O câncer de próstata é uma das doenças mais comuns entre homens, especialmente após os 50 anos. Quando diagnosticado, o paciente enfrenta a difícil tarefa de decidir o tratamento mais adequado para combater o câncer sem comprometer sua qualidade de vida. É fundamental a personalização do tratamento, considerando a gravidade da doença e as condições de saúde do paciente. As opções de tratamento para o câncer de próstata incluem cirurgia, radioterapia, hormonioterapia e, em alguns casos, vigilância ativa. Cada abordagem tem benefícios e riscos que impactam diretamente o bem-estar físico e emocional do paciente.
Após o diagnóstico, muitos homens sentem-se inseguros sobre os efeitos colaterais dos tratamentos. Por exemplo, a cirurgia de remoção da próstata (prostatectomia) é uma opção comum; no entanto, pode causar incontinência urinária e disfunção erétil.
Além disso, a radioterapia, por sua vez, oferece resultados semelhantes; todavia o paciente também deve gerenciar com cuidado seus efeitos colaterais, como fadiga e irritação da bexiga. Ainda assim, os avanços na medicina possibilitaram a criação de técnicas menos invasivas, o que, por consequência, contribui para a recuperação mais rápida e para uma vida plena após o tratamento.
Adicionalmente, além dos cuidados médicos, é indispensável o suporte psicológico para lidar com as mudanças na vida após o tratamento do câncer de próstata. Afinal, manter uma boa qualidade de vida vai além da cura física, sendo essencial cuidar da saúde mental.
Câncer de próstata: tratamento e alternativas modernas
Nos últimos anos, os médicos passaram a tratar o câncer de próstata com técnicas modernas que minimizam os efeitos colaterais e promovem uma melhor qualidade de vida.
Entre elas, destaca-se a braquiterapia, que utiliza pequenas sementes radioativas implantadas diretamente na próstata. Esse método é menos agressivo e pode ser uma alternativa para pacientes que desejam evitar a cirurgia. Outro avanço importante é o uso da terapia focal, que trata apenas a parte afetada pela doença, preservando a maioria do tecido saudável.
Além das opções tradicionais, muitos pacientes têm buscado abordagens integrativas, como mudanças na alimentação e prática regular de exercícios físicos. Essas medidas complementares são essenciais para manter o corpo forte e preparado para os desafios do tratamento.
Ademais, adotar uma dieta equilibrada, rica em antioxidantes e gorduras saudáveis, pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico, assim como o exercício físico regular contribui para o controle do peso e melhora a circulação sanguínea.
Não menos importante é o acompanhamento psicológico. Isso porque muitos homens diagnosticados com câncer de próstata podem enfrentar depressão e ansiedade, fatores que impactam diretamente a qualidade de vida. Portanto, é recomendável que o paciente siga as orientações médicas e busque o apoio de um psicólogo ou terapeuta para enfrentar os desafios emocionais do tratamento.
Veja o infográfico que preparamos para você.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Qualidade de vida e reabilitação
A qualidade de vida após o tratamento do câncer de próstata depende de diversos fatores, incluindo a recuperação física e emocional.
De modo geral, os pacientes que optam pela cirurgia podem se beneficiar de programas de reabilitação que ajudam a fortalecer os músculos pélvicos, o que, por sua vez, pode reduzir a incontinência urinária. Adicionalmente, recomenda-se a fisioterapia para melhorar a função sexual e a qualidade de vida geral.
Outro aspecto fundamental para garantir uma vida plena após o tratamento do câncer de próstata é o acompanhamento médico regular.
Assim sendo, mesmo após o fim do tratamento ativo, é importante manter consultas frequentes para monitorar possíveis recidivas da doença. Dessa forma, a vigilância constante permite que qualquer alteração seja identificada precocemente, aumentando as chances de sucesso em um novo tratamento, caso necessário.
A longo prazo, muitos pacientes conseguem retomar suas atividades diárias normalmente, inclusive no ambiente de trabalho e nas relações pessoais. Por isso, manter hábitos saudáveis e uma atitude positiva são medidas importantíssimas para assegurar o bem-estar e a saúde. Então veja uma lista com hábitos recomendados:
Realizar atividades físicas leves, como caminhadas;
Manter uma alimentação equilibrada;
Fazer check-ups regulares com o médico;
Participar de grupos de apoio para pacientes com câncer.
Em resumo, essas práticas podem contribuir significativamente para a qualidade de vida após o tratamento do câncer de próstata. Consulte agora mesmo um especialista do Instituto de Andrologia Curitiba – Dr. Tiago Mierzwa.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845


