Disfunção sexual masculina: Conheça três principais causas

disfunção sexual

A disfunção sexual em homens pode estar ligada a um ou a mais fatores, entre eles a diminuição da libido, disfunção erétil e disfunção ejaculatória (incluindo ejaculação precoce em homens com idades entre 18 e 59 anos). A principal causa que gera muito angústia no sexo masculino é a incapacidade de atingir e/ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória, afetando até um terço da população adulta do sexo masculino.

Essa condição é comum em homens com doenças sistêmicas, como hipertensão, doença isquêmica do coração e diabetes mellitus, e sua prevalência aumenta com a idade. Embora a disfunção sexual seja mais comum em homens mais velhos, ela também afeta homens mais jovens (com idades entre 18 e 25 anos). Por isso, sempre é importante relatar ao médico algum problema dessa ordem para que o tratamento mais adequado seja realizado.

Tipos de abordagens

Existem inúmeros tratamento para essa condição, incluindo procedimento cirúrgico e outros até não farmacológicos. É muito importante falar sobre este último, pois eles podem resolver a grande maioria dos casos sem a necessidade de uma intervenção maior.

A terapia de homens com disfunção sexual visa melhorar a libido e abordar as duas funções sexuais vitais como a capacidade de adquirir e manter ereções penianas e o tratamento da ejaculação precoce. O tratamento ideal varia, dependendo dos fatores que desencadearam as queixas relatadas.

As principais causas dessa condição são:

Vascular:

Doença cardiovascular, hipertensão, diabetes mellitus, hiperlipidemia, tabagismo, cirurgia de grande porte (prostatectomia radical) ou radioterapia (pelve ou retroperitônio);

Neurológica:

Medula espinhal e lesões cerebrais, doença de Parkinson, doença de Alzheimer, esclerose múltipla, acidente vascular cerebral, cirurgia de grande porte (prostatectomia radical) ou radioterapia da próstata, fatores penianos locais (cavernosos) Doença de Peyronie, fibrose cavernosa, hipogonadismo, hiperprolactinemia, hiper e hipotireoidismo, hiper e hipocortisolismo;

Induzido por medicamentos:

Anti-hipertensivos, antidepressivos, antipsicóticos, antiandrógenos, drogas recreativas, álcool, psicogênico, ansiedade relacionada ao desempenho, experiências traumáticas anteriores, problemas de relacionamento, ansiedade, depressão, estresse.

Libido reduzida

A prevalência de libido reduzida é estimada em 5 a 10% nos homens e aumenta com a idade. Ela é, frequentemente, acompanha outros tipos de disfunção sexual. Homens com disfunção erétil podem apresentar perda da libido como consequência secundária dessa primeira condição.

Isso geralmente é verificado a partir de uma história sexual detalhada, incluindo o início dos sintomas do transtorno. A baixa libido costuma ser secundária a medicamentos, depressão, doença sistêmica ou deficiência de testosterona, mas também pode ser causada por causas psicogênicas. A maioria dessas condições é potencialmente tratável.

As causas mais comuns de diminuição da libido e seu tratamento incluem:

●Psicológico, que é tratado com psicoterapia formal ou informal;

●Baixa testosterona, o hormônio mais comum associado à baixa libido, é tratada com terapia de reposição de testosterona. Outros hormônios que devem ser avaliados em homens com libido baixa incluem prolactina sérica, TSH e estradiol;

●Medicamentos, mais comumente inibidores seletivos da recaptação da serotonina;

●A disfunção sexual é comum em homens que usam opioides cronicamente. Esses indivíduos geralmente têm níveis baixos de testosterona;

●Interações de parceiros.

Uma pequena, mas significativa porcentagem de homens que usam medicamentos para tratar a hiperplasia prostática benigna ou calvície de padrão masculino pode apresentar uma diminuição na libido, disfunção erétil e/ou disfunção ejaculatória. Dependendo do diagnóstico, pode ser possível interromper o uso do medicamento para ver se isso melhora a libido do homem;

O alcoolismo também é conhecido por reduzir a libido. Estudos demonstraram que a ingestão de 40 gramas de álcool por dia (aproximadamente três drinques) pode levar à diminuição da produção de testosterona. A conscientização do paciente sobre essa associação pode ajudar a reduzir ou interromper o consumo excessivo de álcool, podendo ser necessário, também, um aconselhamento profissional.

Transtornos Ejaculatórios

Os distúrbios ejaculatórios são um grupo heterogêneo de distúrbios que incluem a ejaculação precoce, retardada e retrógrada, além da anorgasmia.

Ejaculação precoce

●Ejaculação que sempre ou quase sempre ocorre antes ou dentro de aproximadamente um minuto da penetração vaginal, seja presente desde a primeira experiência sexual ou após uma nova mudança incômoda na latência ejaculatória;

●A incapacidade de retardar a ejaculação em todas ou quase todas as penetrações vaginais; e

●Consequências pessoais negativas, como angústia, aborrecimento, frustração e/ou evitar a intimidade sexual.

Aproximadamente 30% dos homens com EP têm disfunção erétil concomitante, que normalmente resulta em ejaculação precoce sem ereção completa.

Outros distúrbios da função ejaculatória incluem um espectro de distúrbios em homens variando de ejaculação retrógrada a ejaculação retardada a uma incapacidade completa de ejacular (anejaculação) e anorgasmia. Vários fatores etiológicos foram identificados, incluindo fatores orgânicos e psicogênicos.

Qualquer doença médica, medicamento ou procedimento cirúrgico que interfira com o controle central (incluindo espinhal ou supraespinhal) da ejaculação ou a inervação autonômica para o trato seminal, incluindo a inervação simpática para as vesículas seminais, a uretra prostática e o colo da bexiga, ou a inervação sensorial para as estruturas anatômicas envolvidas no processo de ejaculação pode resultar em ejaculação retardada, anejaculação e anorgasmia.

Se você está tendo alguma dessas queixas, procure ajuda médica.

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