A doença de Peyronie costuma ser associada a homens acima dos 50 anos. Entretanto, a Peyronie precoce e curvatura peniana em homens abaixo dos 40 anos representa uma parcela significativa dos casos que merece atenção especial. Quando a curvatura peniana surge de forma súbita, além disso acompanhada de dor, placas palpáveis ou dificuldade durante a relação sexual, ela não deve ser considerada “normal” ou ignorada.
Neste artigo, você vai entender como identificar os sinais de Peyronie precoce em homens jovens. Além disso, vamos explicar por que a curvatura peniana em homens abaixo dos 40 anos pode se desenvolver e, finalmente, quando procurar avaliação urológica especializada.
O que é a doença de Peyronie?
A doença de Peyronie é uma condição que forma placas fibrosas nos corpos cavernosos do pênis — estruturas responsáveis pela ereção. Dessa forma, essas placas provocam:
- Curvatura peniana adquirida (que não existia antes)
- Dor durante a ereção, principalmente na fase inicial da doença
- Deformidades como estreitamento, encurtamento ou aspecto de “ampulheta”
- Dificuldade ou impossibilidade de penetração vaginal
Diferentemente de uma curvatura congênita (presente desde sempre), portanto, a Peyronie representa uma alteração progressiva. Consequentemente, ela pode comprometer não só a anatomia, mas também a função sexual e a qualidade de vida.
Peyronie em homens jovens: o que a ciência mostra
Embora seja menos comum, a Peyronie precoce e curvatura peniana em homens abaixo dos 40 anos merecem investigação cuidadosa. Assim, um estudo publicado no PubMed avaliou as características clínicas e o desfecho de pacientes jovens com Peyronie. Em síntese, os achados mostraram que:
- A apresentação clínica nesses pacientes pode ser diferente da observada em homens mais velhos
- Além disso, a dor tende a ser mais intensa na fase aguda
- Da mesma forma, a progressão da curvatura pode ser mais agressiva em alguns casos
- Por fim, o impacto psicológico e sexual é frequentemente maior, dado o contexto de vida ativa desses pacientes
Essa evidência reforça, portanto, que Peyronie precoce não deve ser tratada como uma “variação normal” — especialmente quando há sintomas associados.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Sinais de alerta: quando a curvatura não é benigna
Uma curvatura discreta e estável desde a adolescência geralmente não representa doença de Peyronie. Porém, você deve procurar avaliação urológica se notar:
- Curvatura que apareceu recentemente (meses ou poucos anos)
- Dor durante a ereção ou ao toque no pênis
- Presença de nódulo ou placa endurecida palpável na haste peniana
- Piora progressiva da curvatura
- Dificuldade ou impossibilidade de penetração
- Encurtamento peniano perceptível
- Alteração na rigidez da ereção (disfunção erétil associada)
Esses sinais indicam, portanto, que o quadro não é apenas anatômico. Ao contrário, ele pode estar comprometendo função e bem-estar. Nesse sentido, entender quais são os sintomas da doença de Peyronie é fundamental para buscar ajuda no momento adequado.
Por que homens abaixo dos 40 anos podem desenvolver Peyronie precoce?
As causas exatas da doença de Peyronie ainda não são completamente compreendidas. No entanto, alguns fatores podem estar envolvidos em casos precoces:
Microtraumas repetidos durante a atividade sexual
Traumas leves e repetidos podem desencadear uma resposta inflamatória crônica. Consequentemente, o organismo desenvolve fibrose nos corpos cavernosos.
Predisposição genética
Alguns pacientes apresentam histórico familiar de Peyronie. Além disso, podem ter outras condições fibróticas (como contratura de Dupuytren).
Condições autoimunes ou inflamatórias
Embora menos comum em jovens, alterações na resposta imunológica podem contribuir para o desenvolvimento da placa. Dessa maneira, processos inflamatórios crônicos favorecem a fibrose.
Fatores vasculares e metabólicos
Diabetes, dislipidemia ou tabagismo podem acelerar processos degenerativos. Ou seja, isso ocorre mesmo em pacientes mais jovens.
