Se você é diabético e sofre com disfunção erétil grave que não responde mais aos tratamentos convencionais, provavelmente já ouviu de alguém que “diabético não pode fazer cirurgia de prótese peniana” ou que “o risco é muito alto”. Talvez até tenha sentido aquela sensação de frustração ao pensar que a solução definitiva para o seu problema está fora de alcance por causa do diabetes. Contudo, essa crença está completamente desatualizada e não reflete a medicina moderna.
Atualmente, diabéticos não apenas podem fazer o implante, como frequentemente apresentam excelentes resultados. Neste artigo, vamos esclarecer os mitos e mostrar por que você é um candidato ideal para recuperar sua vida sexual.
Neste artigo completo, vamos esclarecer os mitos sobre prótese peniana em diabéticos, explicar como funciona a cicatrização nesses casos e mostrar por que você, mesmo tendo diabetes, pode ser um candidato ideal para recuperar sua vida sexual de forma definitiva.
Por que diabéticos desenvolvem disfunção erétil grave?
Primeiramente, é importante entender que o diabetes afeta a ereção através de causas fisiológicas bem estabelecidas. De fato, a doença impacta o organismo de várias formas:
Comprometimento vascular: O excesso de glicose no sangue ao longo dos anos danifica as pequenas artérias que levam sangue ao pênis. Quando essas artérias ficam endurecidas e estreitadas, o fluxo sanguíneo necessário para uma ereção firme fica comprometido. É como tentar encher um balão através de um canudo entupido.
Lesão nos nervos (neuropatia diabética): O diabetes também pode causar danos aos nervos periféricos, incluindo aqueles responsáveis por transmitir os sinais que desencadeiam a ereção. Sem esses sinais nervosos adequados, mesmo que o fluxo sanguíneo esteja razoável, a ereção não acontece de forma eficiente.
Alterações hormonais: Homens diabéticos frequentemente apresentam níveis reduzidos de testosterona, o que contribui adicionalmente para a perda de libido e dificuldade de ereção.
Disfunção endotelial: As células que revestem os vasos sanguíneos (endotélio) ficam comprometidas pelo diabetes, prejudicando a produção de óxido nítrico, substância fundamental para o relaxamento dos vasos e enchimento dos corpos cavernosos do pênis.
Como resultado, muitos homens deixam de responder a tratamentos orais como Viagra ou Cialis. Ainda assim, é exatamente nesse momento que surge uma solução definitiva: a prótese peniana.
O mito do “alto risco” cirúrgico
Existe uma crença enraizada de que diabéticos são candidatos ruins para cirurgia. Anteriormente, quando as técnicas eram menos refinadas, o risco de complicações era maior. No entanto, a medicina evoluiu significativamente.
Hoje em dia, sabemos que pacientes bem preparados apresentam taxas de sucesso comparáveis às de não diabéticos. Portanto, o diabetes controlado não é um impedimento, mas sim uma condição que exige cuidado especializado.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Como funciona a cicatrização em diabéticos: o que a ciência mostra
A preocupação central é sempre a cicatrização. Embora o diabetes possa afetar esse processo, isso não significa que o paciente terá complicações. A saber, tudo depende do controle glicêmico. Quando a hemoglobina glicada (HbA1c) está em níveis aceitáveis, a cicatrização ocorre de forma similar à de qualquer pessoa.
O que realmente acontece com a cicatrização no diabetes?
O diabetes mal controlado pode interferir na cicatrização através de alguns mecanismos:
Resposta inflamatória alterada: O excesso crônico de glicose pode prejudicar a função das células de defesa (leucócitos), tornando o organismo menos eficiente em combater possíveis infecções.
Menor formação de novos vasos sanguíneos: A neovascularização, que é essencial para levar nutrientes e oxigênio à área em cicatrização, pode estar comprometida.
Produção inadequada de colágeno: O colágeno é a principal proteína estrutural que forma a cicatriz. No diabetes descompensado, sua síntese pode ser menos eficiente.
Circulação periférica reduzida: Como mencionado anteriormente, o diabetes afeta os vasos sanguíneos, o que pode reduzir o aporte de sangue necessário para uma boa cicatrização.
