Muitos casais que já ouviram falar da prótese peniana como tratamento para a disfunção erétil se perguntam se de fato ela trará resultados satisfatórios. Ou ainda, quais serão as mudanças na rotina sexual após o implante? Por isso, neste artigo, trataremos das diferenças e adaptações necessárias a cada tipo de implante. Como fica a vida sexual após a prótese peniana?
Para entendermos isso, falaremos brevemente dos dois tipos de prótese peniana disponíveis no mercado: a prótese maleável (ou semirrígida) e a prótese inflável. Ambas resolvem definitivamente os problemas de ereção, no entanto, fazem isso de modo distinto. A prótese maleável deixa o pênis em estado de permanente ereção. Mas não se assuste! Não estamos falando de uma rigidez extrema, o que seria desconfortável e potencialmente constrangedor.
Trata-se, na verdade, de uma semirrigidez, e por isso o segundo nome dessa prótese. Já a prótese inflável permite o retorno do pênis ao estado de flacidez. Por essa diferença entre elas, conseguimos entrever como será o dia a dia do paciente e do casal.
Vida sexual após a prótese maleável
O nome “maleável” também não é sem razão, pois essa prótese consiste em uma liga metálica revestida de silicone. Essa liga funciona como uma ”memória” para o pênis. Ela permite que o paciente posicione o órgão de modo cômodo e discreto sob a roupa, e ele fica firme naquela posição. Então, quando desejar ter uma relação sexual, basta que o homem direcione o pênis manualmente para a posição apta à penetração.
O estímulo sexual permanecerá o mesmo, levando o homem ao orgasmo e à ejaculação. Nem a sensibilidade peniana nem o processo ejaculatório serão afetados de nenhum modo pela prótese. Além disso, se o homem ainda for fértil, sua capacidade de gerar filhos não sofrerá nenhuma influência do implante.
Cabe dizer que essa prótese é mais indicada para homens com menos destreza manual. Pacientes idosos, por exemplo, ou que sofram com doenças como reumatismo poderão fazer uso da prótese maleável sem muitas dificuldades.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
E quanto à prótese inflável?
Esse modelo de prótese também causa mudanças na vida do paciente, mas de modos distintos da prótese maleável. A prótese inflável tem 3 partes: cilindros de silicone, implantados nos corpos cavernosos do pênis; um reservatório de soro fisiológico, implantando atrás do osso púbico, ao lado da bexiga; e uma bomba de acionamento, implantada sob a bolsa escrotal. Mas é importante frisar que nenhuma dessas partes da prótese fica visível no paciente.
Quando deseja obter uma ereção, o paciente deve acionar o dispositivo, que fará com que o soro fisiológico se desloque do reservatório até os cilindros. Ao se encherem de soro, esses cilindros se inflam, promovendo a ereção. Ao final da relação sexual, o homem pode acionar novamente o dispositivo, que fará o soro retornar ao reservatório e o pênis assumirá novamente o estado de flacidez. Por isso, essa prótese interfere menos no dia a dia do homem. Saiba mais sobre próteses penianas.
Quanto ao prazer sexual, o paciente também não sofre nenhuma interferência. A taxa de satisfação com a prótese inflável é de 95-98% e com a prótese semirrígida de 89-91%. A vida sexual após a prótese passa por uma renovação, e tanto o paciente quanto a sua parceira são beneficiados com esse sucesso.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845