A identificação precoce permite, portanto, intervenção em uma fase potencialmente mais responsiva ao tratamento. Para entender melhor todos os fatores de risco, veja o que pode causar a doença de Peyronie.
O impacto da Peyronie precoce na vida sexual e emocional
Para homens jovens, o diagnóstico de Peyronie pode gerar impacto emocional significativo. Assim, a condição afeta não apenas a mecânica da relação sexual, mas também:
- Autoestima e autoimagem corporal
- Confiança durante a intimidade
- Relacionamentos afetivos
- Saúde mental (ansiedade, depressão)
Por isso, o acompanhamento urológico deve ser integrado. Dessa forma, ele considera não só a correção anatômica, mas também o suporte psicológico quando necessário. Além disso, ignorar os sintomas pode levar a complicações — saiba mais sobre quais os riscos de não tratar a doença de Peyronie.
Como é feito o diagnóstico de Peyronie em pacientes jovens?
O diagnóstico é essencialmente clínico. Portanto, o médico se baseia em:
- História detalhada: início dos sintomas, presença de dor, grau de curvatura, impacto funcional
- Exame físico: o urologista palpa as placas fibrosas durante a consulta
- Avaliação da curvatura: o profissional pode solicitar registro fotográfico em ereção (autorreferido) ou induzir farmacologicamente a ereção em consultório
- Ultrassom peniano com Doppler: auxilia na caracterização da placa e avaliação vascular
Exames complementares ajudam, assim, a definir extensão, localização e planejamento terapêutico. Em alguns casos, o médico também pode identificar fibrose peniana associada, que requer abordagem específica.
Opções de tratamento: o que esperar?
O tratamento da doença de Peyronie depende da fase da doença (aguda ou crônica). Além disso, o especialista leva em conta a gravidade dos sintomas.
Fase aguda (primeiros 12–18 meses)
Nesta fase, o foco é estabilizar o quadro e reduzir inflamação. Dessa forma, o médico pode utilizar:
- Medicações orais específicas
- Terapias tópicas ou intralesionais
- Dispositivos de tração peniana (em casos selecionados)
Muitos pacientes se perguntam se é possível corrigir a curvatura peniana sem cirurgia — a resposta depende do grau de curvatura e da fase da doença.
Fase crônica (após estabilização)
Quando a curvatura está estável mas compromete função, o urologista pode indicar:
- Injeções intralesionais (como colagenase)
- Cirurgia corretiva: em casos graves, com técnicas de plicatura, enxerto ou associação com implante de prótese peniana
Para casos que necessitam intervenção cirúrgica, é importante entender se a cirurgia de Peyronie resolve totalmente a curvatura e quais são as expectativas realistas de resultado.
Quanto mais precoce o diagnóstico, portanto, maiores as chances de controle com medidas conservadoras.
Quando procurar um urologista especializado?
Se você é um homem jovem e percebeu mudanças recentes na anatomia ou função do pênis, não espere a progressão da doença. Assim, a avaliação urológica permite:
- Diagnóstico preciso e diferenciação de outras condições
- Planejamento terapêutico individualizado
- Intervenção precoce, com melhores resultados funcionais
- Acompanhamento contínuo e suporte multidisciplinar
A Peyronie em homens jovens não é “normal” — e, felizmente, pode receber tratamento adequado. Embora não exista garantia absoluta de prevenção, entender se é possível evitar a doença de Peyronie pode ajudar na adoção de medidas protetivas.
Recupere sua confiança e qualidade de vida
Dr. Tiago César Mierzwa é urologista e andrologista referência em Curitiba no tratamento da disfunção erétil, doença de Peyronie e implante de prótese peniana. Com abordagem moderna e personalizada, o Dr. Tiago atua com foco na reabilitação funcional. Além disso, prioriza a recuperação da saúde sexual masculina.
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Referência científica:
Peyronie’s disease in men under age 40: characteristics and outcome. PubMed/NIH. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov


