A reversão de vasectomia é um procedimento médico que tem se tornado cada vez mais popular entre os homens que desejam tratamento para a infertilidade após terem realizado uma vasectomia. Neste artigo, vamos explorar as opções de tratamento disponíveis e discutir como esse procedimento pode ajudar a alcançar a paternidade novamente.
Reversão de Vasectomia: Opções de Tratamento
Existem duas opções principais para a reversão de vasectomia: a vasovasostomia e a vasoepididimostomia. A vasovasostomia é o método mais comum e menos invasivo. Envolve a recanalização dos ductos deferentes, que foram previamente cortados durante a vasectomia. Recomenda-se essa técnica quando há um bom fluxo de espermatozoides após o procedimento inicial.
Por outro lado, recomenda-se a vasoepididimostomia quando há um bloqueio no ducto deferente, tornando a vasovasostomia inviável. Nesse caso, é necessário fazer uma conexão entre o ducto deferente e o epidídimo, permitindo que os espermatozoides passem por uma nova rota para chegar ao esperma.
Ambos os procedimentos ocorrem sob anestesia geral e requerem uma cirurgia de duas horas. A escolha entre as opções de tratamento dependerá da condição individual de cada paciente.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Benefícios da Reversão de Vasectomia
A reversão de vasectomia oferece a oportunidade de tratamento para a infertilidade masculina, permitindo que os homens possam ter filhos novamente. Muitos casais que desejam expandir suas famílias encontram na reversão de vasectomia uma alternativa viável em relação a outras opções, como a fertilização in vitro.
Além disso, a reversão de vasectomia pode ser uma escolha mais econômica a longo prazo, uma vez que evita os custos associados aos tratamentos de reprodução assistida.
No entanto, é importante ressaltar que o sucesso da reversão de vasectomia varia de acordo com diversos fatores, incluindo o tempo desde a realização da vasectomia, a idade do homem e a habilidade do cirurgião. Portanto, é fundamental que os casais discutam todas as opções disponíveis com um médico especialista antes de tomar uma decisão.
Infertilidade Masculina: Como Ela Fica após a Reversão de Vasectomia?
Após a reversão de vasectomia, pode levar algum tempo para que os espermatozoides reapareçam no esperma ejaculado. Em alguns casos, pode levar até um ano para que a contagem e a mobilidade dos espermatozoides voltem ao normal. Por isso, deve-se ter paciência e seguir as orientações médicas durante esse período.
É importante ressaltar que, embora a reversão da vasectomia possa aumentar significativamente as chances de concepção natural, não é garantia absoluta de sucesso. Outros fatores, como a qualidade dos espermatozoides e a fertilidade da parceira, podem afetar a fertilidade masculina. Portanto, é recomendável que o casal passe por uma avaliação completa da fertilidade antes de tomar qualquer decisão.
Cuidados após a Reversão de Vasectomia
Após a reversão de vasectomia, é crucial seguir as instruções médicas para garantir uma recuperação adequada. É normal sentir algum desconforto e inchaço na área operada nos primeiros dias ou semanas. Por isso, descanso adequado, uso de analgésicos e aplicação de gelo podem ajudar a aliviar os sintomas.
Recomenda-se, ainda, evitar atividades físicas intensas, como levantamento de peso, durante pelo menos duas semanas após o procedimento.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845