Mas aqui está o ponto crucial que muitos não entendem:
Todos esses problemas estão diretamente relacionados ao controle glicêmico inadequado. Quando o diabetes está bem controlado, com níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) dentro de metas aceitáveis, o processo de cicatrização ocorre de forma muito semelhante ao de não diabéticos.
Além disso, o que dizem os estudos científicos sobre prótese peniana em diabéticos?
Pesquisas publicadas em revistas médicas especializadas mostram resultados animadores:
Um estudo amplo analisando centenas de implantes de prótese peniana em diabéticos demonstrou que, quando os pacientes são adequadamente preparados no pré-operatório (com controle glicêmico otimizado), as taxas de complicação são similares às da população geral.
Outro estudo comparativo mostrou que diabéticos com HbA1c abaixo de 8% no momento da cirurgia apresentaram taxas de infecção pós-operatória inferiores a 3%, um índice extremamente baixo e comparável ao de pacientes sem diabetes.
Uma revisão sistemática de literatura sobre próteses penianas em diabéticos concluiu que o diabetes, por si só, não deve ser considerado uma contraindicação ao procedimento, desde que o paciente seja adequadamente avaliado e preparado.
A mensagem clara da ciência atual é: Diabéticos cicatrizam bem quando o diabetes está controlado e quando o cuidado perioperatório é adequado.
Preparação pré-operatória: a chave do sucesso em diabéticos
Em primeiro lugar, se você é diabético e está considerando a prótese peniana, a preparação adequada antes da cirurgia é absolutamente fundamental para garantir os melhores resultados. Não se trata apenas de “fazer a cirurgia”, mas de preparar o seu organismo para cicatrizar da melhor forma possível.
Avaliação e controle glicêmico
O primeiro passo é uma avaliação completa do controle do seu diabetes. Isso envolve:
Dosagem de hemoglobina glicada (HbA1c): Este exame mostra como esteve o controle glicêmico nos últimos 3 meses. Idealmente, a HbA1c deve estar abaixo de 7% antes da cirurgia, embora alguns centros aceitem até 8% em casos selecionados.
Glicemia de jejum e pós-prandial: Monitoramento dos níveis de açúcar no sangue em diferentes momentos do dia para identificar picos glicêmicos que precisam ser corrigidos.
Ajuste da medicação: Em muitos casos, é necessário otimizar o esquema de tratamento do diabetes antes da cirurgia. Isso pode envolver ajuste nas doses de antidiabéticos orais, introdução ou aumento de insulina, ou mudanças no horário das medicações.
Em segundo lugar, se o seu diabetes não está bem controlado no momento, não significa que você nunca poderá fazer a cirurgia. Significa apenas que será necessário um período de preparação, trabalhando junto com seu endocrinologista para otimizar o controle glicêmico antes de prosseguir com o implante da prótese.
Avaliação de complicações do diabetes
O urologista especializado também irá avaliar se você apresenta outras complicações relacionadas ao diabetes que precisam ser consideradas:
Neuropatia periférica: Alterações na sensibilidade dos pés e pernas podem indicar comprometimento nervoso mais amplo.
Nefropatia diabética: Problemas renais podem afetar a eliminação de medicações e exigir ajustes nas doses de antibióticos e analgésicos.
Retinopatia diabética: Alterações nos olhos indicam comprometimento microvascular que pode influenciar a cicatrização.
Doença cardiovascular: Avaliação cardiológica pode ser necessária antes da anestesia e cirurgia.
Ter essas complicações não significa que você não pode fazer a prótese, mas sim que o planejamento cirúrgico será ainda mais individualizado e cuidadoso.
Preparo da pele e higiene rigorosa
Nos dias que antecedem a cirurgia, cuidados especiais com a higiene da região genital são fundamentais. Isso pode incluir:
- Banhos com sabonetes antissépticos específicos
- Tricotomia (raspagem dos pelos) realizada no momento adequado
- Cuidados para evitar lesões ou irritações na pele da região
- Tratamento de qualquer foco infeccioso presente (como infecções urinárias ou candidíase)
Antibioticoprofilaxia otimizada
O uso de antibióticos preventivos é protocolo padrão em cirurgias de implante de prótese peniana. Em diabéticos, esse protocolo pode ser ainda mais criterioso, com escolha cuidadosa dos antibióticos e, em alguns casos, início ligeiramente antecipado ou manutenção um pouco mais prolongada da cobertura.
