A dermolipectomia púbica é uma cirurgia estética que remove o excesso de pele e gordura da região do púbis, também conhecida como monte de Vênus. Indica-se esse procedimento para pessoas que passaram por grandes perdas de peso, como após cirurgias bariátricas, ou que apresentam flacidez nessa área devido ao envelhecimento. Além de melhorar a estética, a dermolipectomia púbica pode trazer mais conforto e aumentar a autoestima dos pacientes, já que o excesso de pele nessa região pode causar desconforto ao vestir roupas justas ou durante atividades físicas.
A recuperação desse tipo de cirurgia costuma ser relativamente rápida, com os pacientes voltando às suas atividades normais em cerca de duas semanas. Entretanto, é indispensável seguir as orientações médicas no pós-operatório para garantir uma cicatrização saudável e evitar complicações. Pode-se realizar a dermolipectomia púbica isoladamente ou em conjunto com outros procedimentos, como a abdominoplastia, dependendo das necessidades individuais de cada paciente. Isso faz com que a cirurgia seja altamente personalizada, permitindo que o cirurgião ajuste a técnica de acordo com as condições anatômicas de cada pessoa.
Quem pode fazer a dermolipectomia púbica?
Indica-se a dermolipectomia púbica para pessoas que têm excesso de pele e gordura na região púbica, principalmente após perda substancial de peso. Esse excesso pode causar desconforto físico e psicológico, afetando a autoestima e o bem-estar. Além disso, o acúmulo de gordura na área pode dificultar a higiene e até contribuir para infecções locais, como dermatites. Para ser considerado um candidato ideal para a dermolipectomia púbica, é importantíssimo que o paciente tenha um peso estável e esteja em boas condições de saúde geral.
Outra recomendação é que o paciente não esteja fumando, já que o cigarro pode interferir na cicatrização, aumentando os riscos de complicações pós-operatórias. Durante a consulta inicial, o cirurgião avalia se a dermolipectomia púbica é o procedimento mais indicado e esclarece todas as dúvidas sobre o processo cirúrgico, tempo de recuperação e possíveis resultados. Afinal, essa avaliação médica é essencial para garantir que o paciente tenha expectativas realistas em relação aos benefícios da cirurgia.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Como é feita a dermolipectomia púbica?
Realiza-se a dermolipectomia com o paciente sob anestesia, geralmente local com sedação ou geral, dependendo da extensão do procedimento. O cirurgião faz uma incisão na região inferior do abdômen, próximo à área púbica, removendo o excesso de pele e tecido adiposo. Em alguns casos, também pode ser necessário ajustar a posição do monte de Vênus para garantir um contorno corporal mais harmonioso.
Após a retirada do excesso de pele, o cirurgião reposiciona os tecidos restantes, proporcionando uma aparência mais firme e definida à região. A incisão é então suturada cuidadosamente para minimizar cicatrizes visíveis. O tempo total da cirurgia varia, mas geralmente dura entre uma e duas horas. Além disso, é importante destacar que o resultado final só será plenamente visível após a completa cicatrização, que pode levar de três a seis meses. No entanto, os pacientes costumam notar melhorias significativas já nas primeiras semanas após a cirurgia.
Cuidados pós-operatórios
O pós-operatório da dermolipectomia púbica exige atenção especial para garantir bons resultados. Nos primeiros dias após a cirurgia, é comum que o paciente sinta algum inchaço e desconforto na região tratada, mas medicamentos prescritos pelo cirurgião podem auxiliar no controle desses efeitos. Assim, indica-se também o uso de uma malha de compressão, ajudando a reduzir o inchaço e a manter o contorno adequado.
Além disso, é essencial evitar esforços físicos intensos nas primeiras semanas e seguir uma dieta balanceada para otimizar a recuperação. Manter uma boa hidratação também contribui para o processo de cicatrização. Por fim, o acompanhamento médico regular nas semanas seguintes à cirurgia é indispensável para monitorar a evolução e identificar possíveis complicações precocemente. Com os cuidados apropriados, os resultados podem ser duradouros, proporcionando mais conforto e satisfação com a aparência.
Então, se você está considerando a dermolipectomia púbica, agende uma consulta no Instituto de Andrologia Curitiba – Dr. Tiago Mierzwa para avaliar se esse procedimento é ideal para suas necessidades e garantir um resultado seguro e satisfatório.
Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845



