Você sabia que a varicocele é uma das principais causas de infertilidade masculina, afetando cerca de 15% dos homens? Esse problema, muitas vezes silencioso, pode estar minando a capacidade reprodutiva sem dar sinais óbvios. Por isso, entender o impacto da varicocele na fertilidade é essencial para aqueles que sonham em formar uma família. Neste blog, vamos desvendar como essa condição pode afetar a infertilidade masculina e quais passos podem ser dados para superá-la, confira!
Qual o impacto da varicocele na infertilidade masculina?
A varicocele é um problema de saúde que afeta muitos homens e tem um papel significativo na infertilidade masculina. Essencialmente, trata-se de uma dilatação das veias no cordão espermático, o que prejudica a temperatura e o ambiente ideal dos testículos para a produção de espermatozoides saudáveis. E essa questão não é rara; estima-se que cerca de 15% da população masculina sofra com varicocele em algum grau.
O impacto na infertilidade masculina pode ser direto. A varicocele pode levar a uma redução na qualidade e quantidade do esperma produzido. Isso acontece porque o aumento de temperatura nos testículos, causado pela má circulação sanguínea, afeta negativamente a espermatogênese – o processo de formação dos espermatozoides. Além disso, há evidências de que a varicocele pode causar danos ao DNA dos espermatozoides, tornando-os menos capazes de fertilizar um óvulo.
Além dos efeitos diretos sobre a produção de esperma, a varicocele também pode causar dor e desconforto, o que indiretamente pode afetar a saúde sexual e reprodutiva do homem. Mas há boas notícias: o tratamento para varicocele é bastante eficaz. Procedimentos como a embolização ou cirurgia podem melhorar significativamente tanto os sintomas quanto a qualidade do esperma. E isso abre portas para casais que enfrentam desafios para conceber, proporcionando esperança e possibilidades reais de aumentar a família.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Existe tratamento para a varicocele?
Sim, existe tratamento para a varicocele. Aliás, o tratamento mais comum é a cirurgia, conhecida como varicocelectomia. Esse procedimento visa a melhorar a infertilidade masculina ao reparar as veias afetadas. Além disso, existem técnicas menos invasivas, como correção microcirurgica e com Doppler transoperatorio, que é a mais eficaz na melhoria da qualidade do sêmen e, consequentemente, nas taxas de fertilidade.
Mas cada caso deve ser avaliado individualmente por um especialista em fertilidade masculina. Isso porque o impacto da varicocele na infertilidade varia de pessoa para pessoa. Algumas podem necessitar de intervenção cirúrgica, enquanto outras podem se beneficiar de mudanças no estilo de vida ou medicamentos. O importante é buscar orientação médica ao primeiro sinal de desconforto ou preocupação com a fertilidade.
Portanto, se você está lidando com dificuldades para conceber e suspeita de que a varicocele possa estar por trás desses obstáculos, busque por avaliação médica especializada. Não deixe que dúvidas ou incertezas posterguem o sonho da paternidade: entre em contato com o Instituto de Andrologia Curitiba.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845