Controle glicêmico rigoroso no perioperatório
Durante o período da cirurgia e nos primeiros dias pós-operatórios, o controle da glicemia é monitorado de forma ainda mais próxima. Manter os níveis de açúcar no sangue dentro de uma faixa ideal durante as primeiras 48-72 horas após a cirurgia é crucial para otimizar a cicatrização inicial.
Isso pode envolver:
- Monitoramento de glicemia capilar a cada 4-6 horas
- Ajustes frequentes nas doses de insulina
- Controle da alimentação
- Acompanhamento conjunto com equipe de endocrinologia em casos mais complexos
Técnica cirúrgica e escolha da prótese em diabéticos
A cirurgia de implante de prótese peniana em diabéticos segue essencialmente os mesmos princípios técnicos da cirurgia em não diabéticos, mas com atenção redobrada a alguns detalhes que minimizam riscos e otimizam resultados.
Tipos de prótese disponíveis
Em primeiro lugar, existem dois tipos principais de prótese peniana, e ambos podem ser utilizados em diabéticos:
Prótese maleável (semirrígida): Consiste em dois cilindros flexíveis que são implantados nos corpos cavernosos do pênis. O pênis fica permanentemente em um estado semifirme, podendo ser dobrado manualmente para baixo (para discrição no dia a dia) ou posicionado para cima (para o ato sexual). É a opção mais simples, durável e de mais fácil manuseio.
Prótese inflável (hidráulica): É mais sofisticada e consiste em cilindros infláveis implantados no pênis, um reservatório de líquido colocado no abdome e uma bomba discreta posicionada na bolsa escrotal. O paciente aperta a bomba para transferir líquido do reservatório para os cilindros, causando a ereção. Para voltar ao estado flácido, basta pressionar uma válvula de liberação. Oferece aparência mais natural.
Qual a melhor opção para diabéticos?
Em outras palavras, não há uma resposta única. Ambas as próteses funcionam muito bem em diabéticos. A escolha depende de vários fatores:
- Preferência pessoal do paciente
- Destreza manual (a prótese inflável exige habilidade para manipular a bomba)
- Presença de neuropatia que possa afetar a sensibilidade ou coordenação motora fina
- Complexidade do caso (em algumas situações, a prótese maleável pode ser tecnicamente mais vantajosa)
- Questões estéticas e de discrição
O Dr. Tiago Mierzwa discute detalhadamente essas opções com cada paciente, considerando não apenas os aspectos técnicos, mas também o estilo de vida, as expectativas e as preferências individuais.
Cuidados técnicos específicos durante a cirurgia
Durante o procedimento cirúrgico em diabéticos, alguns cuidados adicionais são fundamentais:
Rigor absoluto na assepsia: Preparação cirúrgica ainda mais meticulosa da pele, uso de campos adesivos com antisséptico, troca de luvas após cada etapa crítica.
Manipulação cuidadosa dos tecidos: Evitar traumatismos desnecessários que poderiam comprometer a cicatrização.
Hemostasia rigorosa: Controle minucioso de qualquer sangramento durante a cirurgia.
Escolha adequada dos materiais: As próteses modernas são fabricadas com materiais altamente biocompatíveis e com revestimentos antibacterianos que reduzem drasticamente o risco de infecção.
Tempo cirúrgico otimizado: Cirurgias mais longas podem aumentar riscos. Um cirurgião experiente realiza o procedimento de forma eficiente, sem pressa, mas também sem tempo desnecessário.
Cuidados pós-operatórios em diabéticos: garantindo a melhor cicatrização
O período após a cirurgia é tão importante quanto o procedimento em si para garantir uma recuperação excelente. Em diabéticos, alguns cuidados específicos merecem atenção especial.
