A vasectomia sem cortes é uma técnica de contracepção masculina permanente realizada por meio de uma pequena punção na pele do escroto. Ao contrário da vasectomia convencional, esse procedimento dispensa o uso de bisturi, agulhas e suturas.
Dessa forma, o objetivo da cirurgia é seccionar os ductos deferentes, que são os canais responsáveis por transportar os espermatozoides dos testículos até o sêmen. Após a vasectomia, o homem continua ejaculando normalmente, com orgasmo, prazer e sensibilidade preservados.
No entanto, a diferença é que o sêmen não contém mais espermatozoides.
Por um lado, na vasectomia convencional, o cirurgião realiza dois cortes na pele e no músculo escrotal, cada um medindo de 1,5 a 3,0 cm. A anestesia local é com agulhas e, ao final, são necessários pontos para fechar a incisão.
Já na técnica sem cortes, todo o procedimento é feito por meio de um orifício menor que 0,5 cm. Não há incisão com bisturi, a anestesia não usa agulhas, mas um jato de pressão. O orifício se fecha sozinho em cerca de uma semana, sem pontos, sem agulhas.
Consequentemente, essa abordagem reduz o trauma nos tecidos, diminui o risco de sangramentos e proporciona menos dor tanto durante quanto após a cirurgia.


Durante o intervalo de 60 dias, o paciente recebe orientações sobre outros métodos contraceptivos e sobre a natureza permanente da vasectomia. Essa etapa é importante para que a decisão seja tomada com segurança e convicção.
Dito isso, a vasectomia é ideal para homens que não desejam mais ter filhos e buscam um método contraceptivo definitivo e seguro. Homens com condições médicas ou genéticas que desejam evitar transmitir aos filhos também podem considerar o procedimento.
A resposta é não, pois esse é um dos mitos mais comuns sobre o procedimento: A vasectomia não interfere na função sexual masculina.
Ocorre que o procedimento não altera os níveis de testosterona, pois os testículos continuam produzindo hormônios normalmente. Além disso, a capacidade de ter ereções, orgasmos e a sensação durante o sexo permanecem inalteradas.
Outro ponto, o volume do sêmen também não muda de forma perceptível, já que os espermatozoides correspondem a apenas 2% a 5% dele.
Sendo assim, na prática, muitos homens relatam até melhora na vida sexual após a vasectomia, justamente pela tranquilidade de não haver risco de gravidez indesejada.



Sim. A reversão da vasectomia (vasovasostomia) é um procedimento cirúrgico que reconecta os ductos deferentes por meio de microcirurgia.
As taxas de sucesso variam conforme o tempo decorrido desde a vasectomia:
A vasectomia é um dos métodos contraceptivos mais seguros que existem, com taxa de eficácia superior a 99%. No entanto, a eficácia não é imediata. Espermatozoides residuais podem permanecer no sêmen por até 2 a 3 meses após o procedimento.
Por isso, fazer o espermograma de controle é obrigatório.
Nesse sentido, somente após a confirmação de ausência de espermatozoides o paciente pode considerar a vasectomia como contraceptivamente ativa.
Além disso, em casos muito raros, pode ocorrer a recanalização espontânea dos ductos deferentes, que pode ser monitorada pelo acompanhamento médico.


Conteúdo revisado pelo Dr. Tiago Mierzwa — CRM-PR 32299 | RQE 24845 Urologista e Andrologista | Mestre em Clínica Cirúrgica (UFPR)

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