Fimose: Benefícios da circuncisão em adultos

Se você chegou até este artigo, provavelmente está sentindo algum desconforto relacionado ao prepúcio e quer entender melhor o que é a fimose, quais são os tratamentos disponíveis e, principalmente, o que esperar do procedimento.

Hoje vou te explicar, de forma clara e direta, tudo o que você precisa saber sobre a circuncisão em adultos.

A fimose é uma condição em que o prepúcio, a pele que recobre a glande do pênis, não se retrai adequadamente.

Ela é mais comum do que muita gente imagina em homens adultos e pode causar uma série de complicações que vão muito além do incômodo físico.

Dor durante as relações sexuais, dificuldade de higiene, infecções recorrentes e até alterações emocionais relacionadas à autoestima são consequências reais que os meus pacientes relatam no consultório, mas a boa notícia é que existe tratamento.

Agende uma consulta com o Dr. Tiago Mierzwa, Urologista e Andrologista referência no tratamento da Fimose em Adultos em Curitiba.

Se você suspeita que tem fimose ou já recebeu esse diagnóstico e quer entender qual é o melhor caminho para o seu caso, entre em contato agora mesmo para agendar sua consulta.

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Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

O que é a fimose e por que ela precisa de atenção médica?

A fimose é definida pela impossibilidade, total ou parcial, de retrair o prepúcio sobre a glande do pênis. Existem graus variados dessa condição: em alguns homens, o prepúcio não se retrai de forma alguma; em outros, ele retrai parcialmente, mas com dor ou dificuldade.

Na infância, um certo grau de aderência do prepúcio é considerado fisiológico e, muitas vezes, se resolve sozinho com o crescimento. No entanto, quando a fimose persiste na adolescência ou se manifesta na vida adulta, ela passa a exigir avaliação e, em muitos casos, tratamento.

No consultório, vejo com frequência pacientes que conviveram com esse problema por anos sem buscar ajuda, seja por vergonha, por falta de informação ou simplesmente porque não sabiam que o que sentiam tinha nome e solução. Por isso, considero fundamental falar abertamente sobre esse tema.

Quais são as causas da fimose em adultos?:

Fimose fisiológica não resolvida: quando a condição presente desde a infância não foi tratada e persiste na vida adulta.

Balanite de repetição: inflamações recorrentes do prepúcio e da glande podem gerar fibrose e estreitamento do anel prepucial ao longo do tempo.

Líquen escleroso: uma condição dermatológica que causa endurecimento e retração progressiva do prepúcio.

Traumas e cicatrizes: lesões na região prepucial podem resultar em tecido cicatricial que dificulta a retração.

Infecções sexualmente transmissíveis: certas ISTs, quando não tratadas adequadamente, podem contribuir para alterações no prepúcio.

Identificar a causa é importante porque ela orienta a escolha do tratamento mais adequado para cada paciente. Por isso, a avaliação médica individualizada é insubstituível.

Quais são as complicações da fimose não tratada?

Esse é um ponto que costumo enfatizar muito com os meus pacientes, porque ignorar a fimose não é uma opção segura. Com o tempo, a condição pode evoluir e gerar complicações sérias.

Infecções do trato urinário e prostatite

O prepúcio estreitado favorece o acúmulo de secreções e bactérias na região, o que aumenta o risco de infecções urinárias. Além disso, a literatura médica mostra que a fimose pode aumentar o risco de colonização bacteriana da próstata, levando à prostatite, uma inflamação que pode gerar dor pélvica, dificuldade para urinar e outros sintomas.

Balanite de Zoon

Trata-se de uma condição benigna da pele da glande, que ocorre quase exclusivamente em homens não circuncidados. Ela se manifesta como lesões avermelhadas bem delimitadas e, na maioria dos casos, a circuncisão é curativa. No entanto, é fundamental fazer uma biópsia para confirmar o diagnóstico, pois lesões semelhantes podem ter caráter pré-maligno ou maligno.

Condiloma genital

As verrugas genitais, causadas pelo papilomavírus humano (HPV) em cerca de 90% dos casos, podem se acumular no prepúcio. Quando a carga da doença é significativa nessa região, a circuncisão pode ser necessária. Além disso, já existe evidência de que o procedimento reduz as taxas de transmissão do HPV.

Lesões malignas do prepúcio

O carcinoma de células escamosas da glande e do prepúcio, conhecido como eritroplasia de Queyrat, é uma lesão avermelhada que ocorre quase exclusivamente em homens não circuncidados. Quando limitada ao prepúcio, a excisão cirúrgica pode ser curativa. Lesões não tratadas, porém, têm potencial de evoluir para carcinoma invasivo.

Disfunção sexual e impacto emocional

A dor durante as relações sexuais, a dificuldade de higiene e o desconforto estético são queixas frequentes dos meus pacientes com fimose. Esses fatores impactam diretamente a autoestima, a vida sexual e o relacionamento afetivo. Tratar a fimose, portanto, vai muito além da cirurgia: é recuperar qualidade de vida.

Quais são os benefícios comprovados da circuncisão em adultos?

A circuncisão, ou postectomia, é o procedimento de remoção do prepúcio e representa o tratamento definitivo da fimose. Além de resolver a condição em si, ela oferece uma série de benefícios documentados pela literatura científica:

Redução do risco de infecções sexualmente transmissíveis

Estudos demonstram que a circuncisão reduz as taxas de algumas ISTs, incluindo sífilis, cancróide e, possivelmente, herpes simples tipo 2 (HSV-2). É importante deixar claro, no entanto, que o procedimento não substitui as práticas sexuais seguras. O uso de preservativo continua sendo essencial.

Redução do risco de transmissão do HIV

Múltiplos estudos científicos associam a circuncisão à redução significativa do risco de infecção pelo HIV em homens heterossexuais. Esse é um benefício importante de saúde pública, amplamente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde.

Proteção contra o câncer de pênis

O câncer peniano ocorre de forma quase exclusiva em homens não circuncidados. Fatores como má higiene, fimose, tabagismo, múltiplos parceiros sexuais e infecção por HPV são reconhecidos como fatores de risco. A circuncisão, especialmente quando realizada antes da vida adulta, demonstra efeito protetor relevante.

Melhora da higiene íntima

A remoção do prepúcio elimina o ambiente quente e úmido propício ao acúmulo de esmegma, secreção natural que, quando não removida adequadamente, favorece o crescimento de bactérias e fungos.

Melhora da função sexual e da estética peniana

Muitos pacientes relatam melhora na sensibilidade, no conforto durante as relações e na satisfação sexual após o procedimento. A estética peniana também é uma razão legítima e frequente para a realização da cirurgia.

Quais são as indicações médicas para a circuncisão em adultos?

As indicações para a realização da postectomia em adultos são amplas, entretanto as mais comuns são:

  • Fimose com sintomas, como dor, dificuldade de retração, infecções recorrentes
  • Balanite de repetição (inflamação da glande e do prepúcio)
  • Balanite de Zoon confirmada por biópsia
  • Líquen escleroso do prepúcio
  • Condiloma genital com carga significativa no prepúcio
  • Lesões pré-malignas ou malignas do prepúcio
  • Parafimose (condição de urgência em que o prepúcio fica preso atrás da glande)
  • Preferência pessoal, incluindo motivações estéticas, culturais ou religiosas

Cada caso é avaliado individualmente. O objetivo sempre é oferecer o tratamento mais seguro, eficaz e adequado à realidade de cada paciente.

O que é a postectomia com grampeador e como ela funciona?

Aqui chegamos ao ponto que mais me entusiasma falar, porque é uma tecnologia que realmente transformou a experiência dos pacientes.

Trata-se de uma técnica cirúrgica moderna para o tratamento da fimose que utiliza dispositivos de grampeamento cirúrgico, ao contrário da técnica convencional, que usa bisturi e suturas manuais. O dispositivo realiza simultaneamente o corte do prepúcio em excesso e a aplicação de grampos cirúrgicos para controle do sangramento, tudo em um único movimento preciso e simétrico.

Na prática, o procedimento funciona assim: primeiro, medimos o pênis com uma régua específica para definir o tamanho correto do dispositivo. Em seguida, posicionamos uma campânula protetora, um cilindro oval, sobre a glande, para protegê-la durante o procedimento.

O médico puxa a pele do prepúcio por cima e a acopla ao dispositivo. Com um único movimento, o grampeador realiza o corte e aplica os grampos de fixação.

Atualmente, há dois dispositivos disponíveis no mercado: o dispositivo circular e o Nastomate. Ambos utilizam o mesmo princípio de hemostasia por compressão, mas diferem na forma de aplicação.

Quais são as vantagens da postectomia com grampeador em relação à técnica convencional?

Essa é, sem dúvida, uma das perguntas mais frequentes dos meus pacientes. Os benefícios são vários e fazem diferença no dia a dia pós-operatório:

Procedimento mais rápido

O tempo cirúrgico é de aproximadamente 5 a 7 minutos. Isso significa menos tempo de exposição à anestesia e menos tempo de estresse para o paciente.

Maior precisão

Por ser realizado com um dispositivo automatizado e padronizado, o corte é uniforme e simétrico em toda a extensão do prepúcio. Isso reduz a margem de variação que pode ocorrer em suturas manuais.

Resultado estético superior

Como o corte é feito pelo dispositivo — e não com bisturi no olho — a cicatriz fica mais delgada, uniforme e esteticamente mais agradável do que a da técnica convencional.

Menos sangramento e menos hematoma

O mecanismo de compressão do grampeador promove hemostasia imediata, o que reduz significativamente o sangramento durante e após o procedimento.

Menos dor e menos inchaço no pós-operatório

Pacientes submetidos à técnica com grampeador relatam, de forma consistente, menos dor e menos edema em comparação com a técnica convencional. Isso se traduz em menor necessidade de analgésicos.

Retorno mais rápido às atividades

Com a técnica convencional, o retorno às atividades cotidianas pode levar mais tempo. Com o grampeador, a maioria dos pacientes volta às atividades habituais em 3 a 4 dias.

Grampos que caem sozinhos

Não é necessário retornar ao consultório para retirada de pontos ou grampos. Eles caem sozinhos entre 3 e 4 semanas após o procedimento, o que simplifica muito o pós-operatório.

Como é o pós-operatório da postectomia com grampeador?

Ninguém quer passar por um pós-operatório longo e difícil. Por isso, gosto de deixar claro qual é o pós-operatório da postectomia com grampeador.

O procedimento é realizado com anestesia local. Na grande maioria dos casos, o paciente vai embora no mesmo dia, sem necessidade de internação.

Nas primeiras 48 a 72 horas, recomendo aplicar gelo na região para reduzir o inchaço e o desconforto. A troca de curativo deve ser feita diariamente, por um período de 5 a 7 dias e o próprio paciente consegue realizá-la em casa, sem dificuldade.

O retorno às atividades cotidianas ocorre geralmente entre 3 e 4 dias. Atividades que exigem esforço moderado são retomadas entre 2 e 3 semanas. Exercícios de impacto e atividades físicas intensas são liberados a partir de 3 a 4 semanas.

Os grampos caem espontaneamente entre 3 e 4 semanas. Não é necessário retornar ao consultório para removê-los.

A cicatriz fica bem delgada e simétrica, resultado da precisão do dispositivo. Esteticamente, o resultado é superior ao da técnica convencional.

A postectomia com grampeador é indicada para todos os adultos com fimose?

De forma geral, sim. A técnica com grampeador é indicada para pacientes de diferentes idades, adolescentes e adultos, que apresentem fimose, infecções ou inflamações de repetição na região peniana. Ela também pode ser realizada por motivações culturais e religiosas.

Porém, cada caso precisa ser avaliado individualmente. Existem situações em que a técnica convencional pode ser mais indicada ou em que é necessário combinar abordagens. Por isso, a consulta com um urologista é o primeiro passo indispensável.

Quando devo buscar um urologista para tratar a fimose?

Se você tem algum dos sintomas abaixo, não adie a consulta:

  • Dor ou desconforto ao retrair o prepúcio
  • Dor durante as relações sexuais
  • Infecções ou inflamações recorrentes na glande ou no prepúcio
  • Dificuldade para urinar relacionada ao prepúcio
  • Lesões, verrugas ou alterações de cor na região
  • Incômodo estético ou emocional relacionado à fimose

Quanto antes você busca avaliação, menor é o risco de complicações e mais rápido é o caminho para o tratamento.

Dr. Tiago Mierzwa, Urologista e Andrologista
CRM-PR 32299 – RQE 24845
Endereço do Consultório: Urocentro | Rua Portugal 307, São Francisco, Curitiba – PR

Referências

  1. World Health Organization (WHO) & UNAIDS. Male circumcision: global trends and determinants of prevalence, safety and acceptability. Geneva: WHO Press, 2007. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241596169
  2. Morris BJ, Krieger JN, Klausner JD. CDC’s male circumcision recommendations represent a key public health measure. Global Health: Science and Practice. 2017;5(1):15–27. Disponível em: https://www.ghspjournal.org/content/5/1/15
  3. Favorito LA, Balassiano CM, Cavalcanti AG, Sampaio FJ. Aspectos epidemiológicos da fimose em pacientes adultos. International Brazilian Journal of Urology. 2004;30(2):110–115. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ibju/

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui a consulta médica. Procure sempre orientação de um profissional de saúde habilitado para avaliação e tratamento adequados à sua condição.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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