Os riscos da cirurgia de Peyronie

cirurgia de peyronie

A cirurgia de Peyronie ainda é um procedimento que causa dúvidas em muitos homens. Uma das dúvidas mais recorrentes é em relação aos riscos que essa cirurgia oferece. Realmente existem riscos?
Pensando nisso, resolvi explicar sobre essa doença, como funciona a cirurgia e se ela oferece riscos à saúde ou interfere na qualidade de vida em algum aspecto. Continue a leitura para saber mais sobre a cirurgia de Peyronie.

Cirurgia para tratar a doença de Peyronie

Os tratamentos cirúrgicos para doença de Peyronie consistem em: técnicas de encurtamento do pênis e de manutenção do comprimento do pênis. Uma dúvida muito recorrente é sobre a técnica de encurtamento do pênis.

Técnica de encurtamento do pênis e seus riscos

Existem duas técnicas que podem ser aplicadas como tratamento cirúrgico, são elas: cirurgia de Nesbit e múltiplas plicaturas paralelas.

Cirurgia de Nesbit: esse procedimento cirúrgico promove a correção da curvatura peniana através do encurtamento por meio da excisão de elipses ou plicatura da túnica albugínea do pênis, realizadas no lado oposto à curvatura. Este tipo de procedimento tem demonstrado 80% de sucesso após a realização.

Múltiplas plicaturas paralelas: esse processo cirúrgico é uma variação da cirurgia de Nesbit. São aplicadas de três a cinco plicaturas paralelas na túnica albugínea contralateral até o ponto em que se observa a maior curvatura do pênis. Nesse procedimento não há a remoção das elipses, sendo obrigatório o uso de fio inabsorvível. Os pontos de sutura são realizados de forma que propicie maior conforto ao paciente. O índice de sucesso dessa técnica é de até 95%.

No entanto, a doença de Peyronie, em si, já é um fator que diminui o tamanho do pênis. Ambos os tratamentos buscam manter o tamanho original, porém, é fundamental consultar um bom médico especialista para que ele indique a melhor técnica para você.

Disfunção erétil

É possível sim que, após a cirurgia de Peyronie, o paciente tenha disfunção erétil. Para identificar se o paciente irá desenvolver a disfunção erétil, o médico avalia a idade dele e diversas outras questões, como o uso de medicamentos, a técnica que será utilizada, ou se o paciente já possui essa condição, por exemplo.

Surgimento de novas deformidades

É possível que, apesar de já ter sido feita a cirurgia de Peyronie, o problema retorne. Como a doença de Peyronie é evolutiva, infelizmente, novas fibroses podem continuar surgindo, fazendo com que essa condição volte a acometer o paciente.

Na maioria dos casos, a curvatura volta em pacientes que não inseriram a prótese peniana. Além disso, a doença de Peyronie pode voltar depois de procedimentos que não tiveram uma cicatrização adequada.

Por isso, é fundamental que o médico avalie a situação do paciente por completo. Ou seja, identifique se há necessidade de inserir a prótese peniana, verifique a quantidade de fibroses, e se há riscos de afinamento, diminuição de tamanho ou novas curvaturas no pênis do paciente.

Riscos de infecções

Na maioria dos casos em que há infecções, elas acontecem por causa do uso de enxerto no tratamento. É importante entender que o enxerto consiste na transferência de um tecido não vascularizado de outra parte do corpo do paciente para o pênis. Portanto, é possível que o organismo não se adapte e aconteça uma infecção.

Deformidade parcialmente corrigida

Dependendo da técnica escolhida pelo médico, é possível que haja apenas uma correção parcial da deformidade. Por exemplo: o pênis do paciente pode não ser alinhado completamente e ainda ficar com uma nova deformidade caso o médico limite a expansão do pênis ao fazer um corte pequeno ou se o enxerto for desproporcional ao tamanho da curvatura.

No entanto, buscar a orientação de um profissional especializado é essencial para realizar avaliações e exames para identificar quais riscos poderiam se aplicar ao seu caso. Converse com um médico para tirar suas dúvidas sobre esse procedimento.

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