Controle glicêmico rigoroso nos primeiros dias
As primeiras 48 a 72 horas após a cirurgia são críticas para a cicatrização inicial. Manter a glicemia bem controlada neste período é absolutamente fundamental.
Isso geralmente envolve:
- Monitoramento frequente da glicemia capilar
- Ajustes nas medicações antidiabéticas conforme necessário
- Dieta controlada
- Em alguns casos, uso temporário de insulina mesmo em pacientes que habitualmente usam apenas antidiabéticos orais
Níveis glicêmicos persistentemente elevados nos primeiros dias pós-operatórios podem prejudicar significativamente a cicatrização e aumentar o risco de complicações.
Antibioticoterapia adequada
Já que, o uso correto dos antibióticos prescritos é essencial. Em diabéticos, a cobertura antibiótica pode ser mantida por um período um pouco mais prolongado, e é fundamental tomar toda a medicação exatamente como prescrito, sem interromper o tratamento antes do tempo, mesmo que já esteja se sentindo bem.
Cuidados locais com a ferida operatória
A região operada precisa de cuidados meticulosos:
- Manter o curativo limpo e seco
- Trocar o curativo conforme orientação médica
- Observar diariamente sinais de infecção (vermelhidão excessiva, calor local, secreção purulenta, odor desagradável)
- Evitar manipulação desnecessária
- Higiene adequada após orientação para retirada do curativo
Controle da dor e inflamação
O manejo adequado da dor pós-operatória é importante não apenas para o conforto do paciente, mas porque a dor pode elevar os níveis de açúcar no sangue. Analgésicos e anti-inflamatórios são prescritos de forma adequada, considerando possíveis interações com as medicações do diabetes e a função renal do paciente.
Repouso adequado nos primeiros dias
Nos primeiros 7 a 10 dias após a cirurgia, recomenda-se:
- Repouso relativo, evitando esforços físicos intensos
- Evitar carregar peso
- Manter a região genital elevada quando possível para reduzir edema
- Dormir em posição confortável
- Evitar atividades que possam traumatizar a região operada
Retorno gradual às atividades
A recuperação completa geralmente ocorre entre 4 a 6 semanas. O retorno às atividades sexuais é tipicamente liberado entre 6 a 8 semanas após a cirurgia, quando a cicatrização está completa e estável.
É fundamental seguir rigorosamente as orientações médicas sobre quando retomar atividades físicas, trabalho e relações sexuais. Apressar esse retorno pode comprometer os resultados.
Acompanhamento pós-operatório regular
Consultas de revisão são agendadas em momentos específicos:
- Primeira revisão geralmente 7 a 10 dias após a cirurgia
- Segunda revisão por volta de 4 semanas
- Revisão final por volta de 6 a 8 semanas
- Acompanhamento de longo prazo conforme necessário
Nessas consultas, o médico avalia a cicatrização, verifica o funcionamento da prótese, esclarece dúvidas e fornece orientações progressivas sobre o uso do dispositivo.
Resultados e satisfação em diabéticos: o que esperar
Quando diabéticos adequadamente selecionados e preparados são submetidos ao implante de prótese peniana por cirurgiões experientes, os resultados são extremamente gratificantes.
Taxas de sucesso
Estudos mostram que as taxas de satisfação com prótese peniana em diabéticos bem controlados variam entre 85% a 95%, tanto para os pacientes quanto para suas parceiras. Isso inclui satisfação com:
- Rigidez alcançada
- Capacidade de ter relações sexuais completas
- Aparência e sensação natural (especialmente com próteses infláveis)
- Durabilidade do dispositivo
- Impacto positivo na qualidade de vida e autoestima
Recuperação da função sexual
Após a recuperação completa da cirurgia e treinamento adequado no uso da prótese, os pacientes diabéticos recuperam plenamente a capacidade de ter relações sexuais satisfatórias. A prótese fornece rigidez mecânica confiável que não depende de fluxo sanguíneo ou nervos, contornando assim todos os problemas causados pelo diabetes.
Importante: A prótese peniana devolve a capacidade de ter ereção firme, mas não altera a sensibilidade do pênis, a capacidade de ter orgasmo ou a ejaculação. Essas funções permanecem preservadas conforme estavam antes da cirurgia.
