Como é o pós-operatório da cirurgia de prótese peniana?
A cirurgia de implante de prótese peniana é uma solução definitiva para homens que enfrentam disfunção erétil refratária ou deformidades penianas graves, como a Doença de Peyronie. No entanto, muitos pacientes se perguntam: como é o pós-operatório desse procedimento? Por isso, vamos esclarecer passo a passo, de forma clara e prática.
Como são as primeiras horas após a cirurgia?
Imediatamente após a cirurgia, o paciente é monitorado em ambiente hospitalar. A anestesia utilizada pode ser raquidiana com sedação ou geral, dependendo do caso. Além disso, a alta hospitalar geralmente ocorre no mesmo dia ou, no máximo, 24 horas depois, pois o procedimento é minimamente invasivo.
Nos primeiros dias, é comum sentir desconforto leve, mas não dor intensa. Além disso, edema (inchaço) e hematomas (manchas arroxeadas) na região operada são esperados e fazem parte do processo de cicatrização. Analgésicos prescritos pelo médico ajudam a controlar qualquer desconforto.
Dr. Tiago
Mierzwa


– Mestre em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná
– Coordenador dos Serviços de Andrologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e Hospital Universitário Cajuru
– Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia
– Membro da Sociedade Brasileira de Urologia/ American Urological Association/ International Society for Sexual Medicine/ Sociedade LatinoAmericana de Medicina Sexual
– ABEMSS/ Confederación Americana de Urologia/ Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Como são os cuidados essenciais no pós-operatório?
O cuidado diário com a ferida operatória é fundamental. Portanto, trocas de curativo e higiene adequada da região ajudam a prevenir infecções, que são a complicação mais complexa deste procedimento. Além disso, pacientes com doenças crônicas, como diabetes ou condições cardiovasculares, devem manter o controle rigoroso dessas condições para reduzir riscos.
Quando é possível retornar às atividades diárias?
O cronograma de recuperação é gradual e adaptável à resposta individual do paciente. De forma geral:
Atividades leves ou de escritório: 5 a 7 dias após a cirurgia.
Atividades físicas gerais e exercícios com peso: 3 a 4 semanas.
Vida sexual com penetração: aproximadamente 4 a 6 semanas, dependendo da adaptação e tolerância.
Assim, seguindo essas orientações, a maioria dos pacientes consegue retomar a rotina de forma segura e sem complicações.
Como é o treinamento e adaptação do paciente?
No caso da prótese inflável, há um pequeno período de aprendizado para o manuseio do “pump” (bombinha) localizado na bolsa escrotal. Esse treinamento é simples e, portanto, permite que o paciente alcance a rigidez necessária para a relação sexual de forma natural e prática.
O Dr. Tiago explica que o paciente fará algumas compressões no Pump que irão direcionar o fluxo do soro fisiológico do reservatório para o interior dos cilindros, criando assim uma rigidez completa.
No entanto, a prótese maleável não exige esse treinamento, sendo acionada apenas pelo posicionamento manual do pênis.
Qual o impacto na vida sexual do paciente?
Muitos pacientes se perguntam se a prótese peniana altera o prazer, o orgasmo ou a ejaculação. Mas nenhum desses aspectos é afetado, a não ser que a condição de base, como câncer de próstata, já tenha causado alterações. Além disso, a micção também não é impactada, pois a prótese é implantada nos corpos cavernosos, sem comunicação com a uretra.
Ele reforça: “a prótese peniana é um tratamento funcional, não estético, para reabilitação do paciente e recuperação da vida sexual”.
Quais resultados são esperados?
Quando indicada corretamente e realizada por equipe especializada, a cirurgia apresenta altas taxas de sucesso e satisfação, tanto para o paciente quanto para a parceira. Estudos mostram:
Prótese maleável: 91% de satisfação entre pacientes e 88% entre parceiras.
Prótese inflável: 98% de satisfação entre pacientes e 97% entre parceiras.
Quanto tempo dura uma prótese peniana?
Portanto, a durabilidade do dispositivo é indeterminada, e a troca só é necessária em caso de falha mecânica ou complicação rara.
