A doença de Peyronie é uma condição que afeta a saúde sexual masculina, causando a curvatura anormal do pênis durante a ereção. Embora a causa exata da doença ainda não seja totalmente compreendida, existem alguns fatores de risco que podem aumentar as chances de desenvolver a condição. Neste artigo, vamos explorar os principais fatores de risco associados à doença de Peyronie.
Idade avançada como fator de risco
A idade é um fator de risco comum para a doença de Peyronie. A condição tende a se desenvolver principalmente em homens com mais de 40 anos, embora possa ocorrer em qualquer faixa etária. Isso porque, à medida que os homens envelhecem, os tecidos do pênis podem se tornar menos flexíveis e mais propensos a cicatrizes, aumentando o risco de curvatura peniana.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Trauma peniano
Lesões repetidas ou traumas no pênis podem ser um fator desencadeante da doença de Peyronie. Esses traumas podem resultar de atividades sexuais vigorosas, uso excessivo de dispositivos de tração ou outros eventos que causam impacto direto no pênis. O tecido cicatricial se forma, assim, como uma resposta à lesão, levando à curvatura do pênis durante a ereção.
Genética
A genética também desempenha um papel importante nos fatores de risco da doença de Peyronie. Estudos sugerem que a condição pode ser mais comum em famílias com histórico da doença, indicando uma predisposição genética. Certas variantes genéticas podem influenciar a resposta do organismo a lesões e inflamações, aumentando assim o risco de desenvolver a doença.
Doenças do tecido conjuntivo como fatores de risco
Pessoas com doenças do tecido conjuntivo, como a doença de Dupuytren (que causa espessamento do tecido da palma da mão) ou a síndrome de Ledderhose (que causa espessamento dos tecidos dos pés), têm maior probabilidade de desenvolver a doença de Peyronie. Essas doenças compartilham características semelhantes, incluindo a formação de tecido cicatricial, o que aumenta o risco de curvatura peniana.
Tabagismo
O tabagismo é considerado um fator de risco para a doença de Peyronie. Fumar pode prejudicar a circulação sanguínea, reduzir a elasticidade dos tecidos e aumentar, desse modo, a formação de placas fibrosas no pênis. Esses efeitos podem contribuir para o desenvolvimento da condição.
Condições médicas específicas como fatores de risco
Algumas condições médicas também podem aumentar o risco de desenvolver a doença de Peyronie. Diabetes, hipertensão arterial e doenças do tecido conjuntivo são exemplos de condições médicas que podem estar associadas a um maior risco de desenvolvimento da doença de Peyronie. Essas condições podem afetar a circulação sanguínea, a resposta inflamatória do corpo e a saúde geral dos tecidos, contribuindo para a formação de placas fibrosas no pênis.
Prevenção da doença de Peyronie
Embora nem todos os fatores de risco para a doença de Peyronie possam ser evitados, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco ou retardar a progressão da condição. Assim, aqui estão algumas dicas de prevenção:
1. Evite lesões no pênis: tome cuidado durante atividades sexuais ou ao usar dispositivos de tração peniana, evitando movimentos bruscos ou excessivamente vigorosos que possam causar trauma no pênis.
2. Mantenha um estilo de vida saudável: adote hábitos saudáveis, como não fumar, manter uma dieta equilibrada e praticar exercícios regularmente. Isso pode ajudar a melhorar a circulação sanguínea, fortalecer os tecidos e reduzir o risco de desenvolver a doença.
3. Gerencie condições médicas subjacentes: caso você tenha condições médicas como diabetes, hipertensão arterial ou doenças do tecido conjuntivo, é importante controlar essas condições com o auxílio de um profissional de saúde. Isso pode ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento da doença de Peyronie.
4. Consulte regularmente um médico: realize exames de rotina e consultas médicas regulares para monitorar sua saúde e detectar precocemente quaisquer alterações no pênis. Um diagnóstico precoce da doença de Peyronie pode permitir um tratamento mais eficaz.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845