Durabilidade e longevidade
As próteses modernas são dispositivos extremamente duráveis. Próteses maleáveis podem durar décadas sem problemas. Próteses infláveis têm vida útil média de 10 a 15 anos, podendo durar ainda mais em muitos casos.
Em diabéticos bem controlados, a durabilidade da prótese é comparável à de não diabéticos.
Melhora na qualidade de vida
Além da recuperação da função sexual em si, pacientes relatam melhorias significativas em:
- Autoestima e confiança masculina
- Relacionamento com a parceira
- Saúde mental e redução de sintomas depressivos
- Motivação para cuidar melhor da saúde geral, incluindo o controle do diabetes
Muitos homens relatam que a recuperação da vida sexual foi um divisor de águas que os motivou a ter hábitos mais saudáveis de forma geral.
Possíveis complicações: sendo realista e informado
É importante ser honesto e transparente sobre possíveis complicações, mesmo que sejam raras quando a cirurgia é bem realizada. Em diabéticos, as principais preocupações são:
Infecção
A infecção da prótese é a complicação mais temida, embora seja rara. Em diabéticos bem controlados e bem preparados, a taxa de infecção gira em torno de 2% a 3%, similar à população geral.
Sinais de infecção incluem: febre, vermelhidão intensa, secreção purulenta, dor progressiva após os primeiros dias. Se houver suspeita de infecção, o médico deve ser contactado imediatamente.
Próteses modernas possuem revestimentos antibacterianos que reduzem drasticamente esse risco.
Erosão ou mau posicionamento
Em raros casos, a prótese pode erosionar (perfurar) através dos tecidos penianos ou ficar mal posicionada. Isso é mais comum quando há manipulação inadequada nos primeiros dias ou retorno precoce à atividade sexual.
Falha mecânica (especialmente em próteses infláveis)
Próteses infláveis possuem componentes mecânicos (válvulas, tubos, conexões) que, embora muito confiáveis, podem eventualmente apresentar falhas ao longo dos anos. Quando isso ocorre, geralmente é necessária uma cirurgia de revisão para substituição dos componentes defeituosos.
Importante sobre complicações:
Na grande maioria dos casos, é possível prevenir ou minimizar essas complicações com:
- Seleção adequada do paciente
- Preparação pré-operatória rigorosa
- Técnica cirúrgica meticulosa
- Cuidados pós-operatórios adequados
- Seguimento das orientações médicas
Diabéticos bem controlados NÃO têm risco significativamente aumentado de complicações quando todos esses cuidados são seguidos.
Quando o diabético NÃO é candidato à prótese peniana
Embora a grande maioria dos diabéticos com disfunção erétil grave sejam excelentes candidatos, existem algumas situações específicas em que a cirurgia pode não ser recomendada ou precisa ser adiada:
Diabetes totalmente descontrolado: Pacientes com HbA1c muito elevada (geralmente acima de 9% a 10%) e que não conseguem melhorar o controle mesmo com tentativas de otimização do tratamento.
Infecções ativas: Qualquer infecção ativa no momento (urinária, cutânea, respiratória) é contraindicação temporária. A equipe médica opta por adiar a cirurgia até que a infecção esteja totalmente resolvida.
Complicações diabéticas graves e descompensadas: Insuficiência renal avançada não dialítica, doença cardiovascular instável, neuropatia autonômica grave com hipotensão postural significativa.
Comprometimento imunológico severo: Pacientes com sistema imune muito comprometido por outras doenças além do diabetes.
Expectativas irrealistas: Pacientes que não compreendem claramente o que a prótese faz e o que não faz, ou que criam expectativas que o procedimento não pode atender.
Falta de suporte social: Pacientes que moram sozinhos e não terão ninguém para auxiliá-los nos primeiros dias pós-operatórios podem precisar de planejamento especial.
Mesmo nessas situações, muitas vezes é possível trabalhar para reverter as contraindicações temporárias e eventualmente realizar a cirurgia com segurança.
