Reversão da vasectomia: 7 coisas que você precisa saber

reversão da vasectomia

A reversão da vasectomia é possível e garante altas taxas de sucesso para os pacientes. Hoje, quero lhe mostrar 7 coisas que você precisa saber sobre a reversão da vasectomia.

1- Quem pode fazer a reversão da vasectomia?

Todos os homens que, no passado, fizeram a cirurgia de vasectomia. Da mesma forma, aqueles que possuem algum tipo de obstrução nos ductos deferentes, que podem acontecer em decorrência de diversas situações, como por exemplo, infecções na bolsa escrotal.

Dr. Tiago

Mierzwa

– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru

– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia

– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual

– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

2 – Quais as taxas de sucesso da reversão da vasectomia?

Falamos tanto nas altas taxas de sucesso, mas para que você compreenda, segue uma tabela abaixo:

  • em até três anos da vasectomia, a taxa de sucesso da reversão é de 97%;
  • entre três e oito anos da vasectomia, a taxa de sucesso da reversão é de 88%;
  • de nove a 14 anos entre a vasectomia e reversão, a taxa de sucesso é de 79%;
  • para 15 anos ou mais, a taxa de sucesso é de 71%.

Estes dados estão de acordo com o Portal da Urologia.

3 – Qual a preparação necessária para a reversão?

Por mais que este procedimento seja de pequeno porte, são necessários alguns exames pré-operatórios. Nestes exames, são avaliados os níveis hormonais, ou seja, os hormônios que controlam o funcionamento dos testículos (testosterona, LH e FSH). Além disso, é necessário que a esposa também faça uma avaliação quanto a sua fertilidade.

Não há necessidade de preparos intestinais para este procedimento. Contudo, é necessário que o paciente faça jejum de seis a oito horas antes da cirurgia. Faz-se a raspagem dos pelos na região da cirurgia momentos antes do procedimento.

4 – Tipos de anestesia

É utilizada anestesia local para a realização da cirurgia. Entretanto, para que o paciente fique mais confortável durante o procedimento, também utiliza-se a sedação ou anestesia geral superficial. A anestesia local mantém seu efeito por, aproximadamente, seis horas após a cirurgia.

5 – Como são as incisões?

São realizadas incisões em cada lado da bolsa escrotal e seu comprimento varia entre quatro e seis centímetros. Mas, se as extremidades dos ductos deferentes estiverem muito afastadas, será necessário ampliar o corte.

6 – Como é feita a ligação dos ductos?

A reconexão dos ductos deferentes é feita com seis a nove fios, os pontos são distribuídos de forma simétrica. Além disso, antes de completar a reconexão dos ductos, o urologista se certifica de que haja espermatozoides vivos na extremidade que se liga aos testículos.

7 – Como é a recuperação da cirurgia?

O paciente recebe alta no dia seguinte ao da cirurgia. Assim, deve-se evitar a prática esportiva intensa e a ejaculação de quatro a seis semanas. A partir da terceira semana após a cirurgia, o paciente é liberado para dirigir. Anti-inflamatórios, analgésicos e antibióticos auxiliarão no período de sete a dez dias após a reversão. Além disso, o paciente deve usar o suspensório escrotal por pelo menos três semanas. Dessa forma, diminuirá a pressão exercida pelo peso dos testículos sobre a região operada.

Por fim, é importante destacar que os homens não sofrem nenhuma alteração no seu desempenho sexual após a reversão de vasectomia. Caso você ainda tenha ficado com dúvidas, leia mais sobre este assunto aqui no site ou entre em contato com seu urologista.

Autor

  • Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.

    Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.

    Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.

    Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.

    É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.

    Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

    CRM-PR 32299 | RQE 24845

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