Reversão de Vasectomia: Quais as Chances de Sucesso?

Casal decepcionado por não ter engravidado

A reversão de vasectomia é um procedimento que oferece a possibilidade de restaurar a fertilidade masculina após uma vasectomia anterior. Neste artigo, vamos explorar as chances de sucesso na reversão de vasectomia e os fatores que influenciam nesse resultado.

Fatores que Afetam as Chances de Sucesso 

As chances de sucesso na reversão de vasectomia podem variar de acordo com vários fatores. Alguns dos principais aspectos que podem influenciar o resultado são:

1. Tempo decorrido desde a vasectomia: geralmente, quanto menos tempo passou desde a vasectomia, maiores são as chances de sucesso na reversão. Após a vasectomia, o corpo continua a produzir espermatozoides, mas a qualidade e quantidade deles podem diminuir ao longo do tempo. Portanto, realizar a reversão após curtos períodos da vasectomia aumenta as chances de o paciente ter espermatozoides saudáveis e viáveis.

2. Técnica utilizada na reversão: existem diferentes técnicas para a reversão de vasectomia, como a vasovasostomia e a epididimovasostomia. A escolha da técnica depende das condições específicas do paciente, como a presença de espermatozoides no epidídimo. O urologista especializado irá determinar qual técnica é mais adequada para cada caso.

3. Qualidade dos espermatozoides: após a vasectomia, a qualidade dos espermatozoides pode sofrer algum prejuízo. Por isso, antes de realizar a reversão, é importante fazer um exame de esperma para avaliar a viabilidade e a qualidade dos espermatozoides. Quanto melhores forem esses resultados, maiores são as chances de sucesso na concepção.

4. Idade da parceira: a idade da parceira também pode influenciar as chances de sucesso na reversão de vasectomia. Mulheres mais jovens geralmente têm uma maior taxa de concepção em comparação com aquelas mais velhas. Portanto, considerar a idade da parceira é importante ao avaliar as chances de sucesso.

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

Taxas de Sucesso na Reversão de Vasectomia 

As taxas de sucesso na reversão de vasectomia podem variar de acordo com os fatores mencionados acima. Em geral, as taxas de sucesso podem chegar a 95%. No entanto, é importante lembrar que essas taxas são apenas uma estimativa e sempre dependem do caso individual.

As chances de sucesso são geralmente maiores nos primeiros anos após a vasectomia, quando ainda há uma boa reserva de espermatozoides. Assim, com o passar do tempo, as chances podem diminuir devido à diminuição da qualidade e quantidade dos espermatozoides.

É importante ressaltar que outros fatores, como a habilidade do cirurgião, a saúde reprodutiva do casal e possíveis problemas adicionais de fertilidade, também podem influenciar as taxas de sucesso na reversão de vasectomia.

Além disso, é fundamental entender que o sucesso na reversão de vasectomia não garante uma concepção imediata. Outros fatores, como a saúde geral do casal, a fertilidade da mulher e a sincronização dos ciclos reprodutivos, também desempenham um papel importante na obtenção da gravidez.

Portanto, recomenda-se que o casal discuta detalhadamente todas as suas expectativas e preocupações com um urologista especializado no assunto antes de optar pela reversão de vasectomia. O médico poderá fornecer informações mais precisas sobre as chances de sucesso com base no caso específico, além de orientar sobre opções adicionais de tratamento, se necessário.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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