A experiência do Dr. Tiago Mierzwa com prótese peniana em diabéticos
O Dr. Tiago Mierzwa é Urologista e Andrologista, referência em Curitiba e região no tratamento da disfunção erétil, com ampla experiência no implante de próteses penianas em pacientes diabéticos.
Sua abordagem é marcada por:
Avaliação individualizada completa: Em primeiro lugar, ada paciente diabético passa por uma avaliação detalhada que considera não apenas o diabetes, mas toda a saúde geral, outras comorbidades, medicações em uso, função renal, estado cardiovascular e expectativas pessoais.
Preparação pré-operatória meticulosa: Em segundo lugar, O Dr. Tiago trabalha em conjunto com endocrinologistas quando necessário para otimizar o controle glicêmico antes da cirurgia, garantindo que cada paciente esteja nas melhores condições possíveis para o procedimento.
Técnica cirúrgica refinada: Em terceiro lugar, com experiência significativa em implantes de prótese, o Dr. Tiago utiliza técnicas modernas e cuidados rigorosos de assepsia para minimizar riscos e maximizar resultados.
Acompanhamento próximo no pós-operatório: Em quarto lugar, o seguimento após a cirurgia é próximo e atento, com disponibilidade para esclarecer dúvidas e identificar precocemente qualquer sinal que necessite intervenção.
Abordagem humanizada: O Dr. Tiago compreende profundamente o impacto emocional que a disfunção erétil causa nos homens. Ele conduz seu atendimento com empatia e respeito, construindo uma relação de confiança com cada paciente.
Você não precisa desistir da sua vida sexual por causa do diabetes
Se você chegou até aqui neste artigo, provavelmente é porque a disfunção erétil está afetando significativamente sua qualidade de vida, seu relacionamento e sua autoestima. Talvez você tenha tentado medicações orais que não funcionaram mais. Talvez até tenha experimentado injeções intracavernosas sem sucesso duradouro.
Em outras palavras, talvez, em algum momento, alguém tenha dito a você que, por ser diabético, você não poderia fazer a cirurgia de prótese peniana, ou que o risco seria muito alto.
Finalmente, a mensagem central deste artigo é clara e baseada em evidências científicas sólidas: diabéticos bem controlados são excelentes candidatos à prótese peniana, com resultados comparáveis aos de não diabéticos.
Logo, o diabetes não é uma sentença de resignação em relação à sua vida sexual. Com o acompanhamento adequado, preparação criteriosa e cirurgia realizada por especialista experiente, você pode recuperar plenamente a capacidade de ter relações sexuais satisfatórias e duradouras.
Próximos passos: agende sua consulta com especialista
Portanto, se você é diabético, enfrenta disfunção erétil grave resistente aos tratamentos convencionais e quer avaliar se a prótese peniana é indicada para você, procure um urologista especializado em andrologia e saúde sexual masculina.
Durante a consulta, você irá:
- Contar sua história clínica completa e suas experiências com tratamentos anteriores
- Passar por exame físico adequado
- Receber orientações sobre exames complementares necessários
- Discutir detalhadamente como funciona a prótese peniana
- Conhecer os tipos de prótese disponíveis
- Entender o processo de preparação, cirurgia e recuperação
- Esclarecer todas as suas dúvidas
- Receber orientações sobre otimização do controle do diabetes
- Avaliar se você é candidato ao procedimento
Dr. Tiago César Mierzwa
Urologista e Andrologista
Referência em Curitiba no tratamento da disfunção erétil e implante de prótese peniana
Especialista em saúde sexual masculina e reabilitação funcional
O Dr. Tiago Mierzwa atua com abordagens modernas e personalizadas, com foco na reabilitação funcional e na recuperação da qualidade de vida dos seus pacientes.
Não deixe o diabetes controlar sua vida sexual. Dê o próximo passo para recuperar sua confiança e sua intimidade.
Clique aqui e fale com nosso atendimento para agendar sua consulta com Dr. Tiago César Mierzwa.
Marque sua consulta e descubra como a prótese peniana pode devolver a você a vida sexual ativa e satisfatória que você merece, com segurança e orientação especializada.


