégias para enfrentar os desafios da condição. Esses profissionais podem fornecer suporte emocional e ajudar a desenvolver estratégias para manter uma vida sexual satisfatória.
Além da intimidade física, concentre-se em fortalecer a intimidade emocional com a parceira. Encontrem maneiras de se conectar emocionalmente, compartilhar momentos de carinho, expressar amor e apreciação um pelo outro. Isso porque a intimidade emocional pode fortalecer o vínculo e ajudar a enfrentar os desafios juntos.
Por fim, lidar com a doença de Peyronie pode exigir paciência e compreensão de ambos os parceiros. Portanto, sejam pacientes ao experimentar diferentes tratamentos e adaptações para encontrar o que funciona melhor para vocês. Compreendam que o processo de ajuste pode levar tempo e que é normal ter altos e baixos. Além disso, o apoio mútuo e a compreensão são fundamentais nessa jornada.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845


