Uso de testosterona – Quando e como?

testosterona

Por que usar testosterona?

Quando o homem atinge determinada idade, o sistema reprodutor começa a sofrer algumas deficiências na produção de hormônios, especialmente de testosterona, responsável por boa parte da formação de características masculinas. Nesses casos, é indicado ao paciente a reposição hormonal, para recuperar as funções que o hormônio proporciona ao corpo.

A reposição hormonal ainda é considerada um assunto delicado entre os homens, visto que a maioria deles hesitam em admitir os problemas relacionados ao vigor físico e falta de desempenho sexual, essa situação pode interferir drasticamente a saúde mental de quem está sofrendo coma queda na produção de testosterona. Por isso é importante que o paciente recorra a um urologista para tratar a situação caso os sintomas se agravem.

Quando se é recomendada o uso?

A reposição hormonal da testosterona é recomendada quando os níveis do hormônio no homem estão abaixo de 230 ng/dL, no geral, nessa situação ele apresenta sintomas de hipogonadismo, condição em que as gônadas não estão sendo capazes de produzir quantidades adequadas de hormônio.

Os sintomas de hipogonadismo são:

  • Diminuição da libido;
  • Dificuldade de ereção;
  • Insônia;
  • Irritação;
  • Queda de cabelos e outros pelo;
  • Ganho de peso;
  • Perda de massa muscular;
  • Capacidades intelectuais e cognitivas comprometidas.

Por isso, pode-se afirmar que a testosterona é importante para o corpo de modo geral e não só para o sistema reprodutor masculino. Portanto, o estilo de vida de cada homem pode interferir também em sua produção de testosterona. Por exemplo, caso tenha uma vida mais sedentária, a produção do hormônio será menor. Ademais, doenças crônicas como diabetes, hipertensão ou a obesidade potencializam a queda do hormônio.

O diagnóstico de baixa produção de testosterona é feito através de exame de sangue, no qual é avaliado a dosagem de total do hormônio. A partir desse exame , o urologista pode solicitar mais exames de sangue para avaliar a saúde geral do paciente. É natural que os homens que estão na faixa de 40 a 70 anos apresentem um percentual de em média 1,2% de perda de testosterona ao ano. Por isso é normal também os homens nessa faixa etária sentirem mais os sintomas dessa deficiência.

Mas há também aqueles paciente para quem a reposição hormonal não é indicada. Entre esses, os que têm histórico de câncer de próstata na família ou suspeita da doença e também aqueles que possuem insuficiência cardíaca ou apneia do sono.

Formas de administrar

A reposição do hormônio tem como objetivo restabelecer os níveis normais da testosterona e, como resultado, diminuir os sintomas relacionados ao hipogonadismo. Uma forma natural de estimular a produção do hormônio é adotando um estilo de vida mais saudável. Ingerindo alimentos com as vitaminas e nutrientes necessários e praticando de exercícios físicos que serão determinantes para o Tratamento de Reposição da Testosterona (TRT).

Ademais, há outros dois meios de repor a testosterona, com uso de medicamentos, sendo esses a técnica injetável e transdérmica. Há também os implantes de cápsulas de testosterona que podem ser prescritos. Todas essas são opções que devem ser indicadas por um médico.

A técnica transdérmica pode ser utilizada diariamente e consiste em um gel de testosterona que é aplicado sobre a pele. A dose recomendada é de 5g de gel (ou seja, 50mg de testosterona), aplicada no mesmo horário. Essa dosagem costuma ser ajustada pelo médico com o decorrer do tratamento. O gel deve ser aplicado sobre a pele limpa e seca, na região dos ombros, ou braços ou abdômen. E deve ser aplicado imediatamente depois que o envelope for aberto. É necessário deixar secar por pelo menos 3 ou 5 minutos.

Já injeção intramuscular pode ser feita em intervalos mais longos, dependendo das condições do paciente. Cada dose normalmente é administrada a cada 3 ou 4 semanas, variando de paciente para paciente, e como o organismo dele responde a essa injeção. A droga é administrada pelo urologista responsável pela sua terapia e acompanhamento.

Os benefícios da Terapia de Reposição Hormonal

Os benefícios da Terapia de Reposição de Testosterona (TRT) são inúmeros. Entre eles está a melhora da massa muscular e da densidade óssea, perda de peso (especialmente aquele adquirido na região da cintura), qualidade de vida melhor, de modo geral,melhora no humor e qualidade do sono e também da função erétil.

A melhora dos níveis glicêmicos e da hemoglobina glicada, que são variáveis relacionada ao diabetes, sem contar os níveis de colesterol e pressão arterial mais estáveis, são outros benefícios.

Por isso, não se contente a sofrer com sintomas sem procurar ajuda. Atente-se aos sinais, faça uma autoanálise, e logo em seguida, não hesite em agendar uma avaliação com um urologista de sua confiança para dar início ao tratamento.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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