O pós-operatório da prótese peniana é um período de adaptação gradual, com foco na segurança, controle de doenças associadas e aprendizado do uso do dispositivo. Assim, seguindo corretamente as orientações médicas, o paciente retoma a vida sexual de forma plena, restaurando autoestima e qualidade de vida.
Além disso, é fundamental que o paciente mantenha acompanhamento médico regular durante as primeiras semanas, para garantir que a cicatrização ocorra de forma adequada e que qualquer sinal de infecção ou complicação seja detectado precocemente.
Outro aspecto importante é a adaptação psicológica. Muitos pacientes relatam sentir alívio e aumento da confiança após retomar a função sexual, mas é comum que haja um período de ajuste emocional enquanto se acostumam ao novo dispositivo. O suporte do parceiro e orientação profissional contribuem significativamente nesse processo.
Por fim, o sucesso do pós-operatório depende também da aderência às orientações sobre cuidados diários, como higiene, repouso relativo e retomada gradual das atividades físicas. Dessa forma, o paciente garante não apenas a funcionalidade da prótese, mas também a preservação da saúde geral e da qualidade de vida a longo prazo.
Dr. Tiago Mierzwa, Urologista e Andrologista, referência em cirurgia de prótese peniana
O Dr. Tiago Mierzwa, Urologista e Andrologista, é referência em Curitiba e região, atua na cirurgia de implante de prótese peniana, indicada para casos de disfunção erétil refratária aos tratamentos convencionais.
Seu trabalho é fundamentado em avaliação criteriosa, indicação adequada do procedimento e condução cirúrgica segura, com foco na reabilitação funcional, na restauração da função erétil e na preservação da saúde sexual masculina.
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Autor

Dr. Tiago Mierzwa é urologista e andrologista em Curitiba, referência nacional em medicina sexual masculina, andrologia e cirurgias urológicas de alta complexidade. Sua atuação abrange o tratamento da disfunção erétil, implante de prótese peniana inflável e maleável, doença de Peyronie (curvatura peniana), varicocele, infertilidade masculina, vasectomia sem cortes, reversão de vasectomia microcirúrgica, postectomia com grampeador, engrossamento peniano com ácido hialurônico (Urofill), reabilitação sexual pós-câncer de próstata e reposição de testosterona.
Em 2025, tornou-se o 1º Centro de Excelência em Prótese Peniana Inflável Coloplast do Sul do Brasil e o 3º do país — certificação concedida a cirurgiões com alto volume cirúrgico, resultados clínicos consistentes e aderência a rigorosos padrões técnicos e científicos. Em 2024, recebeu o Prêmio Urofill Master Sculptor pela excelência na técnica de engrossamento peniano, sendo também Urofill Local Trainer, chancelado pelo Dr. Paul Perito, criador da técnica.
Graduado pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Universitário do Oeste do Paraná e residência em Urologia no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Aprofundou sua formação em Andrologia no Projeto ALFA, em São Paulo, e realizou Observership em Medicina Sexual na Rush University, em Chicago (EUA), onde aprimorou técnicas minimamente invasivas para implante de prótese peniana e tratamento da disfunção erétil. É Mestre em Clínica Cirúrgica pela UFPR. Mantém atualização contínua com treinamentos em Londres, Istambul, Barcelona, Minneapolis, Miami, Las Vegas, Bogotá e São Paulo.
Coordena cursos de formação de urologistas em implante de prótese peniana inflável e atua como organizador de eventos científicos em andrologia no Brasil e no exterior.
É Chefe do Serviço de Andrologia do Hospital Universitário Cajuru (HUC/PUC-PR) e do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), além de Preceptor da Residência de Urologia nessas instituições. Atende em Curitiba nos hospitais Nossa Senhora das Graças, Vita Curitiba, Marcelino Champagnat, Santa Cruz (Rede D'Or) e Universitário Cajuru, e integra a equipe da Androlab — Clínica da Fertilidade.
Membro Professor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Comitê de Relações Exteriores da SBU. Integra ainda a American Urological Association (AUA), Sociedade Europeia de Urologia (EAU), Society of Urologic Prosthetic Surgeons (SUPS), Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS), Confederación Americana de Urología (CAU) e Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
CRM-PR 32299 | RQE 24845



