O consumo de álcool é uma prática comum em muitas culturas. Mas é importante compreender os efeitos que o álcool pode ter na saúde reprodutiva masculina. Neste artigo, vamos explorar como o consumo de álcool pode causar a infertilidade masculina, destacando os efeitos negativos do consumo excessivo de álcool na saúde reprodutiva masculina.
Redução da qualidade do esperma
Estudos mostram que o consumo excessivo de álcool pode afetar a qualidade do esperma. Isso porque o álcool pode interferir na produção de esperma, reduzir a contagem de espermatozoides, comprometer a motilidade e aumentar a quantidade de espermatozoides com anormalidades morfológicas, diminuindo as chances de fertilização.
O álcool pode afetar negativamente os níveis hormonais no organismo masculino. O consumo excessivo de álcool pode levar a uma redução nos níveis de testosterona, um hormônio essencial para a produção adequada de esperma. Baixos níveis de testosterona podem resultar em problemas de fertilidade e diminuição da libido.
O consumo excessivo de álcool está relacionado ao aumento do risco de disfunção erétil (impotência). O álcool afeta a circulação sanguínea, prejudicando a capacidade de obter e manter uma ereção. Além disso, o consumo crônico de álcool pode levar a danos nos nervos responsáveis pela resposta erétil.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Infertilidade masculina e álcool: influência negativa nos tratamentos de fertilidade
O consumo excessivo de álcool também pode afetar negativamente os resultados dos tratamentos de fertilidade. Estudos mostram que homens que consomem álcool em excesso apresentam taxas de sucesso reduzidas em técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).
Além disso, o abuso de álcool pode causar infertilidade masculina. Por isso, para melhorar a fertilidade, é fundamental adotar um consumo responsável de álcool ou, se possível, evitar completamente o consumo. Consultar um médico especializado em saúde reprodutiva masculina pode fornecer orientações personalizadas e apoio para aqueles que desejam tratar sua infertilidade. Adotar um estilo de vida saudável, incluindo a moderação no consumo de álcool, pode ser um passo importante para aumentar as chances de concepção. Além de reduzir ou evitar o consumo de álcool, adote um estilo de vida saudável, que inclua uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividades físicas e o controle do estresse.
Por fim, é importante ressaltar que cada pessoa é única, e um médico especializado pode realizar uma avaliação abrangente. Considerando o histórico médico e os hábitos individuais, ele pode fornecer recomendações personalizadas no tratamento da infertilidade masculina. Além disso, em alguns casos, pode ser necessário o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, incluindo nutricionista e psicólogo, para auxiliar no processo de mudança de hábitos.
Em suma, reduzir ou evitar o consumo de álcool, adotar um estilo de vida saudável e buscar orientação médica especializada são medidas importantes para melhorar a fertilidade masculina e aumentar as chances de concepção.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845


